AGRONEGÓCIO
Feijão carioca mantém preços firmes com escassez de qualidade, enquanto feijão preto segue em queda no mercado
Escassez de qualidade sustenta valorização do feijão carioca
O mercado do feijão carioca segue marcado por uma escassez estrutural de grãos de alta qualidade, especialmente nas principais regiões produtoras como Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo.
A oferta de lotes com padrão elevado — notas 9 e 9,5 — permanece extremamente limitada, mantendo os prêmios valorizados. A indústria, por sua vez, mantém forte seletividade, priorizando grãos com melhor peneira, ausência de manchas e maior estabilidade de cor.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, esse cenário tem direcionado a demanda para padrões intermediários:
“O prêmio de qualidade permanece elevado e a migração da demanda para padrões 8 e 8,5 ficou ainda mais evidente.”
Preços firmes no atacado, mas negócios seguem pontuais
No atacado paulista, os preços do feijão carioca permaneceram firmes ao longo da semana, refletindo a restrição de oferta.
- Feijão extra: entre R$ 365 e R$ 390/sc CIF São Paulo
- Negócios recorrentes: entre R$ 370 e R$ 380/sc
- Nota 8,5: entre R$ 340 e R$ 350/sc
- Nota 8: entre R$ 315 e R$ 330/sc
Apesar da sustentação nos preços, grande parte das negociações ocorreu fora do ambiente formal, por meio de amostras e embarques programados, indicando menor liquidez no mercado físico tradicional.
Tentativas de valorização adicional encontraram resistência:
“Avanços para R$ 360 nos lotes 8,5 foram ignorados pelos compradores”, destaca o analista.
Mercado opera com baixa liquidez e compras defensivas
A semana foi marcada por um “vazio operacional”, com ausência de compradores na bolsa e poucos negócios formalizados. Pregões esvaziados e redução de cargas expostas evidenciaram a desaceleração nas negociações.
As empacotadoras seguem com postura cautelosa, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata, sem formação de estoques.
“A atuação é defensiva, com compras pontuais e foco no curto prazo”, afirma Oliveira.
Alta no campo reforça pressão sobre preços
No mercado de origem (FOB), os preços do feijão carioca registraram valorização consistente, refletindo a baixa disponibilidade e problemas produtivos.
- Interior de São Paulo: R$ 362 a R$ 364/sc (extra nota 9+)
- Sul do Paraná: R$ 334 a R$ 336/sc
- Campos de Cima da Serra (RS): R$ 305 a R$ 307/sc
A pressão altista está diretamente ligada à redução de área plantada e quebra de safra, especialmente no Paraná.
Feijão preto segue sem reação e ainda busca piso de preços
Em contraste, o mercado do feijão preto continua sem reação, marcado por demanda fraca e excesso relativo de oferta.
Mesmo com sucessivas quedas nas cotações, o consumo não apresenta sinais de recuperação, o que mantém o mercado travado.
“O problema deixou de ser preço e passou a ser ausência de necessidade de compra”, avalia o analista.
Excesso de oferta e qualidade heterogênea pressionam preços
A disponibilidade de produto, incluindo estoques de safras anteriores, segue elevada, com grande variação de qualidade entre os lotes.
- Feijão preto comercial: R$ 190 a R$ 225/sc CIF São Paulo
- Qualidade inferior: R$ 150 a R$ 180/sc
Essa dispersão amplia a concorrência entre vendedores e dificulta a formação de um piso consistente de preços.
Mercado de origem mantém viés de baixa
No FOB, os preços seguiram em queda ao longo da semana:
- Interior de São Paulo: R$ 181 a R$ 183/sc
- Sul do Paraná: R$ 160 a R$ 162/sc
- Oeste de Santa Catarina: R$ 161 a R$ 163/sc
Mesmo com ajustes, a demanda permanece retraída, reforçando o cenário de indefinição.
Perspectivas: oferta sustenta carioca, consumo limita mercado
O cenário atual evidencia dinâmicas distintas entre os dois tipos de feijão:
- Carioca: viés altista sustentado pela escassez de qualidade, mas limitado pela demanda
- Preto: pressão baixista devido ao excesso de oferta e consumo enfraquecido
Segundo o analista, o comportamento do mercado indica uma mudança estrutural:
“O mercado físico está cada vez mais condicionado à capacidade real de consumo, e não apenas à oferta.”
O mercado do feijão brasileiro segue dividido entre fundamentos de oferta e limitações de demanda. Enquanto o feijão carioca mantém preços firmes com base na escassez, o feijão preto enfrenta dificuldades para reagir, evidenciando a importância do consumo na formação de preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Ministro André de Paula e governadora do RN dialogam sobre o desenvolvimento da agropecuária estadual
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta segunda-feira (27) a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, para debater pautas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária potiguar.
Entre os temas apresentados pela governadora estiveram a possibilidade de exportação de gado vivo pelo Porto de Natal, a retomada das exportações de pescado brasileiro para a União Europeia, a aquisição de tratores e implementos agrícolas e a construção de abatedouros.
Durante a reunião, o ministro André de Paula destacou a importância da atuação conjunta entre as equipes técnicas para o fortalecimento do agro local. “Foi uma oportunidade em que reunimos a minha equipe e a equipe da governadora, e tenho certeza de que daqui sairão muito boas notícias para o povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Fátima Bezerra também agradeceu o apoio contínuo do Governo Federal na viabilização de investimentos, no destravamento de projetos e no fortalecimento das cadeias produtivas locais. Segundo ela, as demandas apresentadas refletem não apenas desafios, mas oportunidades concretas de desenvolvimento econômico e social para o Nordeste.
As exportações de pescado brasileiro para a União Europeia estão suspensas desde 2017. Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) mantêm diálogo permanente com a autoridade sanitária europeia.
Nesse período, já foram adotadas medidas para atender aos critérios higiênico-sanitários exigidos das embarcações pesqueiras interessadas em exportar para a União Europeia e o Reino Unido.
O Nordeste concentra a maior parte da produção nacional de camarão, com destaque para a carcinicultura (criação de camarão em cativeiro). Os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte lideram esse segmento no país.
Durante o encontro, a governadora ressaltou, ainda, o potencial produtivo da região. “O Nordeste concentra um enorme potencial produtivo, sendo responsável por mais da metade da produção alimentar do país. Somos conhecidos pelos 4 M’s: melão, melancia, manga e mamão, que se destacam nas exportações”.
Fátima Bezerra acrescentou que, no campo do desenvolvimento produtivo, as iniciativas apresentadas ao ministro são voltadas ao fortalecimento da infraestrutura rural, como a ampliação da mecanização e a perfuração de poços.
Participaram da reunião, pelo Mapa, o secretário-executivo, Cleber Soares; o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi; e a assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade. Pelo governo estadual, estiveram presentes o secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha; a controladora-geral do RN, Luciana Pádua; a vereadora de Natal, Samanda Alves; o vereador de Natal, Daniel Valença; e a chefe do escritório de representação, Danúbia Régia.
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