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Tribunal de Justiça de MT

Judiciário recebe homenagem por atuação no enfrentamento à violência contra a mulher

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O Poder Judiciário de Mato Grosso foi homenageado pelo Poder Legislativo estadual na noite de 15 de abril por suas ações no enfrentamento à violência contra as mulheres. O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira integrou o dispositivo de autoridades ao lado dos deputados estaduais Júlio Campos e Janaina Riva, proponentes da sessão de honrarias realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No total, 91 autoridades foram homenageadas na solenidade.

Durante a solenidade, a desembargadora Maria Erotides Kneip foi uma das homenageadas, em reconhecimento à sua atuação à frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). O trabalho desenvolvido pela magistrada tem sido fundamental para a estruturação e expansão das políticas de proteção às mulheres em todo o estado.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira destacou a importância do acolhimento às vítimas de violência.

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“Inicialmente, agradeço a Deus pela oportunidade de estar presente neste momento tão significativo. É um dia feliz, de acolhimento e também de reconhecimento. Recebo com honra o convite de estar aqui e poder dizer aos homenageados o quão importante é o trabalho desenvolvido por vocês, especialmente no momento em que a pessoa está fragilizada, muitas vezes despida de dignidade, e encontra acolhimento, orientação e apoio”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a necessidade de fortalecer a parceria entre instituições e a imprensa para ampliar a conscientização da população. Ele destacou a iniciativa da Cemulher e da Coordenadoria de Comunicação do TJMT de realizar o evento “Café com a imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher” na manhã de quarta-feira, na sede do Tribunal.

“Participamos de um diálogo com a imprensa mato-grossense, em que foi solicitada uma parceria não apenas para divulgar fatos ou ocorrências, mas principalmente para esclarecer a sociedade sobre o trabalho desenvolvido por instituições como a Assembleia Legislativa, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e forças de segurança. É fundamental que as vítimas conheçam seus direitos e se sintam protegidas”, pontuou.

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Zuquim classificou como preocupantes os índices de violência e impunidade no estado e defendeu uma mudança cultural para enfrentar o problema.

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“Precisamos, sim, fortalecer as estruturas de combate à violência contra a mulher, mas isso não é suficiente se não enfrentarmos a raiz do problema, que é cultural. É preciso envolver toda a sociedade nessa luta”, disse.

Ao final, o desembargador reforçou que o enfrentamento à violência exige união entre os diversos setores. “Somente de mãos dadas, com o mesmo propósito e entusiasmo, conseguiremos avançar e alcançar resultados concretos. Essa é uma luta que precisa ser coletiva para que possamos, de fato, vencê-la”, concluiu.

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“Esta homenagem é um reconhecimento justo a homens e mulheres que atuam com coragem, sensibilidade e compromisso no enfrentamento à violência doméstica em Mato Grosso. Tenho acompanhado de perto o trabalho desenvolvido pelo Poder Judiciário, especialmente por meio da Cemulher, que tem ampliado as redes de proteção, fortalecido ações educativas e contribuído de forma efetiva para a redução da violência”, disse o deputado estadual e vice-presidente da Casa de Leis, Júlio Campos.

Na sequência, Campos afirmou que “quando propomos esta sessão, ao lado da deputada Janaína Riva, pensamos justamente em valorizar essas iniciativas que fazem a diferença na vida de tantas famílias. É um trabalho silencioso, muitas vezes difícil, mas extremamente necessário. O que vemos hoje é um Judiciário cada vez mais presente, humano e comprometido com a dignidade das pessoas. Por isso, reafirmo aqui meu respeito e admiração a todos os profissionais envolvidos nessa missão. Essa moção de aplausos simboliza o reconhecimento do Parlamento mato-grossense a uma atuação que transforma realidades e salva vidas”.

