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AGRONEGÓCIO

Câmara avança em mudança na lei e pode simplificar regras

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A Câmara dos Deputados deu mais um passo para revisar o marco legal da aquicultura no país, em uma tentativa de adequar a legislação à expansão recente da atividade e reduzir gargalos regulatórios que ainda limitam investimentos, sobretudo fora de áreas públicas.

A proposta em análise altera a lei que organiza a política nacional do setor e introduz um ponto central: a separação clara entre a produção realizada em corpos d’água naturais — como rios, lagos e reservatórios — e aquela conduzida em estruturas artificiais dentro de propriedades privadas. Hoje, esses dois modelos convivem sob regras semelhantes, apesar de apresentarem níveis distintos de controle e impacto.

Na prática, a mudança tende a aliviar exigências para produtores que operam em sistemas fechados, como viveiros e tanques escavados, onde o manejo é mais previsível e o risco ambiental é mais controlado. O objetivo é dar mais segurança jurídica e reduzir o tempo e o custo de regularização, pontos frequentemente apontados como entraves para expansão da atividade.

O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, após já ter passado pela Comissão de Agricultura, e recebeu aval quanto à legalidade e à técnica legislativa. Como tramita em caráter conclusivo, poderá seguir diretamente ao Senado, caso não haja pedido para votação no plenário.

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A leitura no setor é de que a iniciativa corrige uma distorção histórica da legislação, que acabou tratando de forma uniforme sistemas produtivos com características muito diferentes. Ao separar os ambientes, a proposta cria uma base mais alinhada à realidade da produção aquícola atual, que vem crescendo principalmente dentro de propriedades privadas.

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Mesmo com o avanço, o controle sobre a atividade em águas públicas permanece mais rigoroso, mantendo a necessidade de autorizações e regras específicas. Já para a produção em ambiente artificial, a expectativa é de um ambiente regulatório mais simples e previsível.

Para o produtor, o impacto direto tende a aparecer na redução da burocracia e no aumento da segurança para investir. Em um setor que ainda busca ganhar escala no Brasil, mudanças desse tipo podem acelerar projetos e ampliar a participação da aquicultura na renda dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Milho avança em Chicago com impulso da demanda por etanol e cenário externo favorável

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Chicago fecha em alta com suporte da demanda por etanol

O mercado internacional do milho encerrou o pregão desta quinta-feira (16) em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, impulsionado principalmente por sinais de fortalecimento na demanda por etanol de milho nos Estados Unidos.

De acordo com análise da TF Agroeconômica, o movimento positivo reflete uma combinação de fatores fundamentais e macroeconômicos que sustentaram as cotações ao longo do dia, indicando um viés mais firme no curto prazo.

Produção de etanol cresce e sustenta preços do milho

Dados da Administração de Informação de Energia mostram que a produção de etanol de milho nos Estados Unidos aumentou 0,36% na semana encerrada em 10 de abril, atingindo 1,120 milhão de barris por dia, frente aos 1,116 milhão da semana anterior.

Já os estoques de etanol avançaram 2,3% no mesmo período, passando de 26,1 milhões para 26,7 milhões de barris, sinalizando maior oferta. Por outro lado, as exportações semanais recuaram 60%, totalizando 81 mil barris.

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Mesmo com a queda nas exportações, o aumento na produção reforça a demanda interna por milho destinado ao biocombustível, fator que tem sustentado os preços no mercado internacional.

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Dólar mais fraco e petróleo em alta reforçam cenário positivo

Além dos fundamentos ligados ao etanol, o milho também encontrou suporte no ambiente macroeconômico. A desaceleração do dólar frente a outras moedas torna as commodities americanas mais competitivas no mercado global.

Outro fator relevante foi a alta do petróleo em Nova York, que tende a estimular a demanda por biocombustíveis, como o etanol, fortalecendo indiretamente o consumo de milho.

Cotações do milho registram ganhos consistentes

Os contratos futuros do cereal encerraram o dia com valorização significativa:

  • Maio/2026: US$ 4,51 1/4 por bushel, alta de 8,25 centavos (+1,86%)
  • Julho/2026: US$ 4,60 3/4 por bushel, avanço de 8,25 centavos (+1,82%)

Segundo a TF Agroeconômica, o movimento técnico também contribuiu para a alta, com recomposição de posições após recentes oscilações no mercado.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

No Brasil, o comportamento do milho tende a seguir influenciado pelo cenário internacional, especialmente diante da importância das cotações de Chicago na formação dos preços domésticos.

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A análise da TF Agroeconômica indica que, embora o avanço externo traga suporte, o mercado interno ainda deve observar fatores como o ritmo da colheita, logística e demanda doméstica, que podem limitar ou ampliar os movimentos de alta.

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Perspectiva: atenção à demanda e ao câmbio

Para os próximos dias, o mercado deve seguir atento à evolução da demanda por etanol nos Estados Unidos, ao comportamento do dólar e às oscilações do petróleo.

Esses fatores continuam sendo determinantes para o direcionamento das cotações, tanto no mercado internacional quanto no Brasil, exigindo atenção redobrada dos produtores e agentes do setor na definição de estratégias comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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