VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Violência no Pedregal: após espancar esposa e ser agredido por populares, motorista ganha liberdade
Motorista de aplicativo agride esposa em via pública e é espancado por populares em Cuiabá. Preso em flagrante, suspeito A.H.L. teve liberdade provisória concedida pela Justiça no dia seguinte.
Motorista de aplicativo agrediu a companheira na frente da filha de dois anos e acabou linchado por populares; juiz concedeu liberdade provisória com medidas cautelares.
A Avenida Archimedes Pereira Lima, uma das vias mais movimentadas de Cuiabá, transformou-se em palco de barbárie na tarde da última terça-feira (2). O trânsito intenso do Bairro Pedregal deu lugar a uma cena de violência explícita, onde o ciclo de abuso doméstico colidiu com a reação imediata — e também violenta — da população. A.H.L., de 39 anos, foi preso em flagrante após agredir a companheira, E.S.F., de 29 anos. A agressão, contudo, não passou impune aos olhos de quem transitava pelo local.
Revoltados com a cena, populares intervieram e espancaram o motorista de aplicativo até a chegada das autoridades. O caso expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade das vítimas e os limites da atuação estatal frente à violência de gênero.
O estopim do conflito
O casal, que convive há três anos, estava em Cuiabá há apenas um mês. Segundo o relato colhido pela Patrulha Maria da Penha, a tensão começou dentro do veículo da família. E.S.F. manifestou o desejo de retornar para Rondônia, sua terra natal, para ficar perto dos outros filhos. A.H.L., natural de Araraquara (SP), não aceitou a decisão.
A recusa evoluiu para ofensas verbais e rapidamente escalou para agressão física. Tudo aconteceu na presença da filha do casal, uma criança de apenas dois anos. O motorista parou o carro e a violência transbordou para a rua. A vítima, desempregada e longe de sua rede de apoio, tornou-se alvo da fúria do companheiro em plena luz do dia.
As marcas da violência
Quando a guarnição da Polícia Militar, liderada pela 2º Sargento Ivone Cristina da Silva, chegou ao local, o cenário era caótico. E.S.F. apresentava lesões visíveis e graves. O exame preliminar constatou sangramento e inchaço nos lábios, além de hematomas espalhados pelo ombro, quadril, costas e olho direito.
Além disso, marcas de mordidas nos braços evidenciavam a brutalidade do ataque. Aos policiais, a vítima confirmou que o companheiro foi o autor das lesões. Ela relatou ainda que as brigas eram motivadas, recorrentemente, pela sua vontade de ir embora e pela recusa dele em aceitar o fim da convivência naquele estado.
A reação popular e o linchamento
O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) recebeu múltiplos chamados. As denúncias descreviam um homem agredindo uma mulher e arrastando uma criança. No entanto, antes que a viatura pudesse intervir, a “justiça das ruas” entrou em ação.
Transeuntes que presenciaram o ataque cercaram A.H.L. O agressor passou a ser golpeado por diversas pessoas não identificadas. O resultado foi severo: ele sofreu escoriações na face e uma fratura no pé direito. Quando a polícia chegou, o suspeito já estava sob atendimento do Corpo de Bombeiros, incapaz de fugir ou continuar a agressão contra a esposa.
Canais de Denúncia e Apoio A violência contra a mulher não deve ser silenciada. Se você ou alguém que conhece está em perigo, acione:
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190 (Polícia Militar): Para situações de emergência e flagrante.
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180 (Central de Atendimento à Mulher): Para denúncias anônimas e orientações.
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Delegacia da Mulher: Procure a unidade especializada mais próxima para registrar ocorrência e solicitar medidas protetivas.
Do hospital para a liberdade
Devido à gravidade dos ferimentos causados pelo linchamento, A.H.L. não foi levado imediatamente para a delegacia. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde permaneceu internado sob custódia policial. O delegado Richard Damasceno Ferreira Lage ratificou a prisão em flagrante por lesão corporal no âmbito da violência doméstica.
A autoridade policial negou fiança na fase de inquérito, visto que a pena máxima para o crime supera quatro anos. O caso parecia caminhar para a manutenção da prisão. Entretanto, a dinâmica processual tomou outro rumo no dia seguinte.
Decisão judicial
Na quarta-feira (3), durante a audiência de custódia, o juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto homologou o flagrante. Porém, o magistrado decidiu pela concessão de liberdade provisória. A decisão impôs medidas cautelares diversas da prisão.
A.H.L. está proibido de se aproximar de E.S.F., de seus familiares e das testemunhas. O limite mínimo de distância estabelecido é de 500 metros. Além disso, foi determinado o afastamento do lar. O alvará de soltura foi expedido enquanto o suspeito ainda se recuperava das fraturas no hospital.
Posteriormente, na quinta-feira (4), a juíza Edna Ederli Coutinho redistribuiu o processo para a vara especializada de Violência Doméstica. Agora, a vítima, que solicitou abrigamento e medidas protetivas, tenta reconstruir a vida longe do agressor, amparada apenas por uma ordem judicial de papel.
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Sinop
Prefeitura de Sinop já alcança 16,9% do público-alvo de vacinação contra influenza
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde – setor de imunização –, alcançou 16,9% do público-alvo prioritário com aplicações de doses contra o vírus da influenza. O município iniciou a fase de imunização no dia 1º de abril e já aplicou mais de 7,4 mil doses.
A população-alvo, ou seja, o público determinado para os grupos prioritários, segundo o Ministério da Saúde (MS), é de 43,8 mil pessoas em Sinop. Cada cidadão recebe apenas uma dose. A vacina é aplicada apenas em bebês com idade igual ou superior a 6 meses. Para o coordenador de imunização, João Breganó, a agilidade na cobertura vacinal está relacionada às ações descentralizadas.
“Sinop mantém uma cultura de realização de vacinação itinerante no município há pelo menos cinco anos. Essas ações são feitas nos bairros, em locais de maior movimento, como estacionamentos de supermercados, em condomínios de residências populares, como é o caso do Nico Baracat e Gente Feliz, e em ações de parceria com outras secretarias, como é o caso do Prefeitura em Ação. Essas ações têm facilitado o acesso da população”, comentou.
Neste sábado (18) e domingo (19), o setor realizou uma ação em parceria com o Shopping Center Sinop. Mais de 120 pessoas foram vacinadas. A ação aconteceu das 14h às 20h, sem interrupção, em um local de fácil acesso a toda a população.
“Para receber uma dose de imunizante, tanto contra a influenza quanto contra qualquer outra doença, a pessoa precisa apenas apresentar um documento oficial com foto, CPF e caderneta de vacinação. As vacinas que estiverem em atraso podem ser atualizadas no momento, pois a equipe está à disposição para regularizar o cartão de vacinas”, comentou.
Grupos prioritários para vacinação contra influenza
Segundo a cartilha do Ministério da Saúde, os grupos são definidos da seguinte maneira e em ordem de prioridade, considerando a predisposição a complicações graves da doença:
Grupo 1 – Crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes em qualquer idade gestacional; e idosos com 60 anos ou mais, comprovado mediante documento pessoal;
Grupo 2 – Puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto); povos indígenas; quilombolas; pessoas em situação de rua; trabalhadores da saúde; professores do ensino básico e superior; profissionais das forças de segurança e salvamento; profissionais das Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; trabalhadores dos Correios; população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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