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Sydney Super Cup

Hat-trick de João Pedro decide a virada do Chelsea na Austrália

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hat-trick de João Pedro

Cortado da lista da Copa por Ancelotti, atacante entrou no segundo tempo e marcou três vezes em nove minutos

O hat-trick de João Pedro deu ao Chelsea a vitória por 6 a 4 sobre o Western Sydney Wanderers nesta terça-feira (28), no Accor Stadium, em Sydney, na estreia do técnico Xabi Alonso. O brasileiro entrou aos 63 minutos, quando o time inglês perdia por 3 a 2 para o clube australiano, e marcou aos 80, 85 e 89. A partida abriu a Sydney Super Cup, torneio de pré-temporada que reúne ainda Tottenham e Sydney FC.

Cinco trocas de liderança em 90 minutos

O Chelsea começou na frente. Aos 6 minutos, o cazaque Dastan Satpayev, de 17 anos, recebeu lançamento de Ryan Kavuma-McQueen, entrou na área e bateu firme. A vantagem durou oito minutos. Teddy Sharman-Lowe espalmou uma finalização de Liam Gillion, e no escanteio seguinte Anthony Pantazopoulos empurrou para as redes após desvio de cabeça de Brandon Borrello no primeiro pau.

Hammond virou aos 32, depois de driblar Josh Acheampong e bater no canto próximo. Dario Essugo devolveu o empate aos 38, numa tabela com Walsh na entrada da área. Jordan Holmes ainda trabalhou duas vezes no primeiro tempo, em chutes de Walsh e de Liam Delap.

No intervalo, Alonso mexeu apenas duas vezes. Omari Kellyman substituiu Kavuma-McQueen, e Mahdi Nicoll-Jazuli, nascido em Sydney, entrou no lugar de Essugo. As mudanças de peso ficaram para depois do terceiro gol australiano.

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O hat-trick de João Pedro em nove minutos

Aos 62, um afastamento mal executado da defesa inglesa sobrou para Dylan Scicluna, que ajeitou para a esquerda e fez 3 a 2. Alonso reagiu ainda durante a comemoração do gol e mandou nove jogadores ao gramado de uma vez, entre eles Robert Sánchez, Levi Colwill, Wesley Fofana, Cole Palmer, Jamie Gittens, Estêvão e João Pedro.

Gittens empatou aos 66, em cruzamento rasteiro de João Pedro, que havia passado por três marcadores antes de recuar a bola. O Western Sydney voltou à frente aos 78, com Awan Lual, depois de um passe errado de Estêvão no próprio campo de defesa.

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Veio então a sequência que decidiu a partida. Aos 80, João Pedro finalizou de dentro da área para empatar. Aos 85, recebeu enfiada de Palmer e bateu de fora da área. Aos 89, completou de perto depois que um cabeceio de Fofana, em cobrança de escanteio de Estêvão, foi bloqueado.

O corte da Copa

João Pedro não disputou a Copa do Mundo. Em 18 de maio, ao anunciar os 26 nomes da Seleção Brasileira para o torneio, o técnico Carlo Ancelotti deixou de fora o atacante que vinha de 15 gols em 34 jogos do Campeonato Inglês.

Questionado sobre a ausência na entrevista de convocação, Ancelotti reconheceu que o jogador provavelmente merecia a vaga pela temporada que fizera na Europa, mas que a escolha havia recaído sobre outro jogador. A pergunta partiu da convocação de Neymar, que somava 15 partidas no ano pelo Santos. O ataque levado ao Mundial teve Endrick, Gabriel Martinelli, Igor Thiago, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Neymar, Raphinha, Rayan e Vini Jr.

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João Pedro tratou o corte publicamente como um sonho que não se realizou. Em 5 de julho, o Brasil caiu nas oitavas de final para a Noruega, por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland aos 79 e aos 89 minutos, no estágio em que não era eliminado desde 1990. Ancelotti recusou a sondagem da federação italiana feita logo após a queda e permaneceu no comando da Seleção, com contrato até 2030.

