AGRONEGÓCIO
Ministro André de Paula recebe presidente da Abiec no Mapa
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28), em Brasília, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, acompanhado de representantes da entidade.
Durante o encontro, o ministro destacou a importância da parceria entre o governo e a cadeia produtiva, tanto para a expansão no mercado interno quanto no externo, e reafirmou que o Mapa mantém diálogo permanente com os representantes do setor.
“O ministério está de portas abertas para ouvir o setor. O sucesso de vocês também é o sucesso do país, e precisamos trabalhar juntos para fortalecer a agropecuária brasileira. Nosso compromisso é sempre fazer o máximo e o melhor”, declarou André de Paula.
O presidente da Abiec apresentou um panorama da atuação da entidade, que reúne cerca de 50 empresas associadas e mais de 130 plantas frigoríficas em todo o país, além de desenvolver ações de promoção da carne bovina brasileira no exterior. Perosa destacou ainda que o setor gera aproximadamente 7 milhões de empregos em cidades do interior do país e pontuou que a pecuária está presente em mais de 5 mil municípios brasileiros.
“É uma entidade com atuação setorial muito forte e presença constante no diálogo com o Ministério da Agricultura, com secretarias do governo e também com o Itamaraty. Temos uma agenda intensa de promoção comercial da carne brasileira no exterior, com cerca de 20 eventos internacionais por ano”, explicou Roberto Perosa.
Ao final da reunião, o presidente da Abiec destacou o trabalho técnico do Mapa e afirmou que o setor tem encontrado apoio nas equipes do ministério para o encaminhamento de suas demandas.
Informações à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e deve zerar tarifas para até 95% das exportações e importações
Acordo Mercosul–UE inicia nova fase do comércio exterior a partir de maio
O comércio exterior entre o Mercosul e a União Europeia entra em uma nova etapa a partir de 1º de maio com a entrada em vigor do Acordo Interino de Comércio entre os blocos. Após 25 anos de negociações, o tratado passa a operar de forma independente, com foco na liberalização imediata do fluxo de bens e serviços.
Na prática, o acordo prevê a eliminação de tarifas sobre até 95% das importações provenientes da União Europeia e 91% das exportações do Mercosul, abrangendo desde commodities agrícolas até produtos industriais de maior valor agregado.
Isenção tarifária depende de certificação digital obrigatória
Apesar da ampliação das oportunidades comerciais, especialistas alertam que os benefícios não serão automáticos. De acordo com a Câmara de Comércio Brasil Paraguai (CCBP), o acesso às isenções tarifárias depende do cumprimento rigoroso das exigências documentais do novo modelo.
O principal requisito é a apresentação do Certificado de Origem digital, que comprova a procedência dos produtos conforme as novas regras de origem estabelecidas pelo acordo.
Sem a certificação correta, as mercadorias podem ser tributadas normalmente, anulando a vantagem competitiva prevista no tratado.
Paraguai centraliza processo de exportação em sistema digital
No Paraguai, o Ministério da Indústria e Comércio (MIC) determinou que todas as exportações vinculadas ao acordo sejam processadas por meio da Ventanilla Única de Exportación (VUE).
O sistema centraliza digitalmente as operações, com o objetivo de reduzir burocracias, agilizar o despacho aduaneiro e padronizar procedimentos junto às alfândegas europeias.
A plataforma também disponibiliza orientações em português, espanhol e inglês, facilitando a adaptação das empresas exportadoras da região.
Conformidade técnica será decisiva para competitividade
Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil Paraguai, Roger Maciel, o novo cenário exige atenção imediata das empresas exportadoras.
Segundo ele, a conformidade documental será determinante para garantir acesso real aos benefícios do acordo.
“O Paraguai se consolida como uma plataforma estratégica, mas o exportador precisa entender que o lucro depende da regularidade documental. Sem o certificado emitido corretamente via VUE, as mercadorias seguem tributadas”, afirmou.
Agronegócio e indústria lideram oportunidades de expansão
A análise da CCBP aponta que os setores com maior potencial de crescimento imediato são o agronegócio e a indústria de transformação.
Entre os destaques estão:
- Soja e derivados
- Carne bovina
- Produtos florestais
- Cereais e alimentos processados
- Biocombustíveis
- Autopeças e manufaturados industriais
Esses segmentos devem se beneficiar diretamente da redução tarifária e da ampliação do acesso ao mercado europeu.
Empresas devem acelerar adequação para novo modelo comercial
Com a proximidade da entrada em vigor do acordo, especialistas recomendam que exportadores e investidores realizem revisão completa de seus processos internos de certificação e conformidade.
A adequação às novas exigências será fundamental para garantir segurança jurídica, evitar custos tributários indevidos e aproveitar integralmente as oportunidades abertas pelo novo marco comercial entre Mercosul e União Europeia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
DESTAQUE7 dias agoNovas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor hoje; teto de imóveis sobe para R$ 600 mil
-
DESTAQUE5 dias agoBanco Central estabelece bloqueio de até 72 horas para transações atípicas no Pix
-
BRASIL4 dias agoForça-tarefa de combate a preços abusivos de combustíveis soma 10 mil postos fiscalizados
-
AGRONEGÓCIO6 dias agoMercosul-UE entra em vigor dia 1º, mas só parte do ganho aparece em 2026



