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Safra recorde: Brasil colhe mais de 178 milhões de toneladas de soja e reforça liderança global

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O Brasil consolida sua posição como maior produtor mundial de soja ao registrar uma safra histórica no ciclo 2025/26. Segundo estimativa da Safras & Mercado, a produção nacional deve atingir 178,11 milhões de toneladas, crescimento de 3,7% em relação à temporada anterior.

Produção e produtividade: avanço sustentado no campo

O resultado recorde é impulsionado pelo aumento de área plantada e pela melhora na produtividade média. A área cultivada cresceu 1,8%, chegando a 48,48 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio avançou para 3.692 quilos por hectare, ante 3.625 kg/ha no ciclo anterior.

A colheita já supera 90% da área total, confirmando o bom desempenho da safra em grande parte do país.

Destaques regionais: Centro-Oeste lidera crescimento

O Centro-Oeste segue como principal motor da produção brasileira:

  • Mato Grosso: cerca de 49,6 milhões de toneladas
  • Mato Grosso do Sul: safra recorde de 16,7 milhões de toneladas
  • Minas Gerais: destaque no Sudeste com 9,8 milhões de toneladas e alta produtividade

Por outro lado, o Rio Grande do Sul registrou revisão negativa, com produção estimada em 20,2 milhões de toneladas, impactada por restrições hídricas ao longo do verão.

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Na região do Matopiba, o cenário também é positivo, com ajustes pontuais e manutenção do potencial produtivo.

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Mercado externo: exportações recuam, mas seguem robustas

As exportações brasileiras de soja estão projetadas em 105 milhões de toneladas em 2026, uma leve retração de 3% em relação ao ano anterior.

Apesar da queda, o volume segue elevado e mantém o Brasil como principal fornecedor global da commodity.

Demanda interna cresce com avanço do esmagamento

O processamento interno da soja deve atingir 61,8 milhões de toneladas em 2026, alta de 6% frente a 2025. O crescimento é sustentado por margens industriais mais atrativas e maior demanda por derivados, como farelo e óleo.

A importação do grão, por sua vez, deve cair significativamente, com estimativa de 200 mil toneladas, redução de 79% na comparação anual.

Oferta, demanda e estoques: cenário mais confortável

A oferta total de soja no Brasil deve alcançar 182,82 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 5%. Já a demanda total está projetada em 170,22 milhões de toneladas, praticamente estável.

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Com isso, os estoques finais devem registrar forte alta, passando de 4,51 milhões para 12,6 milhões de toneladas — avanço de 179%.

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Análise de mercado: estoques elevados podem limitar preços

Segundo analistas, o aumento expressivo dos estoques indica um cenário de maior conforto na oferta, o que pode limitar a valorização dos prêmios no segundo semestre.

Além disso, o mercado segue atento ao comportamento da demanda internacional, especialmente da China, que pode ajustar seu fluxo de compras entre Brasil e Estados Unidos ao longo da próxima safra.

Cenário: Brasil amplia protagonismo, mas enfrenta novos desafios de mercado

A safra recorde reforça a competitividade do agronegócio brasileiro e sua relevância no abastecimento global. No entanto, o aumento da oferta e os movimentos do mercado internacional exigem atenção dos produtores e agentes da cadeia.

O equilíbrio entre produção, demanda e preços será determinante para a rentabilidade do setor nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

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  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

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Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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