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Violência Doméstica

A armadilha do retorno e a justificativa do "amor excessivo"

Sargento da Marinha R.C.F. foi preso após agredir a esposa A.C.H.T.F. com um pedaço de madeira. Ele alegou que “perdeu o controle” por amor. A vítima foi atraída de SP com uma mentira.

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Sargento da Marinha agride esposa madeira
Ocorrência foi atendida no bairro Jardim Presidente 2; militar foi levado ao plantão da mulher. Imagem ilustrativa.

R.C.F., solto com tornozeleira na audiência de custódia, alegou que “perdeu o controle” para se defender e culpou suposto namorado da vítima pela destruição da casa

A madrugada de 2 de janeiro de 2026, no bairro Jardim Presidente 2, em Cuiabá, foi palco de um episódio brutal de violência doméstica. R.C.F., 37 anos, 2º Sargento da Marinha do Brasil, acabou preso em flagrante após torturar psicologicamente e agredir fisicamente sua esposa, A.C.H.T.F., de 38 anos. A violência incluiu socos, mordidas e golpes com um pedaço de madeira.

O caso expõe a anatomia de uma armadilha emocional. O casal, junto há 15 anos, estava separado de corpos havia seis meses. A vítima já residia em São Paulo e tentava reconstruir a vida. No entanto, o militar usou a saúde da filha como isca. Ele alegou que a criança estava doente. A mãe, preocupada, retornou a Mato Grosso em 17 de dezembro. Ao chegar, encontrou o cenário preparado para o cárcere e a agressão.

O ciclo de terror e a “armadilha”

A tensão explodiu na data programada para a partida da vítima. R.C.F., segundo os autos, escondeu os documentos pessoais da esposa e da filha. O objetivo era claro: impedir o embarque de volta para São Paulo. Em depoimento à Polícia Civil, A.C.H.T.F. relatou o histórico de abuso. “Sempre sofri violência psicológica por parte do suspeito, porém nunca o denunciei”, declarou ela. A vítima afirmou ainda que era dependente financeira e que, no passado, “o suspeito a fez perder o trabalho”.

O militar iniciou uma sessão de injúrias. Ele a chamou de “puta, vadia, biscate”. A Polícia Militar foi acionada uma primeira vez, mas saiu do local após conversar com o sargento. O terror recomeçou imediatamente após a viatura dobrar a esquina. R.C.F. partiu para o ataque direto. Ele desferiu socos e chutes, puxou o cabelo da mulher e a arrastou pelo chão.

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Em um momento de fúria, o sargento armou-se com um pedaço de madeira. Ele golpeou a cabeça da vítima. Além disso, destruiu móveis da casa, incluindo a televisão e a geladeira. Com requintes de crueldade psicológica, ele filmou os destroços e enviou o vídeo ao atual namorado da vítima. No áudio da gravação, o militar dispara: “Está vendo? Toda esta destruição foi você que quebrou”.

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A defesa do agressor: “Amar demais”

Interrogado pelo delegado Marcos Cezar Farias Lyra, R.C.F. negou a autoria das agressões. Ele construiu uma narrativa de vitimização, invertendo os papéis. O sargento alegou que a esposa mantém um relacionamento extraconjugal e apontou esse terceiro como o culpado. “Esse rapaz foi o pivô de toda a confusão”, disse ele no interrogatório.

O militar sustentou que foi atacado primeiro. Segundo sua versão, a esposa teria usado o pedaço de madeira porque ele recusou entregar a certidão de nascimento da filha. Ele admitiu a violência, mas justificou o ato. Disse que “perdeu o controle, mas no sentido de se defender das agressões”.

Para desqualificar a vítima, R.C.F. recorreu a diagnósticos psiquiátricos não comprovados nos autos naquele momento. Ele afirmou que a esposa possui transtorno de personalidade Borderline. Em tom dramático, o sargento finalizou seu depoimento alegando que “tudo que fez foi amar demais a esposa e sofrer traição”.

Liberdade vigiada

A Polícia Militar retornou ao local às 00h45 e prendeu o sargento. Ele apresentava escoriações que, segundo os policiais, decorreram da luta corporal com a vítima que tentava sobreviver. O delegado ratificou o flagrante por lesão corporal qualificada, injúria e dano, negando fiança.

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O caso seguiu para o Judiciário. Na audiência de custódia, realizada na tarde do mesmo dia, a juíza Alethea Assunção Santos homologou o flagrante. No entanto, a magistrada concedeu liberdade provisória ao sargento. A decisão impôs medidas cautelares rigorosas. R.C.F. deverá usar tornozeleira eletrônica por 90 dias e está proibido de se aproximar da vítima.

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“Não se revela necessária, nem proporcional, a manutenção da custódia cautelar.”. “Não há, ainda, qualquer elemento que indique que, em liberdade, o autuado pretenda se furtar à aplicação da lei penal, tampouco que possa interferir na colheita da prova.”. “As circunstâncias em que os fatos se deram, embora reprováveis, não extrapolam a gravidade inerente aos tipos penais imputados, inexistindo indicativos de periculosidade social concreta…”, disse a juíza.

“O autuado informou ser portador de depressão, relatando uso de medicamentos e internação recente… além de demonstrar abalos emocionais decorrentes da situação conjugal enfrentada… Tal contexto recomenda cautela redobrada, não se mostrando prudente, neste momento inicial, sua submissão ao sistema prisional.”, escreveu a magistrada.

A vítima, em seu depoimento final, foi enfática sobre o medo que sente. Ela solicitou botão do pânico e “teme pela sua segurança e de seus filhos”. O Conselho Tutelar foi acionado para averiguar a situação das crianças, testemunhas oculares de um lar destruído pelo que a defesa chamou de “amor demais”.

 

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VÁRZEA GRANDE

CMEI Édson Reveles Pereira recebe reparos após princípio de incêndio e mantém atendimento às crianças

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O CMEI Professor Édson Reveles Pereira, em Várzea Grande, passou por uma série de reparos após um princípio de incêndio registrado na última terça-feira (1º). O incidente, provocado por um curto-circuito no aparelho de ar-condicionado de uma das salas, ocasionou danos pontuais na estrutura da unidade e levou ao isolamento do espaço afetado para garantir a segurança de alunos e profissionais.

Apesar do ocorrido, o funcionamento do CMEI não foi prejudicado. As atividades seguiram normalmente, e as crianças continuaram sendo atendidas pela equipe da unidade.

Os serviços de recuperação foram concluídos nesta quinta-feira (3), incluindo a substituição do trecho do telhado danificado pelas chamas, a instalação de um novo aparelho de ar-condicionado e a pintura da área afetada pelo princípio de incêndio.

De acordo com a responsável pelo setor de Obras, Aliestt Rodrigues, a equipe atuou de forma rápida para que os reparos fossem realizados com segurança e sem comprometer a rotina das crianças.

“Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, nossa equipe esteve no local para avaliar os danos e definir as medidas necessárias. O espaço foi isolado e os reparos foram realizados de forma ágil, garantindo que tudo pudesse ser recuperado com segurança. Nosso objetivo é assegurar que as unidades estejam sempre em boas condições para receber nossas crianças e profissionais”, destacou.

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A intervenção faz parte do trabalho de manutenção e acompanhamento da estrutura física das unidades da Rede Municipal de Ensino, com atenção especial às situações que possam oferecer qualquer risco à comunidade escolar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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