“Estamos apenas devolvendo um pouco do que recebemos”
Abilinho (PL) revela plano midiático para “irritar esquerda”
Durante sua participação no programa Roda de Entrevista, o deputado federal Abílio Brunini (PL) declarou que os tumultos ocorridos na Câmara Federal têm como objetivo retribuir à oposição do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), as ações que foram empreendidas durante o mandato do colega de partido.
Abílio destacou que ao longo dos quatro anos de governo de Bolsonaro, a esquerda constantemente obstruía os procedimentos, gerava conflitos, rotulava o presidente como genocida, realizava manifestações e protestos, propagava notícias falsas, tumultuava as sessões, envolvia-se em discussões acaloradas e provocava irritações. Ele afirmou: “Estamos apenas devolvendo um pouco do que recebemos”.
“Durante os quatro anos do Bolsonaro a esquerda, todos os dias, obstruía, criava confusão, chamava ele de genocida, fazia manifestações, protestos, pregavam fake news, tumultuavam as sessões, brigavam, irritavam. A gente está devolvendo só um pouquinho”, disse.
CÂMARA FEDERAL
Nikolas Ferreira aciona MP contra Acadêmicos de Niterói após desfile com ala de “conservadores em lata”
O deputado Nikolas Ferreira e a OAB-RJ apontam intolerância religiosa na ala “Neoconservadores em conserva” do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Sapucaí. A escola defende a liberdade artística.
Deputado e OAB-RJ apontam intolerância religiosa em enredo que homenageou Lula na Sapucaí; escola alega perseguição política e defende liberdade artística.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou, nesta quarta-feira (18), que protocolará uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Wallace Alves Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói. O parlamentar acusa a agremiação de intolerância religiosa durante o desfile realizado no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, que teve como enredo uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ponto central da controvérsia é a ala batizada de “Neoconservadores em conserva”. Segundo o deputado, a alegoria, que fantasiava foliões como latas de sardinha, retratou cristãos e conservadores “como se fossem algo a ser descartado”. Para Ferreira, a encenação “ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso”.
A representação deve ser formalizada nesta quinta-feira (19), com base na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e na Constituição Federal. “Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, afirmou o deputado em nota à imprensa.
OAB-RJ endossa críticas
A movimentação jurídica ganhou reforço institucional na última terça-feira (17), quando a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) emitiu uma nota de repúdio. A entidade classificou o episódio como “intolerância religiosa”, argumentando que a apresentação feriu “o direito fundamental de liberdade religiosa” e configurou “afronta direta à ordem constitucional”.
A Frente Parlamentar Católica também se manifestou, alinhando-se ao discurso de que a sátira ofendeu a fé cristã ao ridicularizar publicamente o grupo religioso em uma transmissão de alcance internacional.
A defesa da escola
A Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, defende-se sob o argumento da autonomia artística. Em nota, a agremiação afirmou ser vítima de “tentativa de interferência direta na nossa autonomia artística”, citando pedidos anteriores para mudança de enredo e questionamentos sobre o samba. A escola sustenta que as ações buscam “enquadrar e silenciar” sua liberdade de criação no carnaval.
Contexto político e verbas públicas
Além da questão religiosa, o desfile é alvo de disputa eleitoral. Opositores classificaram a apresentação como um “desfile-comício em rede nacional” financiado com dinheiro público. Reportagens indicam que a escola teria recebido repasses da Prefeitura de Niterói, com valores citados em torno de R$ 4 milhões em contextos gerais da cidade para o carnaval, e especificamente cerca de R$ 1 milhão para este desfile segundo algumas fontes.
Nikolas Ferreira informou que, caso o presidente Lula registre candidatura oficial, pretende ingressar também com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia negado pedidos prévios para barrar o desfile, considerando-o, a princípio, uma manifestação cultural.
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