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Meio ambiente

Fiscalização apreende 26 quilos de pescado e armas em Cuiabá

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Ação da Sema e da Polícia Militar na região do distrito de Nossa Senhora da Guia também resulta na condução de suspeito à delegacia.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Polícia Militar apreenderam 26,2 quilos de peixes irregulares nesta terça-feira (19) em Cuiabá. O flagrante ocorreu em um estabelecimento na zona rural do distrito Nossa Senhora da Guia.

A operação evidencia a manutenção de práticas de pesca predatória nas margens do Rio Cuiabá, combinadas a outras infrações. A localização conjunta do pescado ilegal e de armamento de fogo no mesmo local indica a sobreposição de crimes ambientais e posse irregular de armas na região.

Espécies recolhidas e armamento

Os fiscais localizaram os 26,2 quilos de peixes armazenados em um freezer dentro do estabelecimento comercial. O órgão ambiental relata a presença de cinco espécies específicas entre o material apreendido: dourado, piraputanga, pintado, barbado e jurupensém.

Durante a inspeção do local, as equipes também encontraram armamento. O registro aponta a apreensão de duas espingardas e 26 munições, que estavam em posse do responsável pelo local.

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O suspeito detido no estabelecimento seguiu para a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). Ele responde administrativamente e criminalmente por armazenamento de pescado ilegal e por posse irregular de arma de fogo, conforme o escopo da legislação ambiental e penal.

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Patrulhamento preventivo e ações anteriores

A apreensão integra a estratégia da Coordenação de Fiscalização da Sema voltada ao monitoramento contínuo da calha do rio. As equipes executam patrulhamento rotineiro e preventivo com foco direto em pousadas, pesqueiros e estabelecimentos comerciais fixados às margens do Rio Cuiabá.

O flagrante de terça-feira sucede uma ação similar deflagrada na semana anterior. Na segunda-feira (11), o órgão ambiental, operando com o apoio de policiais do 10º Batalhão da Polícia Militar, interceptou equipamentos de pesca predatória na região das Três Pedras, no distrito de Baús, também localizado no curso do Rio Cuiabá.

Nesta incursão do dia 11, os agentes recolheram redes e uma tarrafa. O acionamento das equipes ocorreu após o monitoramento de redes sociais, que registraram a circulação de um vídeo. As imagens exibiam uma embarcação carregada com diversos peixes capturados na região, o que motivou o deslocamento da força-tarefa para o distrito.

Canais de denúncia e tramitação

A estruturação da fiscalização depende do fluxo de informações sobre infrações. A Sema orienta que a pesca ilegal e outras tipificações de crimes ambientais cheguem à Ouvidoria Setorial do órgão.

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O contato com a ouvidoria ocorre por canais telefônicos, por meio dos números 3613-7398 e 98153-0255. O segundo número funciona também como canal de recepção de mensagens por WhatsApp. O órgão disponibiliza o endereço eletrônico [email protected] e o atendimento presencial nas unidades regionais da secretaria.

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Ocorrências de crime ambiental em andamento também acionam a competência da Polícia Militar. O registro pode ser feito diretamente pelo canal de emergência 190. Os trâmites cabíveis em relação ao material apreendido e ao suspeito conduzido nesta terça-feira seguem sob a jurisdição da Dema.

 

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Câmara dos deputados

Câmara adia parecer sobre fim da escala 6×1 sob pressão do Centrão

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escala 6x1

Proposta que reduz jornada semanal para 40 horas ganha frentes de oposição que exigem transição de uma década e corte em encargos patronais

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados adiou para a próxima segunda-feira, dia 25 de maio de 2026, a apresentação do parecer sobre o fim da escala 6×1 de trabalho. O anúncio oficial altera o cronograma original estruturado pelo relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-PB), que pretendia divulgar o seu parecer técnico nesta quarta-feira, dia 20 de maio de 2026, na capital federal.

O adiamento do cronograma interrompe o andamento célere da proposta legislativa que visa reduzir a jornada máxima dos trabalhadores brasileiros das atuais 44 horas para 40 horas semanais. A mudança nos prazos regimentais transfere o foco do debate para a flexibilização das regras de implementação, condicionando a aprovação do projeto a concessões econômicas expressivas aos setores patronais e ao adiamento dos efeitos práticos da emenda constitucional por até uma década.

