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Curso de Operações de Inteligência reúne agentes de segurança de vários estados no Piauí

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Teresina, 18/5/26 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realiza o Curso de Operações de Inteligência, iniciado nesta segunda-feira (18). A formação reúne dezenas de profissionais de segurança pública na Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), em Teresina (PI).

A iniciativa tem como objetivo preparar agentes da segurança pública para atuar na área de inteligência, com foco em operações especiais. A capacitação combina conteúdos teóricos e práticos sobre técnicas de coleta de informações voltadas à análise de dados para a segurança pública.

“Este é o curso mais completo da carteira da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), que forma operadores com atividades práticas e conhecimento teórico. Hoje, representantes de diversos estados estão no Piauí para receber esse treinamento e retornar às suas unidades de origem com uma maior rede de networking, mais conhecimento teórico e toda a experiência prática adquirida durante a formação”, afirma o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, delegado José Anchieta Nery.

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De acordo com o diretor de Inteligência da SSP-PI, delegado Yan Brayner, a realização da formação fortalece a integração entre a Senasp e as forças estaduais, promovendo troca de experiências e atualização contínua da atividade de inteligência.

“Acredito que esta é uma oportunidade tanto para aprender quanto para trocar experiências com os instrutores da Senasp”, destaca.

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Promovida também pela Diretoria de Ensino e Pesquisa e pela Coordenação-Geral de Ensino da Senasp, a formação segue até 30 de maio, em parceria com a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Piauí (PC-PI).

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Senacon alerta para riscos à defesa do consumidor em projeto de lei

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Brasília, 18/5/2026 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) acompanha a tramitação do Projeto de Lei nº 2.766/2021 na Câmara dos Deputados e emitiu, na terça-feira (12), uma nota técnica com alertas sobre a proposta. Embora o texto do projeto alegue ampliar a segurança jurídica para empresas e padronizar as punições aplicadas pelos Procons, a avaliação da Senacon é de que as mudanças podem, na prática, enfraquecer a fiscalização e dificultar a aplicação de sanções a fornecedores.

Em dezembro de 2025, o tema também foi discutido em reunião entre representantes da Secretaria e o relator da proposta na Câmara dos Deputados. Na ocasião, foram apresentados os principais pontos de preocupação do órgão em relação ao projeto em análise.

Segundo avaliação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o texto representa um possível retrocesso na política de defesa do consumidor, ao reduzir a autonomia dos Procons estaduais e municipais e beneficiar empresas infratoras em detrimento dos consumidores.

Entre os principais pontos levantados pela Senacon está a centralização de decisões na esfera federal. Segundo a pasta, a medida pode enfraquecer a atuação dos Procons locais. A avaliação é de que empresas poderiam recorrer a disputas burocráticas e conflitos de competência para atrasar processos.

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A nota técnica também critica a previsão de que a fiscalização tenha caráter obrigatoriamente orientador antes da aplicação de penalidades. Na prática, as empresas teriam prazo para corrigir irregularidades antes de serem autuadas. Para a Senacon, a ação pode comprometer a atuação em casos graves, como propaganda enganosa, fraude contratual, venda de produtos adulterados, eventos temporários e situações de risco à saúde do consumidor.

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O benefício da fiscalização orientadora já existe para micro e pequenos empreendimentos. O PL, porém, estende esse tratamento a grandes conglomerados econômicos, que possuem estrutura jurídica e pleno conhecimento das normas consumeristas.

Para o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, “a aprovação do PL 2.766/2021 representaria um enfraquecimento dos Procons e o maior retrocesso da defesa do consumidor nos últimos 35 anos. Beneficiaria maus fornecedores e aqueles que prejudicam o consumidor”.

Outro ponto considerado preocupante é a exigência de comprovação de “risco concreto” ao consumidor para aplicação de determinadas sanções. O entendimento da pasta é de que a mudança enfraquece o caráter preventivo do sistema de defesa do consumidor. Atualmente, os Procons podem agir imediatamente diante da identificação de uma prática abusiva. Com a alteração, poderá ser necessária a comprovação prévia da existência de dano efetivo.

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A Senacon avalia que o projeto reduz o impacto das multas aplicadas a grandes empresas. Segundo a nota, a limitação de valores e a mudança nos critérios de cálculo podem fazer com que as sanções tenham pouco efeito sobre grandes grupos econômicos, transformando multas em meros custos operacionais.

“Não pode ser barato lesar o consumidor. O direito precisa ser respeitado, e sua violação deve ser proporcionalmente sancionada”, afirma Morishita.

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O projeto de lei também prevê restrições à adoção de medidas cautelares imediatas, como apreensão de produtos e suspensão de serviços. Pela proposta, essas ações só poderiam ser adotadas após a conclusão de processo administrativo, o que, na avaliação da Senacon, pode comprometer o trabalho preventivo dos órgãos de defesa do consumidor e permitir a permanência, por mais tempo, de produtos perigosos ou irregulares no mercado.

A nota técnica aponta preocupação com o abrandamento das penas para crimes contra as relações de consumo.

Confira a íntegra do documento aqui.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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