BRASIL
Aeroportos brasileiros ampliam espaços multissensoriais e reforçam inclusão de passageiros neurodivergentes
O Brasil avança na criação de ambientes mais acolhedores para passageiros neurodivergentes nos aeroportos. Salas multissensoriais, pensadas para reduzir estímulos e oferecer conforto, ganham presença em diferentes regiões do país e se consolidam como um dos pilares da política de inclusão do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).
Hoje, 23 aeroportos do país já contam com espaços sensoriais ou áreas adaptadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições ligadas ao processamento sensorial. Esses ambientes estão distribuídos por cidades como, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Vitória e Campo Grande, ampliando o alcance da iniciativa em todo o território nacional. A meta do Governo Federal é chegar a 30 salas estruturadas até o fim de 2026.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, mais do que uma adaptação física, esses espaços têm impacto direto na experiência de viagem. “A expansão das salas multissensoriais é um passo concreto para tornar a aviação mais acessível e mais humana. Nosso compromisso é garantir que todos os passageiros, independentemente de suas condições, possam viajar com dignidade, segurança e autonomia.”, declarou.
Em um cenário naturalmente intenso como o de um aeroporto, marcado por ruídos constantes, grande circulação de pessoas e iluminação forte, os espaços funcionam como refúgios. Nas salas, é possível reduzir a sobrecarga sensorial, diminuir a ansiedade e evitar crises, garantindo mais autonomia e segurança ao passageiro.
“Estamos combinando investimento em infraestrutura, em capacitação de equipes e escuta ativa da população. Inclusão, para nós, não é um conceito abstrato, é uma política pública que se traduz em ações reais e em melhorias perceptíveis na experiência de quem voa”, ressaltou o ministro.
Política pública e inclusão
A expansão das salas multissensoriais integra o Programa de Acolhimento ao Passageiro com TEA, uma das principais frentes da agenda de acessibilidade do Ministério. O avanço ocorre de forma gradual com uma diretriz de preparar os aeroportos para atender à diversidade dos passageiros, respeitando necessidades específicas e promovendo uma experiência mais justa para todos.
A política de inclusão também se apoia na escuta direta da população. A Pesquisa Aviação Acessível convida passageiros a avaliarem aeroportos e companhias aéreas sob a ótica da acessibilidade, gerando dados valiosos para o aprimoramento do setor.
Ao cruzar essas informações com a expansão da infraestrutura inclusiva, o Ministério busca estruturar ações contínuas e baseadas em evidências. O resultado é um caminho mais sólido para uma aviação cada vez mais acessível, humana e preparada para diferentes perfis de viajantes.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
BRASIL
Senasp abre inscrições para curso EaD de prevenção e combate a incêndios florestais
Brasília, 30/4/2026 – A Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu, nesta quinta-feira (30), as inscrições para o Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, ofertado pela Rede EaD/Senasp. A formação é gratuita e destinada a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Na modalidade a distância, o curso tem carga horária de 40 horas e integra a área temática de Funções, Técnicas e Procedimentos em Segurança Pública da Matriz Curricular Nacional. O objetivo é qualificar profissionais para atuação segura, ágil e eficiente na prevenção e no enfrentamento de incêndios em áreas de vegetação.
De acordo com a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, o combate a incêndios florestais exige preparo técnico específico e atualização constante.
“O enfrentamento desse tipo de ocorrência exige conhecimento sobre comportamento do fogo, meteorologia, uso adequado de equipamentos e técnicas de combate em diferentes terrenos, além da organização logística para operações prolongadas”, afirma.
A formação foi estruturada para ampliar a qualificação profissional e apoiar respostas mais rápidas e seguras a incêndios florestais, que atingem diferentes biomas, ameaçam a fauna e geram impactos ambientais, sociais e econômicos.
A ação está alinhada à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), instituída pela Lei nº 13.675/2018, e integra o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (2021-2030), com foco na valorização profissional, ensino e pesquisa.
Formação estruturada em quatro módulos
O curso apresenta progressão gradual com foco prático:
• Módulo 1 – Introdução aos incêndios florestais: histórico no Brasil e principais biomas atingidos.
• Módulo 2 – Teoria do fogo: combustão, dinâmica das chamas e comportamento do fogo em vegetação.
• Módulo 3 – Gestão de risco: prevenção, preparação operacional, legislação ambiental e salvamento de animais silvestres.
• Módulo 4 – Resposta operacional: formação de brigadas, uso de viaturas e equipamentos, emprego de aeronaves, combate terrestre e aéreo, regras de segurança e fases operacionais.
Objetivos da formação
Entre os objetivos estão o reconhecimento das fases da combustão, a identificação de métodos de extinção, a classificação dos incêndios e o uso correto de ferramentas e equipamentos.
A formação também reforça o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), kit de sobrevivência em operações florestais, meios aéreos de combate e procedimentos de contenção e resgate de fauna.
A proposta pedagógica busca fortalecer práticas preventivas e consolidar a cultura de segurança nas operações.
Metodologia e avaliação
As aulas serão realizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Rede EaD/Senasp, com acesso a videoaulas, apostilas digitais, exercícios interativos e conteúdos complementares.
A avaliação será composta por atividades ao final de cada etapa, que correspondem a 50% da nota final, e uma prova final, com o mesmo peso. Para aprovação, o participante deverá alcançar pelo menos 70% de aproveitamento. A prova final poderá ser realizada em até três tentativas, com duração máxima de duas horas cada.
Após a conclusão, o certificado será disponibilizado no Sistema de Gestão Acadêmica da Rede EaD/Senasp.
Resultados esperados
Ao final da formação, a expectativa é ampliar o conhecimento técnico dos participantes, fortalecer o uso de equipamentos de proteção e aprimorar práticas preventivas nas instituições de segurança pública.
A estratégia do MJSP busca ampliar o acesso à qualificação em todo o País, por meio da educação a distância, superando barreiras geográficas.
-
DESTAQUE6 dias agoBanco Central estabelece bloqueio de até 72 horas para transações atípicas no Pix
-
BRASIL5 dias agoForça-tarefa de combate a preços abusivos de combustíveis soma 10 mil postos fiscalizados
-
DESTAQUE6 dias agoCepesca mantém defeso da Piracema em Mato Grosso de outubro a janeiro
-
CONSUMIDOR5 dias agoAnac limita transporte de power banks e proíbe uso de carregadores portáteis durante voos