A forte resistência de entidades ligadas ao empresariado nacional e a mobilização de partidos de oposição e do bloco de legendas da direita tradicional conhecidas como Centrão inviabilizaram a entrega do parecer no prazo estipulado. Os grupos de pressão parlamentar exigem que a redução da carga horária seja acompanhada de compensações fiscais robustas e de uma dilatação significativa no prazo de vigência das novas diretrizes.

“Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou o presidente da Comissão Especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), ao justificar os novos prazos de discussão interna da proposta trabalhista.

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A decisão de suspender a leitura imediata do parecer foi consolidada após uma reunião de articulação política realizada na noite de terça-feira, dia 19 de maio de 2026. O encontro de bastidores reuniu o relator Leo Prates, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). A mesa de negociação evidenciou a necessidade de reabrir canais de interlocução com as bancadas conservadoras para evitar a rejeição do texto em plenário.

Articulação governista e a defesa de relatório intermediário

O governo federal tem atuado de forma direta para tentar preservar a estrutura central da proposta de emenda constitucional originária. A ala governista defende publicamente a aprovação de uma medida sem a fixação de regras de transição prolongadas e, principalmente, com a blindagem completa dos vencimentos dos trabalhadores urbanos e rurais, vedando qualquer hipótese de redução salarial proporcional decorrente da diminuição de horas trabalhadas na semana.

Por outro lado, o relator Leo Prates busca construir uma zona de convergência entre as exigências do Poder Executivo e as demandas declaradas pelo mercado comercial e industrial. Em informações reveladas para o jornal Folha de S.Paulo, Prates sinalizou que defende a adoção de uma posição intermediária no relatório definitivo, rejeitando tanto a aplicação imediata do novo regime quanto a espera de uma década pleiteada pelas frentes empresariais. A intenção manifestada pelo relator é fixar um prazo de transição escalonado que dure entre dois a quatro anos.

O impasse político central reside no volume de apoios que as teses mais conservadoras e de abrandamento da PEC arregimentaram nas últimas semanas dentro da Câmara dos Deputados. O bloco de oposição argumenta que a modificação abrupta na organização dos turnos de trabalho causará desequilíbrios estruturais no setor de serviços, elevando o custo operacional da mão de obra e gerando impactos imediatos sobre a contratação de novos empregados formais.

Apesar do recuo na data de leitura do parecer técnico, o comando do colegiado garantiu que o calendário final de deliberações não sofrerá descontinuidade. O deputado Alencar Santana informou que o período adicional de cinco dias será utilizado para negociar o desenho exato da regra de transição, mantendo inalterada a data de votação da matéria dentro do órgão técnico. A deliberação oficial dos parlamentares membros da Comissão Especial sobre o texto final permanece agendada para o dia 26 de maio de 2026.

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Emenda de Sérgio Turra reduz FGTS e altera encargos

A face mais visível da contraofensiva parlamentar contra a aplicação imediata da PEC está consolidada na emenda apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS). O documento recebeu o endosso por escrito de 176 deputados federais, superando amplamente o quórum necessário para forçar a análise de modificações no texto principal. O dispositivo central da emenda determina que as restrições ao regime de seis dias de trabalho por um de descanso apenas passarão a vigorar dez anos após a promulgação da mudança constitucional.

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Além de diferir o impacto social da medida para a próxima década, a emenda de Turra introduz um pacote de desonerações trabalhistas estruturais como contrapartida obrigatória para as empresas afetadas. O texto legal estabelece a redução permanente da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cortando a alíquota atual de 8% para 4% sobre o salário dos empregados vinculados ao novo regime. O projeto legislativo também concede uma isenção temporária para o recolhimento da contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente impõe uma taxa de 20% sobre o montante total da folha salarial.

A proposta de Turra também cria uma blindagem para setores econômicos específicos por meio da exclusão das chamadas categorias essenciais da redução de jornada de 44 para 40 horas semanais. Segundo o texto formal da emenda, as atividades “sendo consideradasquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”.

A base política que dá sustentação a essas modificações profundas é liderada majoritariamente por partidos alinhados ao Centrão. O levantamento oficial das assinaturas colhidas pela proposta do deputado gaúcho aponta que o Partido Liberal (PL) lidera o apoio com 61 parlamentares. Na sequência das maiores bancadas apoiadoras, figuram o Progressistas (PP) com 32 assinaturas, o União Brasil com 23 deputados, o Republicanos com 17 assinaturas e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) com 13 deputados federais.

Segunda emenda de Tião Medeiros amplia o cerco ao projeto

A estratégia de esvaziamento da proposta original ganhou um segundo vetor de apoio estável com a emenda protocolada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR). Esta segunda peça de contestação obteve a assinatura de 171 deputados federais e atua de forma coordenada com o projeto de Sérgio Turra para sedimentar uma maioria propensa a forçar modificações profundas no parecer do relator Leo Prates.