A volta de Estêvão, três meses depois

Estêvão também entrou aos 63 minutos, no primeiro jogo desde a lesão que o tirou da Copa. O atacante formado no Palmeiras rompeu fibras do músculo posterior da coxa direita em 18 de abril, contra o Manchester United, num quadro classificado como grau 4. A previsão inicial de retorno era de dois a três meses no cenário mais otimista.

A participação em Sydney teve os dois lados. O passe errado que originou o quarto gol australiano saiu do pé dele. Nos minutos seguintes, apareceu na construção do segundo gol de João Pedro e cobrou o escanteio que terminou no terceiro.

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Quatro gols sofridos de um time da A-League

Do outro lado do placar está o desempenho defensivo. A liderança mudou cinco vezes ao longo dos 90 minutos, e o Chelsea esteve atrás em três momentos distintos.

Até a troca coletiva dos 63 minutos, o time inglês perdia por 3 a 2. Do minuto seguinte ao apito final, já com os titulares do time principal em campo, fez 4 a 1.

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A escalação inicial era jovem. Alonso começou com Sharman-Lowe no gol, Reggie Watson, de 16 anos, no meio-campo, e Satpayev no ataque, ao lado de Delap, sob a capitania de Tosin. Dos onze titulares, dez tinham deixado o campo até os 63 minutos. Só Watson ficou.

O que o Chelsea ainda joga em Sydney

A Sydney Super Cup prevê quatro jogos no total. Depois da abertura desta terça, Tottenham e Sydney FC se enfrentam na quarta, o clássico londrino fecha a chave masculina no sábado e o time feminino do Chelsea encara as A-Leagues All Stars em 12 de agosto.

O Chelsea levou 27 jogadores à Austrália, entre garotos da base e nomes do elenco principal. Palmer, Fofana, Colwill, Sánchez, Gittens, Estêvão e João Pedro começaram a terça no banco e entraram todos no mesmo minuto.

O Chelsea volta ao Accor Stadium no sábado, no seu segundo jogo no torneio, contra o Tottenham. A Seleção Brasileira joga no mesmo país em setembro: dois amistosos contra a Austrália, em 25 de setembro, em Townsville, e em 29 de setembro, em Brisbane.

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Brasil entra na lista de 21 países com alta de novas infecções por HIV

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novas infecções por HIV

Mesmo relatório que registra a alta traz a certificação do país por barrar a transmissão do HIV de mãe para filho

O Brasil aparece entre os 21 países onde o número de novas infecções por HIV cresceu mais de 20% entre 2010 e 2025, conforme o relatório especial do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) publicado em 27 de julho de 2026 para a 26ª Conferência Internacional de Aids. O mesmo documento registra que a Organização Pan-Americana da Saúde certificou o país em dezembro de 2025 pela eliminação da transmissão vertical do HIV, aquela que passa da mãe para o bebê, e que duas das três metas globais de diagnóstico e tratamento já foram atingidas. Os dois registros convivem em um ano no qual o financiamento internacional para a resposta ao HIV nos países de renda baixa e média caiu 18%.

A tabela que classifica os países pela trajetória da epidemia divide o mundo em dois grupos. De um lado, sete reduziram as novas infecções em pelo menos 78% desde 2010 e caminham para a meta de 90% até 2030: Benin, Essuatíni, Quênia, Lesoto, Nepal, Ruanda e Zimbábue. De outro, 21 registram alta superior a 20% no mesmo período, e o Brasil está nesse grupo, ao lado de Paraguai, Peru, Costa Rica e Venezuela.

O recorte considera apenas países com estimativas publicadas em 2010 e em 2025 e com pelo menos 200 novas infecções em cada um dos dois anos. Na média global, o número caiu 42% desde 2010, para 1,2 milhão em 2025. A América Latina foi na direção oposta, com alta de 25% no período, a segunda maior entre as regiões, atrás do Oriente Médio e Norte da África, com 78%.

