Leia Seca
Engenheira da MT Par é presa em blitz da Lei Seca com sinais de embriaguez na Isaac Póvoas
Engenheira civil da MT Par é presa na Av. Isaac Póvoas após recusar bafômetro. Com salário de R$ 7 mil e frota de 5 veículos, servidora pagou R$ 3,6 mil de fiança.
Paula Leticia Nogueira Santos conduzia um Corolla Híbrido quando foi parada. A servidora recusou o bafômetro, alegando ter bebido “duas ou três long necks” no almoço, e foi liberada após pagar fiança de R$ 3,6 mil.
A engenheira civil Paula Leticia Nogueira Santos, servidora lotada na MT Par (sociedade de economia mista do Governo de Mato Grosso), foi presa em flagrante na madrugada deste sábado (31) durante uma operação de fiscalização de trânsito em Cuiabá. A detenção ocorreu na Avenida Isaac Póvoas, em frente ao Hotel Deville, área nobre da capital.
Paula conduzia um Toyota Corolla Altis Premium Híbrido, ano 2020, quando foi abordada pelas forças de segurança. Segundo o Boletim de Ocorrência, embora a condutora tenha se recusado a realizar o teste do etilômetro (bafômetro), os agentes atestaram a embriaguez por meio do Auto de Constatação.
Os documentos oficiais anexados ao inquérito, detalham o estado da servidora no momento da abordagem. O termo policial cita, ipsis litteris:
“OLHOS VERMELHOS, HÁLITO ETILICO E DISPERSÃO.”
“Duas ou três long necks”
Durante o interrogatório na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), gravado em vídeo, a engenheira admitiu o consumo de álcool, mas argumentou que a ingestão ocorreu horas antes da blitz.
Ao ser questionada pelo delegado Christian Alessandro Cabral sobre o motivo da recusa ao teste, Paula declarou:
“Porque eu ingeri bebida alcoólica no almoço. […] E agora à noite, pelo final da tarde, eu realizei uma saída com meus familiares […] e não ingeri bebida alcoólica. Porém, como eu ingeri na hora do almoço, eu fiquei, falei: ‘Não vou assoprar e não assoprei’.”
Pressionada pela autoridade policial sobre a quantidade consumida, a servidora detalhou:
“Duas, duas ou três long dividindo.”
A defesa da engenheira tentou argumentar contra os sinais clínicos apontados pelos agentes de trânsito. Durante o procedimento, o advogado questionou a constatação policial: “Até aqui pelo vídeo acho que o senhor consegue ver que o olho dela não tá vermelho, contrário do que colocaram”. O delegado, contudo, manteve o flagrante baseando-se na fé pública dos agentes e no princípio in dubio pro societate.
Fiança
Para obter a liberdade provisória, a autoridade policial arbitrou uma fiança de R$ 3.600,00. Na decisão que definiu o valor, o delegado ponderou a gravidade do fato e a capacidade econômica da detida.
“A conduta praticada pela Flagranteada reveste-se de gravidade, eis que o mesmo estaria conduzindo veículo automotor com sua capacidade psicomotora alterada, gerando perigo a segurança e a integridade de um universo indeterminado de pessoas”, escreveu o delegado Christian Cabral.
Paula Leticia declarou receber um salário de R$ 7.000,00 na função de engenheira da MT Par.
A engenheira pagou a fiança estipulada ainda na madrugada de sábado e foi liberada para responder ao processo em liberdade. O caso foi homologado pela juíza plantonista Gisele Alves Silva, que ratificou a prisão e a soltura.
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CUIABÁ
Nota de Pesar
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
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