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Para a deputada Janaína Riva, a homenagem conferida às personalidades que se dedicam ao combate à violência de gênero é simbólica, mas resultante de ações reais. “Hoje, a Assembleia Legislativa tem a satisfação de receber verdadeiros parceiros do Estado de Mato Grosso no enfrentamento à violência doméstica. São pessoas que, no dia a dia, dedicam suas vidas, suas trajetórias e seu trabalho à proteção das mulheres. Ficamos muito felizes em receber o presidente do Tribunal de Justiça e todos os representantes dessa rede de atuação. A Assembleia mantém diversas parcerias com os demais Poderes e instituições, e este momento é justamente para reconhecer e homenagear homens e mulheres que são essenciais nessa missão”.

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Para a parlamentar, a Rede de Enfrentamento é fundamental. “Já chegamos a uma compreensão clara: ninguém enfrenta sozinho um problema tão complexo quanto a violência que ainda atinge mulheres e crianças em nosso estado. O que existe é, de fato, uma rede, uma união de esforços, em que cada instituição e cada Poder contribuem para que a justiça seja efetiva”.

Ações

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O TJMT destaca-se na articulação e implantação das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica, hoje presentes em mais de 110 municípios mato-grossenses, fortalecendo o acolhimento e o suporte às vítimas. Também ganham relevância os grupos reflexivos voltados a autores de violência, já consolidados em diversas comarcas, com foco na reeducação e na redução da reincidência.

A atuação do Judiciário também alcança o campo da prevenção, com iniciativas como o projeto “Cemulher nas Escolas”, que leva informação e conscientização sobre a Lei Maria da Penha a estudantes da rede pública, além do uso de ferramentas tecnológicas, como o aplicativo SOS Mulher, que permite o acionamento rápido de socorro. Soma-se a isso a realização contínua de capacitações e campanhas educativas, reforçando uma atuação integrada, humanizada e efetiva no combate à violência de gênero em Mato Grosso.

Homenageados

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Ao todo, 91 autoridades foram agraciadas com a honraria, entre representantes das Polícias Civil e Militar, do Ministério Público Estadual (MPE), Defensoria Pública, do Conselho Estadual da Mulher, Procuradoria da Mulher, além de integrantes de instituições públicas de ensino e de coletivos que atuam na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Indenização por fraude bancária é mantida em Segunda Instância

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A imagem apresenta uma balança dourada, símbolo da justiça, centralizada em um fundo branco. À direita da base da balança, as letras "TJMT" em dourado. No lado direito, a frase "2ª INSTÂNCIA" em azul e "DECISÃO DO DIA" em azul escuro e negrito. No lado esquerdo, três linhas horizontais azul-marinho.Resumo:

  • Câmara mantém indenização de R$ 10 mil por fraude bancária e rejeita tentativa de reduzir valor por meio de embargos.

  • Instituição ainda foi multada em 2% por recurso considerado protelatório.

A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a condenação de uma instituição financeira ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais em caso de fraude bancária e ainda aplicou multa de 2% sobre o valor da causa por considerar protelatórios os embargos de declaração apresentados pela empresa. O recurso foi relatado pelo juiz convocado Marcio Aparecido Guedes.

O colegiado já havia negado provimento à apelação da instituição, mantendo sentença que declarou a inexistência de débito decorrente de fraude e fixou indenização por dano moral no valor de R$ 10 mil. A empresa opôs embargos de declaração, alegando contradição no acórdão quanto ao valor arbitrado, sob o argumento de que seria desproporcional e configuraria enriquecimento sem causa.

Ao analisar o recurso, o relator destacou que os embargos de declaração têm finalidade restrita, servindo apenas para sanar omissão, obscuridade, contradição ou erro material, conforme prevê o artigo 1.022 do Código de Processo Civil. Segundo ele, o acórdão enfrentou de forma expressa e fundamentada a questão do valor da indenização.

O voto ressaltou que a decisão considerou a ocorrência de fraude e a ausência de solução administrativa eficaz por parte da instituição financeira, entendendo que o valor atende aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, além de cumprir função compensatória e pedagógica.

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Para o relator, não houve contradição interna no julgado, mas mera inconformidade da parte com o resultado. “A pretensão recursal traduz tentativa de rediscussão do mérito”, registrou, ao afirmar que os embargos não podem ser utilizados como meio para modificar decisão já fundamentada.

Processo nº 1022001-16.2024.8.11.0041

Autor: Flávia Borges

Fotografo:

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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