O outro Brasil

Os resultados brasileiros aparecem mais adiante, em box próprio. Com cerca de 1 milhão de pessoas vivendo com HIV, o país cumpriu duas das três metas conhecidas como 95-95-95, que preveem, até 2030, diagnosticar 95% de quem vive com o vírus, colocar 95% dos diagnosticados em tratamento e levar 95% dos tratados à supressão da carga viral. As cumpridas são a primeira e a terceira.

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A certificação de dezembro de 2025 fez do Brasil o primeiro país com mais de 100 milhões de habitantes a eliminar a transmissão vertical do vírus, aquela que ocorre da mãe para o bebê na gestação, no parto ou na amamentação.

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O Programa Brasil Saudável, lançado em 2024, reúne 14 ministérios em torno da eliminação de 14 doenças socialmente determinadas até 2030, entre elas HIV, tuberculose, hanseníase, malária e hepatites virais. Na prevenção, o número de pessoas que usaram a profilaxia pré-exposição (PrEP), medicamento tomado por quem não tem o vírus para evitar a infecção, ao menos uma vez no ano subiu de 165 mil para 233 mil entre 2024 e 2025, alta de 41%.

Em 30 de junho de 2026, cerca de 230 mil pessoas usavam PrEP no país, o equivalente a 5,2 usuários para cada novo diagnóstico de HIV. A meta do Ministério da Saúde é de três usuários por diagnóstico. Os dados subnacionais revelam disparidades relevantes de acesso entre os estados.

A PrEP encolheu no resto do mundo

Um número da edição de junho não se repete na de julho: em 62 países, o total de pessoas que receberam PrEP ao menos uma vez no ano caiu 38% entre 2024 e 2025, com base em informações iniciais. A relação desses países não foi publicada.

Na edição de julho, o agregado deu lugar a casos individuais. Em Camarões, Nigéria e Zâmbia, o número de usuários de profilaxia caiu mais da metade em um ano. Na África do Sul, que concentra o maior contingente em PrEP no mundo, houve corte no financiamento internacional e a queda ficou em 8%. Etiópia e Uganda ampliaram o acesso com recursos domésticos e outras fontes.

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Em 2024, a prevenção representava 11% de todo o financiamento do HIV nos países de renda baixa e média, e 66% desse montante vinha do exterior. Na África subsaariana, a dependência de recursos externos nos programas de prevenção chegava a 83%.

O lenacapavir tem preço definido para uns

Até o fim de junho de 2026, mais de 51 mil pessoas haviam recebido o lenacapavir, injeção de prevenção aplicada duas vezes por ano, em nove países da África subsaariana. A maioria eram mulheres com mais de 25 anos atendidas em clínicas e hospitais públicos. Em março, eram mais de 6 mil pessoas em cinco países.

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Um esforço conduzido por CHAI, Fundação Gates, Fundo Global, Unitaid e governo dos Estados Unidos derrubou o preço do medicamento para 40 dólares por pessoa ao ano nos países de renda mais baixa, a partir de 2027. Para os países de renda média e alta, o documento afirma não haver clareza sobre os valores.

Os dados de compra de antirretrovirais reunidos pela UNAIDS mostram que o valor dos esquemas de segunda linha sobe de forma acentuada conforme o nível de renda, e o relatório aponta esse padrão como risco específico para as economias de renda média que estão saindo do financiamento externo.

Estimativa de novas infecções por HIV revisada em seis semanas

O intervalo entre as duas edições do levantamento mudou o retrato da América Latina. Em 12 de junho, a estimativa preliminar indicava alta de 13% nas novas infecções desde 2010. Em 27 de julho, o número subiu para 25%.

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Outros valores também foram ajustados. O total de pessoas vivendo com HIV passou de 40,9 milhões para 41 milhões, a estimativa de infecções por transmissão vertical passou de 94 mil para 93 mil e a redução global acumulada desde 2010 recuou de 43% para 42%.

Os dados desagregados por país passam a ficar disponíveis na plataforma aidsinfo da UNAIDS a partir de hoje (28). A versão consolidada do levantamento, o Global AIDS Update, está prevista para novembro de 2026.

 

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