AGRONEGÓCIO
Bloqueio dos EUA a navios ligados ao Irã começa com tráfego no Estreito de Ormuz e eleva tensões globais
O bloqueio imposto pelos Estados Unidos a navios com escala em portos iranianos entrou em vigor com movimentação registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. Dados de navegação desta terça-feira indicam que embarcações seguem transitando pela região, desde que não tenham como destino o Irã.
A decisão foi anunciada no domingo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o fracasso das negociações realizadas em Islamabad entre representantes norte-americanos e iranianos. O impasse diplomático levou à adoção da medida, ampliando a tensão em uma região estratégica para o mercado energético global.
Mesmo com as restrições, três navios-tanque foram identificados cruzando o estreito sem violar o bloqueio, já que não estavam direcionados a portos iranianos. Entre eles, o Peace Gulf, embarcação de médio porte com bandeira do Panamá, que segue para o porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos. O navio costuma transportar nafta iraniana, utilizada como matéria-prima petroquímica, para outros destinos no Oriente Médio, com posterior exportação para mercados asiáticos.
Outras duas embarcações sancionadas pelos Estados Unidos também passaram pela rota. O Handy Murlikishan está a caminho do Iraque, onde deve carregar óleo combustível nos próximos dias. O navio, anteriormente conhecido como MKA, já esteve envolvido no transporte de petróleo de origem russa e iraniana.
Já o Rich Starry deve ser o primeiro navio a deixar o Golfo após o início do bloqueio. A embarcação, de médio alcance, transporta cerca de 250 mil barris de metanol, carregados no porto de Hamriyah. O navio pertence à empresa Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, que foi sancionada pelos Estados Unidos por manter relações comerciais com o Irã, e opera com tripulação chinesa.
A reação internacional não demorou. O governo da China classificou a medida como “perigosa e irresponsável”, alertando que a decisão pode agravar ainda mais as tensões na região. Pequim, no entanto, não informou se embarcações chinesas continuam atravessando o Estreito de Ormuz normalmente.
Considerado um dos principais corredores marítimos do mundo, o Estreito de Ormuz concentra grande parte do fluxo global de petróleo. Qualquer restrição na região impacta diretamente o comércio internacional de energia, elevando riscos para preços e logística de abastecimento.
O cenário permanece sob atenção de agentes do mercado e autoridades internacionais, diante da possibilidade de novos desdobramentos geopolíticos e seus reflexos sobre o fornecimento global de combustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio
Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio
O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.
De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.
Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo
Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.
Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.
Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro
Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.
A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.
Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas
O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.
As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.
A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.
Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score
Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.
Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.
Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural
Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.
Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.
Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva
O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.
Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.
Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro
Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.
Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.
A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).
Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco
Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.
Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.
Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro
Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.
A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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