AGRONEGÓCIO
Tecnologia no campo avança no Matopiba como estratégia para reduzir custos e aumentar eficiência produtiva
Alta nos custos pressiona produtores e acelera adoção de tecnologia no campo
O aumento dos custos de produção no agronegócio brasileiro tem levado produtores rurais a adotarem soluções tecnológicas como estratégia para preservar margens e manter a produtividade.
Na região do Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, a busca por eficiência hídrica e energética vem ganhando força diante da volatilidade dos preços agrícolas e da alta nos insumos.
Fertilizantes, energia e combustíveis seguem como principais desafios
Dados do setor indicam que os custos com fertilizantes, combustíveis e energia elétrica continuam entre os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.
Ao mesmo tempo, o campo avança em modernização, com crescimento do uso de tecnologias voltadas à irrigação e à geração própria de energia como forma de reduzir despesas operacionais e aumentar a previsibilidade da produção.
Irrigação eficiente e energia solar ganham espaço no Matopiba
Nesse cenário, empresas do setor têm ampliado investimentos em soluções integradas para o campo. É o caso da Brasmáquinas, que atua no fornecimento de equipamentos e projetos personalizados, com foco em irrigação e energia solar.
Entre os destaques estão os pivôs de irrigação da linha KREBS, desenvolvidos para garantir distribuição uniforme de água, otimizar o consumo hídrico e reduzir o gasto energético. A tecnologia contribui para a estabilidade da produção, especialmente em regiões com irregularidade de chuvas, como o Matopiba.
Energia solar reduz dependência da rede elétrica e combustíveis
Além das soluções de irrigação, a empresa também ampliou a oferta de sistemas de energia solar, incluindo modelos on grid, híbridos e off grid.
A proposta é reduzir a dependência da rede elétrica convencional e de combustíveis fósseis, promovendo diminuição de custos no médio e longo prazo para o produtor rural.
Gestão mais estratégica e uso de dados no campo
Segundo o CEO da Brasmáquinas, Kristyan Mota, o cenário atual exige decisões mais estratégicas dentro da porteira.
“O produtor rural está cada vez mais orientado por dados e eficiência. Investir em tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para manter a competitividade. Soluções que combinam irrigação inteligente e geração de energia própria têm impacto direto na redução de custos e na previsibilidade da produção”, afirma.
Tecnologia se consolida como aliada da eficiência e sustentabilidade
Com atuação que vai do planejamento ao acompanhamento técnico e pós-venda, a Brasmáquinas tem fortalecido sua presença na região ao oferecer soluções adaptadas à realidade de propriedades de pequeno, médio e grande porte.
Diante de um cenário global ainda marcado por incertezas, a tendência é de continuidade na adoção de tecnologia no campo, consolidando seu papel como um dos principais pilares para ganho de eficiência, sustentabilidade e rentabilidade no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio
Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio
O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.
De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.
Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo
Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.
Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.
Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro
Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.
A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.
Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas
O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.
As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.
A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.
Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score
Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.
Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.
Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural
Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.
Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.
Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva
O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.
Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.
Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro
Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.
Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.
A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).
Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco
Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.
Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.
Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro
Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.
A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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