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Índice de Percepção da Corrupção

Brasil estagna com 36 pontos no índice de corrupção e fica abaixo da média global

Com 36 pontos, o Brasil permanece estagnado no Índice de Percepção da Corrupção 2025, abaixo da média global de 42 pontos. O relatório da Transparência Internacional destaca a correlação entre a baixa integridade pública e a violência contra jornalistas no país.

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Índice de Percepção da Corrupção 2025
O Brasil manteve a pontuação de 36 no índice global, figurando ao lado da Argentina e abaixo da média das Américas.

País aparece ao lado da Argentina e tem desempenho inferior à média das Américas; relatório da Transparência Internacional alerta para risco à segurança de jornalistas em nações com baixa pontuação.

O Brasil obteve 36 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, permanecendo estagnado em um patamar considerado baixo pela Transparência Internacional. O resultado coloca o país abaixo da média global, que é de 42 pontos, e distante das nações mais íntegras do mundo, como a Dinamarca, que lidera o ranking com 89 pontos.

O índice, que avalia a percepção de corrupção no setor público em 182 países e territórios, utiliza uma escala de zero a 100, onde zero indica um país “altamente corrupto” e 100, “altamente íntegro” . Com sua pontuação atual, o Brasil figura na mesma faixa de países como a Argentina, que também somou 36 pontos, e a Tailândia, com 33.

A situação brasileira reflete uma tendência mundial preocupante. Segundo o relatório, a média global caiu pela primeira vez em mais de uma década. De um total de 180 avaliações, 122 países ficaram com menos de 50 pontos, o que indica uma falha generalizada no controle do avanço da corrupção.

O perigo para a imprensa e o espaço cívico

Um dos pontos mais críticos do relatório para o Brasil é a correlação direta entre corrupção sistêmica e a violência contra a imprensa. O documento destaca que, desde 2012, mais de 90% dos assassinatos de jornalistas ocorreram em países com pontuação inferior a 50 no IPC.

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O texto cita nominalmente o Brasil nesse grupo de risco:

“Mais de 90% desses assassinatos ocorreram em países que obtiveram menos de 50 pontos no IPC, grupo que abrange Brasil, Índia, México, Paquistão e Iraque, países especialmente perigosos para jornalistas cobrindo casos de corrupção.”

A restrição ao trabalho da imprensa e a redução do espaço cívico são apontadas como combustíveis para a corrupção. Em países onde as liberdades de expressão e associação são protegidas, o controle da corrupção tende a ser mais eficaz. Por outro lado, o relatório aponta que 36 dos 50 países que tiveram queda significativa em suas pontuações também sofreram reduções no espaço cívico.

Justiça enfraquecida e recomendações

A análise da Transparência Internacional sugere que a estagnação ou queda nos índices de integridade está frequentemente ligada ao enfraquecimento dos sistemas de justiça. Pontuações baixas refletem contextos de limitação de “freios e contrapesos”, politização do judiciário e influência indevida no processo político.

Para reverter esse quadro, a organização recomenda medidas urgentes para blindar as instituições. O relatório enfatiza que os sistemas de justiça devem ser protegidos contra a interferência de interesses políticos ou econômicos, garantindo que nomeações e promoções de funcionários sejam livres de pressões externas.

Além disso, o documento cobra transparência no processo decisório político. É essencial que os cidadãos saibam quem financia partidos e candidatos, com regulação clara sobre conflitos de interesses e atividades de lobby.

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Enquanto o Brasil patina nos 36 pontos, a média das Américas se mantém em 42, impulsionada por países como o Canadá (75) e o Uruguai (73), embora até nações desenvolvidas como os Estados Unidos (64) tenham apresentado queda histórica.

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Só um em cada cinco motociclistas de aplicativo contribui para a Previdência, aponta IBGE

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Cobertura previdenciária entre entregadores e mototaxistas plataformizados é de 19,4%, contra 62,4% no conjunto dos ocupados do setor privado; categoria cresceu 92% desde 2022

O Brasil tinha, em 2025, cerca de 405 mil motociclistas que trabalham por meio de aplicativos de transporte de passageiros e de entrega. Desse total, 79 mil — 19,4% — tinham cobertura previdenciária. A proporção é menos de um terço da registrada entre todas as pessoas ocupadas no setor privado (62,4%) e fica abaixo também da média dos motociclistas em geral, com ou sem plataforma (31%).

Os números constam de um módulo especial sobre trabalho por plataformas digitais da Pnad Contínua, divulgado nesta sexta-feira (4) pelo IBGE. A coleta foi feita em 2025 e o instituto classifica a pesquisa como experimental, ainda em fase de avaliação. A série começou em 2022 e não teve coleta em 2023.

Quem contribui para a Previdência tem direito a aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte. Para o analista da pesquisa Gustavo Geaquinto Fontes, a baixa proteção contrasta com o risco da atividade: os condutores plataformizados “podem estar expostos a acidentes e outros riscos relacionados à ocupação”, disse ele à Agência Brasil.

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Categoria quase dobrou em três anos

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O contingente de motociclistas plataformizados cresceu 15,4% entre 2024 e 2025. Na comparação com 2022, primeiro ano da série, o grupo praticamente dobrou: passou de 211 mil para 405 mil pessoas.

Esses trabalhadores tiveram retirada média de R$ 2.221 por mês — valor que, segundo o IBGE, já desconta custos como combustível. A jornada semanal foi de 44,9 horas, ante 41,1 horas entre os motociclistas fora das plataformas. Por hora, o rendimento dos plataformizados (R$ 11,40) superou em 12,9% o dos demais (R$ 10,10).

Motoristas: mais gente, menos por hora

Entre os motoristas de aplicativo, o quadro previdenciário é um pouco melhor, mas ainda minoritário: 25,5% tinham cobertura, um em cada quatro. Entre todos os motoristas do país, plataformizados ou não, o índice é de 43,8%.

Eram 905 mil motoristas por aplicativo em 2025, alta de 9,8% em um ano e de 26% em relação a 2022 (718 mil).

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Ao contrário dos motociclistas, os motoristas plataformizados ganharam menos por hora do que os colegas fora dos aplicativos: R$ 14,40 contra R$ 16,00. Compensaram na jornada — 45,9 horas semanais, ante 40,4 — e fecharam o mês com R$ 2.873, 2,4% acima do rendimento dos não plataformizados.

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