arquétipo "bobo da corte" + "fora da lei"
Dep. Federal Abílio (PLMT) usa “estratégia midiática” e consegue visibilidade nacional
O Deputado Federal Abílio Brunini Júnior (PL-MT) tem sido motivo de piadas na internet desde que ingressou na Câmara Federal, a última “performance” foi provocar e ironizar Walter Delgatti Neto, conhecido como “hacker da Vaza Jato”.
Muito inteligente, usando uma estratégia bem elaborada de marketing, o Deputado virou chacota nacional, muito embora o objetivo de “ser visto”e “comentado” esteja sendo atingido.
Nos últimos 90 dias as “peripécias” de Brunini na Câmara Federal se refletiram nas buscas do Google. O termo Abilio Jacques Brunini Moumer foi pesquisado inúmeras vezes em quase todo território nacional, segundo o trends.
Hoje (19) o termo Abilio Jacques Brunini Moumer ultrapassou as buscas por cpi 8 de janeiro, e, além disso, teve um aumento de 180% nas buscas da Capital, local onde disputará as eleições para Prefeito no ano que vem.
Ananias Martins Filho, presidente do PL em MT, concedeu entrevista ontem (18) já buscando alinhar a estratégia do ano que vem, Ananias esclareceu que o Abílio parlamentar não será o mesmo que o Abílio candidato a prefeito, coincidência?
“O deputado Abílio parlamentar tem uma forma de agir. Já o Abílio candidato a prefeito, vocês vão sentir uma diferença muito grande”, disse Ananias.
É o marketing direcionando o político, em prejuízo de uma atuação efetiva na Câmara Federal?
Caberá à população avaliar isso nas urnas em 2024.
Durante a CPMI dos atos anti-democráticos de 8 de janeiro, o bolsonarista ao invés de usar sua espaço de fala para fazer perguntas que pudessem somar às investigações da CPI preferiu fazer piada e perguntou ao depoente se a picanha que haviam almoçado, na quinta-feira (17), era paga pelo presidente Lula (PT).
Trecho da pergunta viralizou na internet, com tom de deboche.
“Esse é o tipo de idiota que representa o eleitor bolsonarista. Tá muitíssimo bem representado (sic)”, escreveu um internauta.
Brunno Sartori é figura celebrada na internet por seus deep fakes do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, e também de outras figuras da direita brasileira. Com mais de 290 mil seguidores, a publicação de Sartori teve 1.523 repostagens, 691 comentários e 19 mil curtidas.
Veja o post:
Esse é o tipo de IDIOTA que representa o eleitor bolsonarista. Tá muitíssimo bem representado. pic.twitter.com/eKEvQVEl9f
— Um tal de Bruno Sartori (@brunnosarttori) August 17, 2023
Veja o vídeo:
Delgatti, não respondeu à Abílio.
O arquétipo bobo da corte e o marketing
Em linhas gerais, os arquétipos são um conceito criado por Jung (Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço, fundador da psicologia analítica – 1875/1961). Jung elaborou a teoria segundo a qual, desde crianças, desenvolvemos algumas figuras fictícias e desempenhamos papéis sociais através delas.
O arquétipo Bobo da Corte: pertencente à categoria “pertencimento e grupo”. Ele é composto de pessoas que aspiram por diversão, alegria, energia e contentamento. Como consumidores, esses indivíduos estão sempre atrás de ideias divertidas e engraçadas, com um forte apelo visual.
O arquétipo fora da lei: é aquele que não quer se encaixar onde a maioria está: ele quer ser diferente. Por isso, um forte apelo é criar uma espécie de distinção dos demais, proporcionar autonomia e até ir contra o senso comum.
CÂMARA FEDERAL
Nikolas Ferreira aciona MP contra Acadêmicos de Niterói após desfile com ala de “conservadores em lata”
O deputado Nikolas Ferreira e a OAB-RJ apontam intolerância religiosa na ala “Neoconservadores em conserva” do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Sapucaí. A escola defende a liberdade artística.
Deputado e OAB-RJ apontam intolerância religiosa em enredo que homenageou Lula na Sapucaí; escola alega perseguição política e defende liberdade artística.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou, nesta quarta-feira (18), que protocolará uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Wallace Alves Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói. O parlamentar acusa a agremiação de intolerância religiosa durante o desfile realizado no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, que teve como enredo uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ponto central da controvérsia é a ala batizada de “Neoconservadores em conserva”. Segundo o deputado, a alegoria, que fantasiava foliões como latas de sardinha, retratou cristãos e conservadores “como se fossem algo a ser descartado”. Para Ferreira, a encenação “ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso”.
A representação deve ser formalizada nesta quinta-feira (19), com base na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e na Constituição Federal. “Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, afirmou o deputado em nota à imprensa.
OAB-RJ endossa críticas
A movimentação jurídica ganhou reforço institucional na última terça-feira (17), quando a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) emitiu uma nota de repúdio. A entidade classificou o episódio como “intolerância religiosa”, argumentando que a apresentação feriu “o direito fundamental de liberdade religiosa” e configurou “afronta direta à ordem constitucional”.
A Frente Parlamentar Católica também se manifestou, alinhando-se ao discurso de que a sátira ofendeu a fé cristã ao ridicularizar publicamente o grupo religioso em uma transmissão de alcance internacional.
A defesa da escola
A Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, defende-se sob o argumento da autonomia artística. Em nota, a agremiação afirmou ser vítima de “tentativa de interferência direta na nossa autonomia artística”, citando pedidos anteriores para mudança de enredo e questionamentos sobre o samba. A escola sustenta que as ações buscam “enquadrar e silenciar” sua liberdade de criação no carnaval.
Contexto político e verbas públicas
Além da questão religiosa, o desfile é alvo de disputa eleitoral. Opositores classificaram a apresentação como um “desfile-comício em rede nacional” financiado com dinheiro público. Reportagens indicam que a escola teria recebido repasses da Prefeitura de Niterói, com valores citados em torno de R$ 4 milhões em contextos gerais da cidade para o carnaval, e especificamente cerca de R$ 1 milhão para este desfile segundo algumas fontes.
Nikolas Ferreira informou que, caso o presidente Lula registre candidatura oficial, pretende ingressar também com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia negado pedidos prévios para barrar o desfile, considerando-o, a princípio, uma manifestação cultural.
Leia também:
Estudo alerta: novas regras da União Europeia criam “fronteira verde” e desafiam agronegócio
Após desfile sobre Lula, oposição pede multa de R$ 9,6 milhões ao TSE
Brasil estagna com 36 pontos no índice de corrupção e fica abaixo da média global
Câmara de Alto Garças oficializa ‘bônus’ de R$ 1 mil para gastos com farmácia e academia
-
ALMT7 dias agoExclusivo: Assembleia de Mato Grosso avança sobre competência da União ao liberar hotéis em APP de Manso
-
AGRONEGÓCIO7 dias agoSoja de MT leva safra brasileira de grãos a novo recorde de 356,3 milhões de toneladas
-
AGRONEGÓCIO4 dias agoGuerra do Irã e veto chinês ao ácido sulfúrico apertam fertilizantes em Mato Grosso
-
DESTAQUE4 dias agoNova lei institui guarda compartilhada obrigatória para pets no Brasil



