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Violência doméstica

Filha salva mãe de estrangulamento e PM acaba preso em flagrante

Cabo da PM reformado é preso em Cuiabá após enforcar a esposa e agredir a filha de 17 anos que tentou defendê-la. O agressor buscou uma arma de fogo durante a briga, mas foi desarmado pela vítima.

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PM preso violência doméstica Cuiabá
Policial reformado foi detido após tentar agredir esposa e filha em residência no bairro São Francisco.Foto: Arquivo - Rogério Florentino

Policial de 65 anos tentou pegar arma de fogo durante a briga, mas foi desarmado pela vítima; defesa alega “desinteligência familiar” e pede liberdade.

A madrugada desta quinta-feira (8) foi marcada por momentos de terror em um condomínio fechado no bairro São Francisco, em Cuiabá. Um policial militar reformado, identificado pelas iniciais J.J.S., de 65 anos, foi preso em flagrante. Ele é acusado de espancar a esposa, C.G.S., de 49 anos, e agredir a própria filha, uma adolescente de 17 anos, que tentou impedir o feminicídio. O caso expõe, mais uma vez, a gravidade da violência doméstica envolvendo agentes de segurança que possuem acesso facilitado a armas.

A ocorrência começou por volta da 00h20. Segundo o boletim de ocorrência, a motivação inicial seria uma discussão sobre separação e partilha de bens. Contudo, o que era um debate verbal escalou rapidamente para a brutalidade física.

A dinâmica do terror

O relato da filha do casal, S.D.F.S., à equipe psicossocial da Polícia Civil é arrepiante. A jovem estava no quarto quando ouviu os gritos da mãe. Ao chegar à suíte do casal, deparou-se com o pai sobre a mãe, enforcando-a na cama.

Em um ato de desespero e coragem, a adolescente interveio. “Eu entrei na frente dele para tentar segurar ele. Eu pedi pra ele não machucar ela, que os pais dele não ensinaram a machucar uma mulher”, relatou a jovem em depoimento. A resposta do agressor foi a violência: ele também agrediu a filha, deixando marcas em seus braços.

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A situação quase evoluiu para uma tragédia irreversível. O acusado, segundo as vítimas, correu para buscar sua arma, um revólver calibre .38.

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A corrida pela vida

A esposa, C.G.S., aproveitou o momento em que foi derrubada ao chão para antecipar-se ao agressor. Ela conseguiu pegar a arma, que estava em uma gaveta, antes dele. Em seguida, correu para o quarto da filha e trancou a porta.

Lá dentro, mãe e filha, juntamente com duas sobrinhas (uma criança de 8 e uma adolescente de 14 anos), viveram minutos de pânico. Do lado de fora, o policial reformado tentava arrombar a porta, gritando e exigindo o revólver. As netas do casal, em fuga, pularam a janela do quarto para pedir socorro aos vizinhos e familiares.

Prisão e negação

A Polícia Militar foi acionada, mas J.J.S. havia fugido do local em seu carro. No entanto, investigadores da Polícia Civil, em diligências contínuas, descobriram que ele havia retornado ao condomínio pouco tempo depois. Ele foi interceptado e preso na saída da residência.

No interrogatório, o acusado negou as agressões. De forma fria, inverteu a narrativa. “Alega que [a esposa] é quem foi para cima do mesmo e o arranhou”, consta no termo de interrogatório. Sobre a arma, ele afirmou que não tentou pegá-la para matar, mas que apenas viu a esposa correndo com o objeto.

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A autoridade policial, contudo, não se convenceu. O delegado João Henrique de Brito Santos ratificou a prisão em flagrante e negou a fiança. No despacho, a autoridade foi enfática sobre o risco de soltar o agressor imediatamente: “A concessão de fiança… pode perpetuar o ciclo de violência doméstica, muitas vezes até o agravando”.

O arsenal e a defesa

Com o acusado, a polícia apreendeu o revólver Taurus calibre .38 e cinco munições intactas. O documento de porte de arma, válido até 2031, confirma sua condição de Cabo da PM na reserva remunerada. Atualmente, ele presta serviços no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

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A defesa do policial, já atuante no caso, protocolou um pedido de liberdade provisória. O advogado argumenta que o episódio foi um “infeliz episódio de desinteligência familiar”, cujos desdobramentos não passaram de vias de fato. A defesa sugere, como medida cautelar, que o agressor passe a morar na casa de um irmão, afastando-se do lar conjugal.

O ciclo da violência

O caso de J.J.S. não é isolado. A vítima relatou que sofre violência patrimonial e psicológica há tempos. “A vítima Cleunice ainda relata que há tempos vem sofrendo [violência] patrimonial e psicológica”, destaca o relatório policial. A escalada para o enforcamento e a busca pela arma demonstram como o ciclo da violência, se não interrompido, tende a evoluir para o feminicídio.

Agora, o policial reformado aguarda a audiência de custódia. Ele responderá pelos crimes de lesão corporal qualificada (violência doméstica), ameaça e injúria real. As vítimas solicitaram medidas protetivas de urgência e o uso do “Botão do Pânico”.

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CUIABÁ

Vereadora reafirma posicionamento à favor da vida

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Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar 
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (23), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) fez um pronunciamento marcado por convicção, emoção e clareza de princípios ao reafirmar seu posicionamento contrário ao aborto.
Em sua fala, a parlamentar destacou que sua atuação no Legislativo é guiada por valores inegociáveis e pela defesa da vida desde a sua concepção.
“Eu não abro mão daquilo em que acredito. Minha voz é pela vida”, afirmou ao se posicionar de forma firme diante do tema debatido em plenário.
Michelly ressaltou que entende a sensibilidade do assunto, mas reforçou que seu compromisso é com aquilo que acredita ser o correto.
“Estamos aqui para representar a população, mas também para ter coragem de defender princípios, mesmo quando são temas difíceis”, pontuou.
A vereadora também trouxe à tona sua fé e seus valores como base de suas decisões, destacando que sua postura reflete não apenas uma posição política, mas um propósito de vida. “Defender a vida é, para mim, uma missão”, declarou.
Ao final, Michelly reafirmou que seguirá conduzindo seu mandato com coerência, responsabilidade e firmeza, especialmente em pautas que envolvem valores fundamentais da sociedade.
ENTENDA
O posicionamento ocorreu após a assinatura de uma moção de repúdio, assinada por vereadores e encaminhada ao Senado Federal, contra a nomeação de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
Registros apontam que, como chefe da Advocacia-Geral da União, ele representou o governo em ações no Supremo Tribunal Federal e defendeu posições jurídicas ligadas a direitos fundamentais e políticas públicas, incluindo casos que envolvem direitos reprodutivos.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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