BRASIL
Ministério de Portos e Aeroportos conclui projeto inédito sobre risco da fauna na aviação brasileira
O Ministério de Portos e Aeroportos entregou, nesta terça-feira (28), o Projeto Risco de Fauna, iniciativa que dá ao país uma base inédita para reduzir colisões entre aves e aeronaves e ampliar a segurança na aviação.
Conduzido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do LabTrans, o projeto enfrentou um desafio histórico do setor: mais da metade das colisões registradas no Brasil não tinha a espécie identificada, o que limitava ações de prevenção e mitigação.
Para mudar esse cenário, a iniciativa passou a usar análise genética de DNA na identificação das espécies, especialmente nos casos em que não há vestígios suficientes para métodos convencionais. Com isso, foi possível aumentar a precisão das informações, identificar padrões migratórios das aves nos aeroportos e orientar medidas mais eficazes de mitigação.
“O Brasil passa a contar com uma base sólida, construída com ciência e cooperação, que muda a forma de enfrentar o risco de fauna na aviação. É uma entrega estruturante, que melhora a segurança agora e orienta decisões pelos próximos anos”, afirmou o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo.
Mais segurança
O manejo e prevenção de colisões afeta diretamente os custos operacionais. Cada colisão pode gerar um gasto médio de U$ 66 mil dólares em manutenção, segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). Em casos mais graves, os prejuízos podem chegar a U$ 200 mil. Além das despesas, colisões com pássaros podem afetar diretamente os passageiros. Em 2025, por exemplo, cerca de 35 mil viajantes tiveram seus voos afetados por necessidade de manutenção da aeronave. Reduzir esses eventos significa aumentar a segurança e diminuir custos para o setor.
O projeto operou como uma rede nacional, com a participação de 42 aeroportos e o apoio de, pelo menos, três universidades nas análises laboratoriais, com investimento de mais de R$ 11 milhões para custear essas análises. Todo o processo foi integrado pelo sistema SAC Fauna ID, que acompanha cada etapa, da coleta ao laudo até a publicação no monitor. Ao longo do projeto foram analisadas 584 amostras que identificaram 84 espécies de aves diferentes.
Além de identificar espécies, o projeto organiza e amplia o conhecimento sobre o risco de fauna no país. Padroniza informações, consolida dados e oferece ferramentas práticas para uso imediato pelos operadores de aeroportos e prefeituras dessas localidades.
Confira todos os produtos disponibilizados pelo Projeto Risco Fauna:
- Boletim Informativo Mensal, que apresenta resultados das análises genéticas e ajudou a entender melhor os eventos com fauna;
- Monitor do Risco de Fauna com análises atualizadas e permite respostas rápidas a mudanças no cenário;
- Conjuntura do Risco de Fauna, que mostra tendências ao longo do tempo e avalia a efetividade das ações;
- Guia de Espécies, que reúne informações sobre comportamento, distribuição e medidas de mitigação;
- Sistema de Medidas de Mitigação, com mais de 5 mil ações para 122 espécies e 216 grupos faunísticos.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
BRASIL
MME lança consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética
O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, nesta quarta-feira (29/4), a consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O Plano de ação interministerial do Governo do Brasil busca transformar a produção e o consumo de energia nos próximos 30 anos.
O Plante foi elaborado em um processo participativo, com amplo envolvimento do Governo, da sociedade civil e do setor produtivo, envolvendo mais de 40 instituições representadas no Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte).
A secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, destacou que o Plano é fruto do amplo engajamento de diversas partes interessadas e sua construção é baseada em evidências. “Com planejamento como eixo central, o Plante orienta uma transição que contribui para a neutralidade de emissões, amplia o acesso à energia limpa e de qualidade, gera oportunidades e assegura um sistema energético seguro, confiável e resiliente, sem deixar ninguém para trás”, afirmou.
Apresentado em dois volumes: um com diretrizes estratégicas e outro, o “Caderno de Ações”, com as etapas do primeiro ciclo (2026-2029), o plano está estruturado em três pilares temáticos que se apoiam entre si, sistematizando 15 blocos de ação e cerca de 200 iniciativas:
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Pilar 1: Segurança e Resiliência Energética;
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Pilar 2: Justiça Energética, Climática e Ambiental;
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Pilar 3: Energia Competitiva para uma Economia de Baixo Carbono.
Com horizonte de longo prazo (30 anos), o documento é dividido em ciclos de quatro anos, alinhados ao ciclo típico de políticas públicas. Esses intervalos permitem monitorar ações e avaliar resultados com base nos cenários do Plano Nacional de Energia (PNE) 2055, verificando a aderência ao objetivo final.
Ao final de cada ciclo, será realizada uma revisão para ajuste de rota, com possibilidade de redefinir prazos, incluir novas ações e incorporar fatores como inovações tecnológicas, incertezas geopolíticas e novas tendências. Assim, o ciclo seguinte (2030-2033) será iniciado com planejamento atualizado, baseado nos resultados e ajustes necessários da etapa anterior.
Planejamento energético
O Plante integra a política energética com base nos instrumentos de planejamento já existentes. O Balanço Energético Nacional (BEN) reúne dados anuais; o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) projeta a expansão do setor em 10 anos; e o PNE define cenários e estratégias de longo prazo.
Embora o PNE 2055 apresente cenários com diferentes níveis de ambição climática, todos indicam tecnologias e soluções essenciais para a transição energética. As diferenças entre cenários concentram-se na intensidade de implementação e nas premissas econômicas. O Plante define ações no presente para viabilizar os resultados de longo prazo previstos no PNE 2055.
Política Nacional de Transição Energética
O Plante integra a Política Nacional de Transição Energética (PNTE), criada em agosto de 2024 por resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), composto por 17 ministérios para promover sinergia entre as políticas governamentais sobre o tema.
O Fonte, também é um fórum consultivo permanente com 87 membros, representando sociedade civil, setor produtivo e governo. O espaço promove diálogo e articulação sobre a transição energética e conta com câmaras técnicas alinhadas aos pilares do Plante.
A consulta pública do plano ficará aberta por 45 dias a partir da publicação e poderá ser acessada nos portais do MME e do Participa + Brasil, permitindo contribuições da sociedade, do setor produtivo e de especialistas.
Confira abaixo o infográfico sobre o Plano.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
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