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Luto e política

A morte solitária da filha que desafiou o guru do bolsonarismo

Filha rompida de Olavo de Carvalho é encontrada morta em Atibaia após episódio de intoxicação; polícia investiga suicídio e família pede orações discretas.

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Morte de Heloísa de Carvalho
eloísa de Carvalho, morta aos 57 anos, travava disputa judicial pela herança do pai, Olavo de Carvalho.

Velório ocorre nesta sexta (9) em meio a disputas por herança e histórico de ruptura pública com o pai; polícia aguarda laudos toxicológicos após encontrar álcool e medicamentos na cena

A advogada Heloísa de Carvalho Martin Arribas, 57, foi encontrada morta na noite de quarta-feira (7) em sua casa no bairro Alvinópolis, em Atibaia (SP). Filha mais velha do escritor e ideólogo Olavo de Carvalho (1947-2022), Heloísa protagonizou nos últimos anos um ruidoso rompimento com o pai e o bolsonarismo, o que lhe custou a exclusão do testamento da família. O enterro está previsto para as 10h30 desta sexta-feira (9), no cemitério São Sebastião.

A morte, tratada inicialmente pela Polícia Civil como suicídio, desenha o capítulo final de uma tragédia familiar marcada por abismos ideológicos. O corpo foi localizado por um amigo, por volta das 22h50, deitado na cama.

A cena encontrada pelos peritos misturava silêncio e indícios preocupantes. Sobre a mesa de cabeceira e na cozinha, a polícia relatou a presença de um copo com líquido alaranjado, uma lata de cerveja aberta, garrafas vazias e um frasco de água com resquícios de uma substância branca, similar a medicamento. Não havia sinais de violência no imóvel ou no corpo.

O alerta na noite anterior

Menos de 24 horas antes do óbito, na terça-feira (6), a rotina de Heloísa já sinalizava perigo. Ela foi socorrida e levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade com suspeita de intoxicação por remédios. Recebeu alta após avaliação médica, retornando para a casa onde vivia há mais de três décadas.

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A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) blindou o caso sob sigilo, limitando-se a informar que a natureza da ocorrência exige preservação de detalhes. Até a manhã desta sexta, o Instituto Médico Legal (IML) não havia liberado a causa oficial da morte, que depende de exames necroscópicos e toxicológicos complementares.

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Um luto reticente

A reação do clã Carvalho, pulverizado entre o Brasil e os Estados Unidos, foi contida. Davi de Carvalho, irmão de Heloísa, quebrou o silêncio nas redes sociais apenas para pedir orações, sem esconder as cicatrizes das desavenças passadas.

“Pode parecer meio contraditório, considerando todas as desavenças que haviam entre ela, os irmãos e os pais, mas eu gostaria de pedir a vocês que, quem puder, faça uma oração por sua alma”, escreveu Davi. Ele foi categórico ao encerrar o assunto: “A situação toda é muito triste e vocês não me verão tratar disso em público”.

A “ovelha negra” do olavismo

Heloísa não era apenas uma dissidente; era a antítese pública do pai. Filiou-se ao PT em 2021 — vacinando-se contra a Covid-19 em um gesto político oposto ao negacionismo pregado por Olavo — e posteriormente migrou para a órbita do PSOL. Em suas redes, definia-se como “combatente do bolsonarismo”.

A ruptura se materializou em literatura. No livro Meu pai, o guru do presidente, escrito com Henry Bugalho, ela expôs a intimidade “errática” da família, acusando o pai de abandono afetivo e intelectual.

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Essa postura cobrou um preço alto. No testamento redigido na Virgínia (EUA), Olavo excluiu Heloísa explicitamente da partilha de bens e direitos autorais. Enquanto a viúva Roxane e os outros sete irmãos dividiam o espólio, Heloísa recorreu à Justiça brasileira, argumentando que a lei nacional — que protege herdeiros necessários — deveria reger os bens situados no país. Ela prometia, caso vencesse, doar sua parte a Caetano Veloso, antigo alvo de ataques do pai.

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Agora, o processo de inventário perde sua principal litigante, mas a história de Heloísa permanece como um retrato cru de um Brasil dividido, onde nem o sangue conseguiu transpor as trincheiras da política.

 

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VÁRZEA GRANDE

Várzea Grande intensifica patrolamento nos bairros Ouro Verde, Paiaguás, Canelas e na comunidade rural Sadia I

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Viação e Obras, realiza nesta quinta-feira (23.07) serviços de patrolamento nos bairros Ouro Verde, Paiaguás, Canelas e na comunidade rural Sadia I.

De acordo com a Secretaria, a ação faz parte do cronograma permanente de manutenção viária, executado em diversos bairros e regiões do município, com foco na melhoria da infraestrutura urbana, na segurança no trânsito e na qualidade de vida da população.

“Estamos realizando o patrolamento em toda a localidade, com atenção especial às vias principais, para proporcionar mais segurança e melhores condições de tráfego à população”, destaca o subsecretário de Viação e Obras, Juliano Machado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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