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Segurança pública

Polícia Civil combate tráfico e comércio de armas no oeste de Mato Grosso

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Operação Engrenagem Sombria

Investigação mira rede de apoio logístico a facção criminosa em Mirassol D’Oeste e região; agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Engrenagem Sombria para combater o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas no oeste do estado. A ofensiva concentra-se na desarticulação de uma rede de apoio logístico utilizada por integrantes de uma facção criminosa que atua nos municípios de Mirassol D’Oeste, Curvelândia e no distrito de Sonho Azul.

As ordens judiciais, que incluem 19 mandados de busca e apreensão e pedidos de afastamento de sigilo telefônico, foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 — Juízo de Garantias — Polo Cáceres. A investigação, conduzida pela Delegacia de Mirassol D’Oeste, aponta que o grupo utilizava imóveis urbanos e rurais em localizações estratégicas para a venda, guarda e distribuição de entorpecentes.

“A operação também busca apreender drogas, armas, documentos, aparelhos celulares e outros elementos probatórios capazes de consolidar a responsabilização dos envolvidos e ampliar a compreensão sobre o funcionamento da organização”, disse o delegado Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, responsável pelas investigações. Segundo o delegado, as medidas buscam atingir a base que sustenta a criminalidade na região para impedir a retomada de índices elevados de violência.

Mapa da operação detalhando os pontos de busca em Mirassol D’Oeste, Curvelândia e Sonho Azul

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Logística e imóveis próximos a escolas

O foco central da Engrenagem Sombria recai sobre 16 pessoas identificadas como peças fundamentais na estrutura da organização criminosa. A investigação detalhou que esses alvos exerciam funções ligadas ao fornecimento de armas e veículos, além do armazenamento de entorpecentes. O monitoramento policial revelou que o grupo operava em rede, fortalecendo a presença da facção na faixa de fronteira.

Um dos pontos de alerta destacados no inquérito é a localização dos pontos de venda e distribuição de drogas. Alguns dos imóveis utilizados pelos investigados estão situados em áreas sensíveis, incluindo as proximidades de uma unidade escolar. A escolha desses locais era estratégica, visando facilitar a circulação de materiais ilícitos sob a fachada de residências comuns, tanto no perímetro urbano quanto na zona rural da região oeste.

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As diligências apontaram que a manutenção do comércio de entorpecentes dependia diretamente dessa estrutura de apoio logístico. Os alvos forneciam a infraestrutura necessária para que a facção mantivesse o fluxo de distribuição ativo, servindo como uma engrenagem essencial para a operacionalização dos crimes de maior impacto na segurança pública local.

Funções da rede: logística, armamento, veículos e distribuição

Monitoramento e integração de forças

A investigação que culminou na operação desta quarta-feira foi viabilizada por meio de uma combinação de inteligência e campo. O processo teve início a partir de denúncias anônimas e informes de colaboradores, que foram cruzados com informações de outras forças de segurança. Houve uma troca constante de dados com o 17º Batalhão da Polícia Militar, unidade que atua diretamente na repressão ao crime na região.

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Para consolidar as provas necessárias aos mandados de busca, a Polícia Civil realizou vigilâncias discretas e o monitoramento da movimentação de pessoas nos endereços suspeitos. Diligências de campo permitiram o levantamento detalhado dos imóveis, mapeando o fluxo de entrada e saída de materiais e a identificação precisa dos colaboradores da rede.

Esse trabalho de inteligência foi fundamental para que o Judiciário autorizasse o afastamento do sigilo telefônico dos investigados. Com o acesso aos dados de comunicação, a polícia espera mapear as conexões hierárquicas da facção e identificar possíveis ramificações do comércio de armas de fogo, que serve como combustível para o fortalecimento do grupo criminoso no interior do estado.

Programa Tolerância Zero e Operação Pharus

A Engrenagem Sombria não é uma ação isolada, mas parte integrante da Operação Pharus. Esta última é uma iniciativa do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso iniciada em 2026, vinculada ao programa governamental Tolerância Zero. O objetivo central deste guarda-chuva de ações é o enfrentamento direto às facções criminosas em todo o território mato-grossense, com foco na asfixia financeira e logística desses grupos.

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O nome Pharus, que remete ao termo latino para farol, simboliza a intenção do Estado em iluminar estruturas criminosas que operam na clandestinidade. No contexto de Mirassol D’Oeste, a interrupção das atividades da “engrenagem” logística é vista como um passo necessário para desestabilizar a facção no polo de Cáceres, área estratégica devido à proximidade com a fronteira nacional.

Com o cumprimento das medidas cautelares, a Polícia Civil entra agora na fase de análise dos materiais apreendidos. O inquérito policial seguirá em curso para individualizar a conduta de cada um dos 16 alvos e ampliar o quadro probatório sobre o fornecimento de veículos e o armamento do grupo. Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação criminosa e comércio ilegal de armas de fogo.

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Lucas do Rio Verde

Corregedoria da Guarda Civil Municipal passa a atender em novo endereço em Lucas do Rio Verde

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A Corregedoria da Guarda Civil Municipal de Lucas do Rio Verde está atendendo em novo endereço. O órgão passa a funcionar na Avenida Paraná, nº 766, Centro, nas dependências da Galeria Central de Serviços (SINE), oferecendo um espaço mais adequado, organizado e exclusivo para o atendimento aos servidores, advogados e à população em geral.

Outro destaque é que a Corregedoria passa a contar com uma viatura própria, o que permitirá maior agilidade nas fiscalizações, diligências externas e demais demandas operacionais relacionadas às atribuições do setor.

Os trabalhos da Corregedoria seguem pautados na técnica, legalidade, imparcialidade e transparência, reforçando o compromisso com o aprimoramento contínuo da administração pública e com a valorização do serviço prestado à sociedade.

“Esse novo espaço representa mais um importante investimento no fortalecimento da nossa Guarda Civil Municipal e, principalmente, da Corregedoria, que exerce um papel essencial dentro da administração pública. Estamos garantindo melhores condições de trabalho para a equipe, mais estrutura para os atendimentos e mais eficiência nas ações desenvolvidas. Nosso compromisso é continuar valorizando os servidores e oferecendo um serviço cada vez mais transparente e de qualidade para a população”, destacou secretário de Segurança Pública, Coronel Cunha.

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De acordo com o corregedor geral da Guarda Civil Municipal, Munil Marques, a nova estrutura representa um importante avanço para o fortalecimento institucional da Corregedoria.

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“Esse novo espaço representa um grande avanço para a Corregedoria da Guarda Civil Municipal. Agora contamos com uma estrutura adequada, organizada e exclusiva para os atendimentos e para o desenvolvimento dos nossos trabalhos, garantindo mais eficiência, transparência e qualidade no serviço prestado à população”, destacou Munil.

A equipe da Corregedoria é composta pelo corregedor geral Munil Marques, além dos agentes GCM Koseki, GCM Nunes e da estagiária Carvalho, que atuam de forma integrada no atendimento e condução dos trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

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