AGRONEGÓCIO
Conab inicia levantamento de campo para atualizar estimativas da safra de café 2026
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu início aos trabalhos de campo para a elaboração do 2º Levantamento da Safra de Café 2026. A nova etapa da pesquisa ocorre em um momento estratégico, com o avanço da colheita nos principais estados produtores, o que deve proporcionar dados mais precisos sobre produtividade e produção.
Pesquisa de campo ocorre em dez estados produtores
A partir desta semana, técnicos da Conab percorrem dez estados brasileiros para coletar informações diretamente nas lavouras. O trabalho segue até o próximo dia 17 e abrange áreas cultivadas com café arábica e conilon.
Os dados obtidos serão utilizados para atualizar as estimativas de produção e produtividade da safra em curso, contribuindo para uma visão mais detalhada do desempenho da cultura no país.
Metodologia inclui questionários e monitoramento tecnológico
Durante as visitas a campo, são aplicados questionários que abordam aspectos como características das lavouras, nível tecnológico adotado, práticas de manejo e impactos de fatores climáticos e fitossanitários.
Além disso, a Conab utiliza ferramentas complementares, como análises estatísticas, sensoriamento remoto, monitoramento agrometeorológico e séries históricas, para consolidar as informações e gerar projeções mais consistentes.
Cadeia produtiva participa da coleta de informações
O levantamento conta com a colaboração de diversos agentes da cadeia do café, incluindo produtores, cooperativas, associações, instituições públicas, órgãos de assistência técnica e extensão rural.
Participam desta etapa os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e Amazonas — principais polos da produção nacional.
Segundo levantamento melhora precisão das estimativas
Com o início da colheita, o segundo levantamento do ano tende a apresentar maior precisão nas estimativas de produtividade. Isso ocorre porque os dados passam a refletir melhor as condições reais das lavouras no momento da colheita.
No primeiro levantamento de 2026, divulgado em fevereiro, a Conab indicou crescimento superior a 17% na produção em comparação com o ciclo anterior. A expectativa é de que a safra ultrapasse 66 milhões de sacas beneficiadas.
Segundo o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o avanço é resultado da entrada de novas áreas em produção, maior uso de tecnologias e condições climáticas favoráveis.
Área plantada cresce e Minas Gerais lidera produção
De acordo com os dados mais recentes, a área total cultivada com café arábica e conilon no Brasil cresceu 3,4% em relação à safra anterior, atingindo cerca de 2,3 milhões de hectares.
Minas Gerais, principal estado produtor, se destaca com uma estimativa de produção de 32,4 milhões de sacas, volume aproximadamente 26% superior ao registrado no ciclo anterior.
Série histórica reforça monitoramento contínuo da cultura
A Conab realiza o acompanhamento sistemático da safra brasileira de café desde 2001, com a divulgação de boletins técnicos trimestrais. Esses relatórios são fundamentais para orientar o mercado e os agentes da cadeia produtiva, oferecendo dados atualizados sobre a evolução da cultura no país.
Com o novo levantamento em andamento, a expectativa é de que o setor tenha, nas próximas semanas, um panorama mais preciso da safra 2026, consolidando tendências de produção e produtividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado
Dólar cai com redução das tensões geopolíticas
O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.
Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.
Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda
Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.
Os dados indicam que:
- O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
- O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas
Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.
Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana
O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.
De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.
Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.
Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar
Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.
O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.
Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.
Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção
Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.
O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.
A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.
Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança
Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.
Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:
- Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
- Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
- Turbulências políticas internas nos EUA
- Níveis elevados de déficit público
Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.
Mercado global segue sensível a dados e geopolítica
O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.
Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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