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A proposta de Medeiros repete a exigência de estabelecimento de um período de transição de dez anos antes da eficácia plena do novo modelo de jornada de trabalho. O texto paranaense também foca suas restrições na manutenção da carga de 44 horas semanais para os trabalhadores integrados a setores classificados como essenciais, impedindo o acesso desses profissionais ao benefício da redução para 40 horas. A convergência entre as duas emendas do Progressistas evidencia a articulação das frentes agroindustriais dentro da Casa.

Bancada de MT se divide na votação

A bancada federal de Mato Grosso está rachada diante da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil. Dos oito deputados federais do estado, seis assinaram uma emenda alternativa apresentada pelo Centrão que adia em até dez anos qualquer mudança efetiva na jornada de trabalho — e ainda permite ampliar o expediente semanal para até 52 horas. Apenas dois parlamentares mato-grossenses defendem publicamente a aprovação da PEC original: Emanuelzinho (MDB) e Gisela Simona (União), esta com ressalvas.

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Favoráveis à emenda que adia o fim da escala (6 deputados)

José Medeiros (PL) — Membro titular da CCJ, Medeiros foi categórico ao chamar a proposta de Erika Hilton de “aberração”. O deputado assinou a emenda alternativa do Centrão e atua ativamente contra a PEC original.

Nelson Barbudo (Podemos) — Classificou publicamente a redução da jornada como uma “aberração” e afirmou que a mudança prejudicaria a economia brasileira. Assinou a emenda substitutiva.

Rodrigo da Zaeli (PL) — Prometeu atuar contra a PEC. Em declarações públicas, argumentou que a medida “não garantiria descanso real”, pois trabalhadores poderiam buscar um segundo emprego. Defendeu maior flexibilização das leis trabalhistas, nos moldes do modelo norte-americano. Assinou a emenda do Centrão.

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Juarez Costa (Republicanos) — Membro titular da CCJ, Costa inicialmente não havia confirmado seu voto publicamente, mas assinou a emenda que adia o fim da escala por dez anos.

Coronel Fernanda (PL) — A deputada evitou declarar voto em fevereiro de 2026, alegando que só se manifestaria após a definição do texto final. Contudo, assinou a emenda alternativa do Centrão.

Fabio Garcia (União) — Integra o grupo de signatários da emenda substitutiva que prevê a transição de dez anos.

Coronel Assis (PL) – vice-líder da oposição na Câmara, foi o parlamentar mato-grossense que mais atacou publicamente a proposta. Em entrevista à Jovem Pan News em 19 de fevereiro de 2026, classificou a PEC como uma “artimanha da esquerda” e alertou para os impactos econômicos da medida. Alegou falta de debate técnico e avaliação dos impactos econômicos e sociais antes de qualquer votação. Coronel Assis também integra o grupo que assinou a emenda alternativa do Centrão.

Favorável ao fim da escala 6×1

Emanuelzinho — Emanuel Pinheiro Neto (PSD) — Vice-líder do governo na Câmara, Emanuelzinho é coautor da PEC de Erika Hilton e foi um dos primeiros a assinar o texto original. Em fevereiro de 2026, reafirmou publicamente seu apoio e convocou mobilização popular: “Vamos marcar os deputados de Mato Grosso e do Brasil”, declarou em nota. “O fim da escala 6×1 atende a uma demanda social crescente”, afirmou, citando que avanços históricos como férias remuneradas e descanso semanal também enfrentaram resistência inicial.

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Gisela Simona (União) — Membro titular da CCJ, Simona declarou apoio à admissibilidade da PEC, mas defende ajustes no texto para “evitar impactos no preço final dos produtos”. Havia assinado a PEC no ano anterior, posicionando-se ao lado do governo, ainda que com reservas técnicas.

O cenário delineado para os próximos dias coloca o relator Leo Prates sob dupla pressão política antes da entrega do relatório no dia 25 de maio. De um lado, a base aliada do governo e movimentos sindicais pressionam pela manutenção da proposta original sem concessões que diluam o ganho imediato de qualidade de vida do trabalhador urbano. De outro, uma coalizão estável que soma mais de 170 parlamentares demonstra possuir o peso numérico necessário para desidratar a emenda constitucional caso as contrapartidas de desoneração fiscal e transição longa sejam integralmente rejeitadas na comissão e no plenário da Casa.

 

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