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Operação Conductor

IMPÉRIO DO PÓ: Como um motorista de van derrubou esquema de R$ 100 milhões que usava sua vizinhança como esconderijo!

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Operação Conductor
Operação Conductor. Foto:PJC

Uma única apreensão de cocaína em Cáceres, há mais de um ano, revelou uma rede criminosa sofisticada que usava casas de classe média em Várzea Grande como depósitos e movimentava valores milionários entre Mato Grosso e outros estados.

 

Uma engrenagem criminosa, que operava nas sombras da região metropolitana de Cuiabá e na fronteira de Mato Grosso, foi alvo de uma megaoperação na manhã desta terça-feira (2). Batizada de “Conductor”, a ação da Polícia Civil busca desarticular um grupo especializado em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cuja movimentação financeira é estimada em impressionantes R$ 100 milhões. O desmonte envolve 95 ordens judiciais, incluindo 16 mandados de prisão preventiva e 35 de busca e apreensão, cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, e com desdobramentos em São Luís, no Maranhão, e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

 

O fio da meada

 

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Tudo começou com uma abordagem que parecia rotineira. Em 12 de abril de 2024, a Polícia Rodoviária Federal parou um veículo Renault Master em Cáceres. O motorista, um homem de 31 anos, simulava fazer transporte de passageiros, mas a carga era outra, muito mais lucrativa e ilegal. Escondidos no furgão, os agentes encontraram 153,8 quilos de cocaína. Aquela prisão em flagrante foi o ponto de partida para uma investigação minuciosa que duraria mais de um ano, conduzida pela Delegacia de Fronteira (Defron) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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A logística do crime

 

O que os investigadores descobriram foi uma estrutura empresarial do crime. O líder do esquema, um morador de Várzea Grande, orquestrava toda a operação com mão de ferro. Ele controlava desde a entrada da droga pela fronteira, passando pelo seu armazenamento estratégico, até a negociação e distribuição final na grande Cuiabá e para outros estados.

Para não levantar suspeitas, o grupo adotava uma tática de camuflagem urbana. “Esse grupo criminoso alugava residências de médio padrão em Várzea Grande exclusivamente para armazenar a droga, armas de fogo e munições”, relatou a delegada Bruna Laet, responsável pelo caso. A partir desses depósitos disfarçados de lares comuns, a distribuição era feita de forma pulverizada, com entregas ocorrendo em locais de grande movimento, como supermercados e terminais de ônibus, para diluir a atenção.

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A dimensão do negócio ilícito é chocante. A apuração revelou um fluxo constante e volumoso de entorpecentes. “Durante o período de cerca de quatro meses, o grupo recebeu mais de duas toneladas de drogas, armas de fogo e munições, sendo um carregamento por semana”, detalhou a delegada. Apenas essa remessa, segundo ela, tem um valor de mercado estimado em R$ 45 milhões, montante que corresponde à quantia bloqueada e sequestrada dos investigados pela Justiça.


Para entender melhor:

  • Prisão Preventiva: É uma medida cautelar. A pessoa é presa antes do julgamento para garantir a ordem pública, impedir que atrapalhe a investigação ou evitar que fuja.
  • Busca e Apreensão: Ordem judicial que autoriza a polícia a entrar em um local para procurar e recolher objetos que sirvam como prova de um crime.
  • Bloqueio de Valores e Sequestro de Veículos: Medidas para asfixiar financeiramente o crime. O dinheiro em contas bancárias é congelado e os veículos comprados com recursos ilícitos são tomados pelo Estado.
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Colaboração foi a chave

 

O sucesso da Operação Conductor, cujo nome é uma alusão direta ao motorista preso no início da investigação, dependeu de uma forte cooperação interinstitucional. A Polícia Civil contou com o apoio técnico da Receita Federal e da Politec, que foram cruciais para rastrear o dinheiro e produzir provas robustas sobre o modus operandi do grupo. A investigação identificou o envolvimento de pelo menos 31 pessoas físicas e oito empresas que ajudavam a “lavar” o dinheiro do tráfico, dando a ele uma aparência legal.

A agilidade do Ministério Público em analisar e se manifestar sobre os pedidos da polícia, bem como a celeridade do Poder Judiciário em expedir as dezenas de mandados, também foram destacadas como essenciais para que a operação pudesse ocorrer de forma simultânea e eficaz, desmantelando a rede criminosa de uma só vez.

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Leilão da Receita Federal terá iphone por R$480 e PlayStation 4 por R$ 400,00, confira

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leilão receita federal

Edital reúne 232 lotes de bens apreendidos e abandonados; propostas devem ser enviadas até as 21h do dia 29 pelo portal e-CAC

A Receita Federal realiza na manhã de 30 de junho um leilão eletrônico composto por 232 lotes de mercadorias abandonadas ou apreendidas pelo órgão.

A disputa, aberta a pessoas físicas e jurídicas pelo Sistema de Leilão Eletrônico, exige registro de valor acima do lance mínimo estabelecido no Edital nº 0800100/000006/2026. A lista de mercadorias abrange smartphones, videogames, veículos, instrumentos musicais, bicicletas, cosméticos, bolsas e equipamentos eletrônicos.

Lotes em destaque

Entre os itens disponíveis, há um PlayStation 4 com lance inicial de R$ 400 e um smartphone iPhone 13 a partir de R$ 480. A relação também inclui veículos, a exemplo de um Volkswagen Jetta com lance mínimo estipulado em R$ 13,2 mil.

 

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O certame oferece ainda equipamentos esportivos e musicais. Uma bicicleta da marca Canyon Aeroad Speed tem lance inicial de R$ 9,6 mil, enquanto um violão Gibson é ofertado a partir de R$ 12 mil.

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Regras de participação

Os interessados têm até as 21h de 29 de junho para enviar as propostas pelo portal e-CAC. Para o registro das ofertas, é necessário selecionar o edital correspondente e o lote desejado.

Para pessoas físicas, a Receita exige idade mínima de 18 anos, CPF regular e conta no sistema Gov.br classificada no nível Prata ou Ouro. Empresas participantes precisam manter o CNPJ regular e contar com um representante legal habilitado.

A quitação do lote pelo vencedor é feita por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), com prazo de retirada fixado em até 30 dias. O órgão determina que os bens adquiridos por pessoas físicas não podem ser revendidos.

Entenda os termos:

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  • e-CAC: Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, portal eletrônico da Receita Federal para prestação de serviços fiscais online.
  • Darf: Documento de Arrecadação de Receitas Federais, guia oficial utilizada para o pagamento de tributos e taxas ao governo federal.
  • Edital: Documento oficial que torna pública a realização do leilão e detalha todas as suas regras, prazos e itens disponíveis.
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