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Tribunal de Justiça de MT

Santa Carmem passa a integrar articulação estadual de combate à violência doméstica e familiar

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Em uma cidade pequena, onde quase todos se conhecem, romper o silêncio pode ser ainda mais difícil. Foi justamente para fortalecer a rede de apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que o município de Santa Carmem, a 35 quilômetros de Sinop, recebeu nesta sexta-feira (15) a implantação da 119ª Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Mato Grosso.

A iniciativa, coordenada pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar de Mato Grosso – Cemulher-MT, que tem à frente a desembargadora Maria Erotides Kneip, foi conduzida pela juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop, Rosângela Zacarkim dos Santos, responsável pela articulação da Rede no município, que pertence à Comarca de Sinop. O evento reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, OAB, CRAS, Secretaria Municipal de Saúde e outras instituições locais.

Segundo a magistrada, a implantação vinha sendo planejada há algum tempo, especialmente diante de casos graves registrados no município, entre eles um feminicídio ocorrido em outubro do ano passado, que deixou três crianças órfãs. “Foi um evento muito produtivo. A administração municipal foi bastante receptiva e tivemos uma participação muito expressiva das instituições. Voltamos com a sensação de dever cumprido”, destacou Rosângela Zacarkim.

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A primeira-dama de Santa Carmem, Anne Caroline Bortolas, ressaltou a importância da união entre os órgãos públicos e a sociedade no combate à violência contra a mulher. “Hoje, Santa Carmem dá um passo muito importante na proteção das nossas mulheres e das nossas famílias. A implantação da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher é um sinal de união, cuidado e compromisso com a vida. Nenhuma mulher deve sofrer em silêncio ou se sentir sozinha diante da violência. E hoje nós estamos dizendo: Santa Carmem está unida e empenhada nessa luta. Que Deus abençoe essa missão e fortaleça cada mulher da nossa cidade”, afirmou.

Durante a programação, também foi exibido o vídeo institucional da campanha da Cemulher-MT, apresentando projetos voltados à proteção e valorização feminina. Na ocasião, ainda foram aprovados os projetos de lei do Banco Vermelho e da própria Rede de Enfrentamento para Santa Carmem.

A magistrada explicou que, após a implantação oficial, a próxima etapa será a capacitação dos profissionais que atuarão diretamente na rede local. O trabalho será realizado pela equipe de Sinop, que compartilhará experiências e práticas já desenvolvidas na comarca, como palestras em escolas, blitz educativas, reuniões mensais e a Corrida Maria da Penha.

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Para a juíza, os desafios enfrentados por mulheres vítimas de violência em cidades pequenas são semelhantes aos dos grandes centros, mas há fatores que tornam o cenário ainda mais delicado.

“Em municípios menores, muitas vezes existe o receio de denunciar porque todos se conhecem. Há vergonha, medo de exposição e até influência do agressor dentro da comunidade. Ainda existe muito preconceito e aquela ideia de que ninguém deve interferir em briga de marido e mulher”, observou.

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Ao mesmo tempo, ela aponta que cidades menores também podem favorecer o acesso a ajuda, devido à proximidade entre os serviços públicos e à facilidade de identificação das vítimas por profissionais da saúde e assistência social.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Aposentada elogia atendimento humanizado do Cejusc em mutirão realizado em Salto da Alegria

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Foto horizontal colorida, que mostra o juiz coordenador da Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho, e a senhora Rita Maria Soares sorrindo para a foto, no pátio da escola onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. Ele usa boné bege, óculos de sol e camiseta preta da Justiça Comunitária.“Estou muito feliz com essa equipe boa, prestativa, sorridente, graças a Deus! Porque não é fácil enfrentar 200 quilômetros pra vir pra cá. Já estou com 69 anos e ir pra Paranatinga é muito difícil. Muito obrigada a vocês todos que se deslocaram de outros lugares pra vir pra cá atender a gente”. Foi com essas palavras, cheias de entusiasmo e agradecimento, que a aposentada Rita Maria Soares saiu do atendimento que recebeu do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), durante o mutirão Justiça em Ação, ocorrido entre os dias 6 e 7 de maio no distrito de Salto da Alegria (200 km de Paranatinga).

Na oportunidade, ela buscou reaver a documentação de sua chácara, onde vive naquela localidade, que está com a pessoa que intermediou a regularização do imóvel. “Eu paguei, arrumei testemunha e até agora ele não me devolveu esse documento. E eu quero saber por que ele não me deu uma satisfação. E aqui eu encontrei essa bênção divina”, disse, se referindo à gestora jurídica e conciliadora do Cejusc de Paranatinga, Andreia Correa da Costa Carvalho, que realizou seu atendimento.

Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a senhora Rita Maria Soares em pé, sendo atendida por duas servidoras da Justiça Comunitária, em uma sala de aula, onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação. No lado esquerdo da foto, aparece um banner do Cejusc. A conciliadora afirmou que o reclamado será convidado a participar de audiência para que possa conversar com dona Rita e entrar em uma solução amigável sobre a entrega do documento.

“Atender a dona Rita foi muito bom porque, primeiro, a simpatia dela faz qualquer um ficar mais animado com a Justiça. Ela estava muito desanimada, triste e preocupada porque já faz muitos anos que ela está correndo atrás de conseguir os documentos dela de volta. E ela saiu animada. Nós vamos marcar a audiência e vai dar tudo certo”, disse Andreia.

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Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a senhora Rita Maria sentada, sendo atendida por servidora do CRAS, em uma sala de aula, onde ocorreu o mutirão Justiça em Ação.Dona Rita conta que é de São Paulo e se mudou para Salto da Alegria em 1990. “Eu vim pra curar de bronquite e fiquei aqui. Eu gosto daqui porque é quente e São Paulo é frio”, diz. Além do atendimento do Cejusc, a aposentada aproveitou o serviço do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) de Paranatinga para solicitar carteirinha de idoso, com a qual pretende viajar com gratuidade ou desconto para sua terra natal. “Preciso ir ver meu bisneto. Então vim aqui pra tirar minha carteirinha de viajar e resolver esse problema”.

Segundo a idosa, se não fosse o mutirão Justiça em Ação em Salto da Alegria, ela não conseguiria resolver seus problemas. “Nada feito! Porque você desloca daqui pra Paranatinga, chega lá o sistema está parado. Então veio todo mundo pra fazer tudo e isso é muito bom”.

Justiça em Ação – Durante os dias 6 e 7 de maio, o Cejusc de Paranatinga foi parceiro do mutirão Justiça em Ação e realizou diversos atendimentos à população, oferecendo serviços de solução consensual de conflitos, dentre eles, divórcios, questões de família, conflitos entre partes de um negócio, entre outros.

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No mutirão, também foram realizados atendimentos de emissão de documentos, regularizações junto à Receita Federal, solicitações de benefícios do governo e previdenciários, círculos de construção de paz, orientações jurídicas, atividades de educação e lazer, vacinação, consultas médicas, doações de cestas básicas, livros, roupas, entre outros serviços.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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