Turismo
Salão do Turismo debate como atrair turista muçulmano, de olho em um mercado que deve movimentar R$ 1,88 trilhão até 2028
O Brasil está diante de uma oportunidade promissora e que vai muito além das commodities: o turismo halal. O país, que já é o maior exportador de proteína animal halal do mundo, está de olho, agora, em atrair turistas muçulmanos e quer se tornar referência para atender este importante mercado, que deve movimentar R$ 1,88 trilhão até 2028.
O turismo halal é um segmento de viagens voltado para o público muçulmano, oferecendo serviços adaptados aos princípios islâmicos.
Durante dois dias, o Salão do Turismo, organizado pelo Ministério do Turismo, debateu o tema no workshop “Turismo e Hospitalidade para o Mercado Halal”. O Salão, a maior vitrine do setor no país, está sendo realizado em Fortaleza (CE) e segue até este sábado (9). É a primeira vez que o evento acontece no Nordeste.
A valor da projeção do mercado de turismo halal até 2028 é da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
A entidade também revelou que turismo muçulmano tem crescimento estimado em 12% ao ano. Ainda de acordo com a Câmara Árabe o turismo voltado a esse público movimentou US$ 217 bilhões em 2023, com expectativa de expansão de 77% na próxima década.
“O Brasil tem a natureza e a cultura que encantam o mundo. Agora, precisamos oferecer o acolhimento técnico que este público exige. A certificação não é um custo, é um passaporte de acesso”, destacou Fernanda Dantas, gerente de projetos de internacionalização da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.
Para os gestores públicos, entender esse mercado significa diversificar a pauta de atração de divisas e reduzir a dependência de mercados tradicionais (como Europa e EUA).
Para profissionais, a certificação e o conhecimento em hospitalidade halal abrem portas em redes hoteleiras internacionais que operam no Brasil e buscam atender delegações de negócios e turistas de lazer do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.
A hospitalidade Muslim-friendly (ou amigável aos muçulmanos) exige conhecimento técnico sobre as necessidades rituais e culturais.
O Brasil já possui o “know-how” logístico da certificação halal em alimentos (exportando para 156 países), o que facilita a adaptação dos serviços de hospitalidade. As mudanças não requerem investimentos estruturais grandes, mas sim sensibilidade e gestão.
Confira algumas particularidades do turismo muslim-friendly:
– Alimentação Halal: Garantia de que alimentos (especialmente carnes) foram preparados conforme as normas islâmicas e a ausência de álcool em pratos específicos.
– Facilidades de Culto: Indicação da direção de Meca (Qibla) nos quartos e disponibilização de horários de oração.
– Privacidade e Lazer: Opções de horários ou espaços reservados em piscinas e spas para atender critérios de modéstia.
– Sustentabilidade: Há uma conexão crescente entre o “turismo halal” e o “turismo verde”. O viajante muçulmano valoriza destinos que respeitam o meio ambiente e a ética social.
Capacitação
Os workshops reforçaram a importância de parcerias com entidades como a Câmara de Comércio Árabe Brasileira para a obtenção de selos de qualidade.
Com o aumento de conectividade aérea entre o Brasil e os países do Golfo, o setor de serviços tem o tempo a seu favor para transformar o país em um destino acolhedor para o viajante muçulmano.
SERVIÇO:
Data: 7 a 9 de maio
Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza
Entrada: Gratuita e aberta ao público.
Como se inscrever
Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.
Passo a passo:
- Acesse www.gov.br/turismo/pt-br/salaodoturismo
- Na aba “Inscreva-se”, clique em “Visitantes”.
- Informe seu e-mail ou WhatsApp e siga as instruções
- Insira seu nome, e-mail e CPF
- Em seguida escolha as atividades das quais deseja participar (Se quiser apenas circular pelo Salão, deslize até o fim)
- Informe a data de nascimento e o nome da mãe
Pronto! Inscrição realizada. Um QR Code será gerado e também enviado por e-mail para ser apresentado na entrada do evento.
- Programação de sábado (9): clique aqui.
Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
João Pedrini: (63) 99125-9853
Natália Moraes: (61) 99202-7509
Marco Guimaraes: (61) 99689-4646
Lianne Ceará: (88) 99901-3201
Victor Mayrink: (61) 99161-3220
Fonte: Ministério do Turismo
Turismo
Muito além das paisagens: identidade é a nova aliada dos estados para impulsionar o turismo e atrair investimentos
A força de uma marca que comunica valores, estilo de vida e cultura de uma região tornou-se um ativo estratégico para os estados brasileiros no mercado turístico. Para além de praias e monumentos, a busca por uma identidade clara e autêntica (“branding”) foi o tema central no último dia da programação do Salão do Turismo, que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.
“O Ministério do Turismo reúne aqui todas as regiões do país para esse diálogo mais amplo, para essa troca de experiências. As marcas, hoje, comunicam valores, estilo de vida, cultura e diferenciais capazes de influenciar a decisão de viagem dos turistas. Então essa troca é muito valiosa para todo o setor”, destacou, na abertura do seminário, o coordenador-geral de Marketing do Ministério do Turismo, Fábio Simonetti.
Ana Claudia Rego, da Secretaria de Turismo do Amazonas, apresentou a marca da Amazônia, criada em conjunto com os outros estados da região Norte do país. A ideia, segundo ela, é a Amazônia como destino turístico internacional, focando na preservação ambiental, no desenvolvimento sustentável e na valorização dos povos locais. “A gente criou uma identidade. Posicionou a Amazônia como destino sustentável, polo de negócios verdes, uma referência de biodiversidade e cultura. Todo destino tem uma referência. Na promoção turística, nós vamos utilizar a marca em todas as nossas peças promocionais”, disse.
Já Daniella Barbosa, da Secretaria de Turismo de Goiás, destacou que a marca que representa o estado levou em conta o retorno das pessoas do estado. “Trabalhamos em uma expressão que pega. O ‘Bora’ é uma expressão muito goiana. A gente quer levar a nossa ‘goianidade’ para o mundo. E obviamente que vamos adaptando essa expressão, desdobrando em vários nichos: bora pescar, bora trilhar”, explicou.
Guilherme Lourenço, que representou o estado de Minas Gerais, explicou a força do encontro em Belo Horizonte, seja na gastronomia ou na cultura, para a criação da marca para a cidade. Segundo Lourenço, a ideia é fazer desse encontro uma memória afetiva. “A gente acredita que destinos fortes constroem narrativas fortes. A marca de Belo Horizonte surge para fortalecer o posicionamento da nossa cidade, para criar um fortalecimento nacional e internacional. Também acreditamos que a marca é feita de escuta, então fizemos esse processo para conectar as pessoas da cidade”, disse. “As pessoas falam ‘BH’ e acabam se conectando de forma afetiva com a cidade”, concluiu Lourenço.
A força da tradição de uma marca foi o ponto principal da apresentação de Álvaro Machado, servidor da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul há mais de 30 anos. Segundo ele, para se criar uma nova marca é preciso ter em mente o real motivo para isso.
“Estamos usando uma marca principal há quase 15 anos. Na identidade visual, por exemplo, temos a cuia de chimarrão, que tanto identifica o gaúcho. Então se um posicionamento está dando certo, não há necessidade de mudança. Não vamos gastar recurso para fazer algo que já fizemos e que está funcionando”, destacou Álvaro.
Por fim, Thiago Marques, da Secretaria do Turismo do Ceará, estado anfitrião do Salão do Turismo, reforçou a necessidade de responsabilidade com a marca e como essa marca se posiciona e representa um determinado local. “A marca representa o nosso estado e é a porta de entrada para quem quer conhecer o Ceará. O melhor impulso que temos na promoção turística, inclusive internacional, é a nossa marca. Então temos uma responsabilidade muito grande com a marca. A questão gráfica e visual é muito importante, pois está todo mundo concorrendo, em um evento, para sua marca se destacar”, frisou.
SALÃO DO TURISMO – Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor.
A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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