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AGRONEGÓCIO

Tifton 85 conecta agro brasileiro ao Vale do Silício e ganha destaque como solução de produtividade e carbono

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O capim Tifton 85, amplamente utilizado na pecuária brasileira, foi levado ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, como uma solução capaz de unir alta produtividade no campo e potencial de captura de carbono.

A tecnologia foi apresentada a empresas como Nvidia, Meta Platforms e à aceleradora Plug and Play Tech Center, em uma agenda internacional voltada à inovação, sustentabilidade e integração entre o agronegócio e o setor de tecnologia.

Agronegócio brasileiro leva solução de pastagem ao maior polo de inovação do mundo

A iniciativa foi conduzida pela empresa goiana Amazon Mudas, de Brazabrantes (GO), que apresentou o Tifton 85 como alternativa para projetos de intensificação da pecuária e estratégias de compensação ambiental.

A participação integrou uma programação internacional voltada à conexão entre o agro brasileiro e centros globais de inovação, incluindo visitas técnicas e reuniões com empresas de tecnologia e aceleração de startups.

Tifton 85 pode elevar produtividade da pecuária em até seis vezes

Segundo especialistas envolvidos no projeto, o Tifton 85 apresenta alto desempenho produtivo devido à qualidade nutricional, rápido crescimento e elevada produção de biomassa.

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De acordo com o presidente da Amazon Mudas, o zootecnista Oswaldo Stival Neto, propriedades que utilizam o capim podem alcançar até 6 unidades animais por hectare (UA/ha), em sistemas exclusivamente a pasto, frente à média nacional de cerca de 1 UA/ha.

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Ganhos produtivos também se refletem na pecuária de corte

Na pecuária de corte, os impactos também são significativos. Enquanto a média brasileira gira em torno de 4 arrobas por hectare ao ano, propriedades que adotam o Tifton 85 já registram produtividades próximas de 40 arrobas por hectare, sem uso de suplementação com ração, segundo dados apresentados pela empresa.

Os resultados reforçam o potencial da forrageira como ferramenta de intensificação sustentável da produção pecuária no Brasil.

Capim também se destaca pelo potencial de sequestro de carbono

Além do desempenho produtivo, o Tifton 85 vem sendo estudado pelo seu papel ambiental, especialmente na recuperação de solos e captura de carbono.

A cobertura contínua do solo favorece maior infiltração de água, aumento de matéria orgânica e desenvolvimento da microbiota, contribuindo para o sequestro de carbono no sistema produtivo.

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Segundo dados da Epagri, pastagens perenes podem sequestrar até 3,79 toneladas de CO₂ equivalente por hectare ao ano, quando manejadas adequadamente.

Agenda internacional conecta agro brasileiro a hubs de inovação

A missão nos Estados Unidos foi organizada pela Farm Connection, iniciativa voltada à conexão entre o agronegócio e o ecossistema global de inovação.

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O grupo contou ainda com a participação da produtora rural e comunicadora Camila Telles, referência em comunicação do setor agropecuário.

Tecnologia e dados entram no radar do agronegócio

Além da apresentação do Tifton 85, a Amazon Mudas buscou contato com tecnologias ligadas à inteligência artificial, análise de dados e gestão aplicada ao campo.

A empresa avalia que ferramentas digitais podem aprimorar a tomada de decisão, melhorar indicadores de desempenho das propriedades e aumentar a eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

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Projeção internacional abre espaço para novos investimentos e financiamento

A agenda no Vale do Silício também abriu caminho para futuras parcerias e discussões sobre modelos de financiamento voltados à implantação do Tifton 85 em propriedades rurais.

A estratégia reforça o movimento de internacionalização da tecnologia agrícola brasileira e a aproximação entre o agronegócio e os principais centros globais de inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de tabaco no Paraná atinge recorde na safra 2026, mas preços recuam no mercado

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A produção de tabaco no Paraná encerrou a safra 2026 com resultado recorde, alcançando 213,7 mil toneladas. O desempenho representa um crescimento de 7% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 199,7 mil toneladas, segundo dados do Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (25).

O avanço foi sustentado principalmente pela expansão contínua da área cultivada, que registra crescimento há cinco safras consecutivas e atingiu 86,8 mil hectares, o maior nível já observado no estado.

Expansão da área impulsiona novo recorde de produção

O aumento da área plantada segue como principal fator de sustentação da produção recorde de tabaco no Paraná. O movimento de expansão contínua ao longo dos últimos anos consolidou o estado como um dos principais polos produtores da cultura no país.

Com maior volume de área disponível para cultivo, a safra ganhou robustez, mesmo diante de oscilações climáticas e variações regionais de produtividade.

Preços do tabaco recuam no período de maior comercialização

Apesar do desempenho positivo na produção, o mercado registrou pressão sobre os preços pagos aos produtores.

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De acordo com o Deral, os valores observados em maio refletem o período de maior comercialização da safra, quando ocorre o pico de secagem das folhas em estufas após a colheita.

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No mês de referência, o preço médio do quilo do tabaco tipo estufa foi de R$ 18,71, o que representa uma queda de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando a média registrada era de R$ 19,22.

Cadeia integrada garante estabilidade ao produtor

Mesmo com a leve redução nas cotações, o boletim destaca que a cultura do tabaco segue como uma das atividades mais competitivas para pequenos produtores no Paraná.

O sistema de integração produtiva, característico da cadeia do tabaco, é apontado como um dos principais fatores de estabilidade econômica, garantindo previsibilidade de comercialização e suporte técnico ao longo do ciclo produtivo.

Perspectiva do setor

O resultado da safra 2026 reforça o avanço estrutural da cultura no estado, sustentado pela ampliação da área cultivada. Para os próximos ciclos, o mercado deve seguir atento ao equilíbrio entre oferta e demanda, além da dinâmica de preços durante os períodos de maior comercialização.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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