TECNOLOGIA
Inscrições para a primeira edição do Prêmio Pop Ciência seguem até 21 de maio
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou oficialmente o Prêmio Pop Ciência 2026, que reconhecerá projetos, instituições e pessoas de destaque na promoção de ciência, tecnologia e inovação do Brasil. As inscrições já estão abertas e seguem até 21 de maio.
“Acima de tudo, o que buscamos é acender a luz da curiosidade, estimular a difusão do saber. E este prêmio é uma forma de a gente estimular e valorizar quem está fazendo esse trabalho tão importante de mostrar que a ciência está em tudo e é para todos”, disse a ministra do MCTI, Luciana Santos.
A premiação integra o Programa Nacional de Popularização da Ciência (Pop Ciência). Segundo a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, o prêmio vai recompensar iniciativas no território que fazem acontecer a política de popularização da ciência.
“Nós estamos trabalhando para reconhecer toda a diversidade brasileira, porque a gente tem todas as cores, todas as formas de pensar e fazer ciência, divulgar a ciência que está acontecendo no Brasil”, afirmou a diretora.
O reconhecimento ainda visa estimular a produção e a difusão de conteúdos científicos, o combate à desinformação e a promoção da alfabetização e do letramento científico.
A primeira edição do prêmio conta com nove categorias: divulgador(a) científico(a); espaços científico-culturais; feiras e mostras científicas; concursos, competições e olimpíadas científicas; diversidade na ciência; clubes de ciência; instituições; Governo Pop; e Embaixadores(as) mirins Pop Ciência.
A inscrição on-line pode ser feita por pessoas físicas, instituições, organizações da sociedade civil e iniciativas diversas, conforme as regras específicas de cada categoria. Cada proposta poderá ser inscrita em apenas uma categoria. Além das inscrições diretas, os candidatos podem ser indicados por terceiros.
Para a inscrição, é necessário apresentar formulário preenchido, currículo lattes (ou histórico institucional) e um portfólio com comprovações das ações desenvolvidas, incluindo registros, impacto social e alcance de iniciativas. As candidaturas serão avaliadas por uma comissão.
Antecipado pela ministra Luciana Santos durante o Encontro Nacional do Mais Ciência na Escola, em março, o edital da premiação foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), em 24 de abril.
TECNOLOGIA
Conferência Livre ODS destaca papel dos dados nas políticas públicas
O acesso a informações confiáveis, organizadas e acessíveis é um dos caminhos para melhorar políticas públicas, enfrentar desafios climáticos e ampliar a qualidade de vida da população. Com esse foco, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação sediou, nesta segunda-feira (27), a 1ª Conferência Livre ODS — Informação para Sustentabilidade, promovida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). O encontro, em formato híbrido, reuniu especialistas, instituições e cidadãos para discutir o papel estratégico da informação na implementação da Agenda 2030 no País.
Vinculada à Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a iniciativa busca ampliar o engajamento social e qualificar o debate público. A proposta parte do entendimento de que dados estruturados e interoperáveis são essenciais para monitorar políticas, identificar lacunas e acompanhar impactos. No Brasil, a fragmentação informacional ainda é apontada como um obstáculo relevante para o avanço do desenvolvimento sustentável.
Durante a abertura, o tecnologista do Ibict Everson Reis destacou o caráter participativo do encontro e a importância de ouvir diferentes vozes. “A nossa conferência livre tem o objetivo de escutar a sociedade. Todas as manifestações serão consideradas e transformadas em propostas para avaliação na plenária”, afirmou.
A programação foi organizada em dois eixos centrais: sustentabilidade ambiental e inovação tecnológica. Pela manhã, o debate abordou práticas de preservação de recursos naturais e resiliência climática. À tarde, o foco foi a aplicação de tecnologias para enfrentar desafios sociais e ambientais, com participação de representantes de instituições públicas, privadas e da sociedade civil.
A coordenadora de Tecnologias Aplicadas do Ibict, Silvana Vidotti, ressaltou que a informação é elemento estruturante para decisões mais eficazes. “Não há como enfrentar desafios ambientais complexos sem dados de qualidade. A informação organizada e acessível é essencial para orientar políticas públicas e ampliar a participação social”, disse.
A conferência também integra um processo mais amplo de mobilização nacional em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que envolvem temas como inclusão social, governança participativa e financiamento de políticas públicas. As contribuições dos participantes serão consolidadas e encaminhadas para a etapa nacional, com indicação de delegados.
Para a coordenadora-geral de Informação Tecnológica e Informação para a Sociedade do Ibict, Cecília Leite, a discussão reflete impactos diretos no cotidiano. “A informação é a base das decisões que tomamos todos os dias. Quando ela é qualificada e integrada, permite que ciência e tecnologia cheguem de forma mais efetiva à sociedade”, concluiu.
Com mais de mil inscritos, o evento reforça o papel da articulação entre governo, academia e sociedade na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável. A expectativa é que as propostas debatidas contribuam para orientar estratégias nacionais e fortalecer a integração entre diferentes setores.
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