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Nova regra exige visto para turistas dos EUA, Canadá e Austrália

Brasil volta a exigir visto para turistas dos EUA, Canadá e Austrália a partir de hoje

A partir de 10 de abril de 2025, Brasil exige visto para turistas dos EUA, Canadá e Austrália, com taxa de US$ 80,90 e processo online.

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Brasil exige visto para turistas dos EUA
Turistas dos EUA, Canadá e Austrália agora precisam de visto para entrar no Brasil.

A partir desta quinta-feira, 10 de abril de 2025, os turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália precisarão de visto para entrar no Brasil. A nova regra, anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023, põe fim a uma isenção que existia desde o governo de Jair Bolsonaro (PL). Com isso, o Brasil retoma a exigência de visto para visitantes desses três países, uma medida que já estava prevista, mas foi adiada algumas vezes antes de entrar em vigor.

Por que o Brasil tomou essa decisão?

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a mudança segue o princípio da reciprocidade. Isso significa que, como os brasileiros precisam de visto para entrar nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, o Brasil também passará a exigir o mesmo desses cidadãos. “O Brasil não concede isenção unilateral de vistos de visita”, explicou o MRE. A ideia é equilibrar as relações diplomáticas, já que esses países não oferecem entrada livre para brasileiros.

A exigência deveria ter começado em 1º de outubro de 2023, mas foi adiada três vezes: primeiro para 10 de janeiro de 2024, depois para 10 de abril de 2024 e, finalmente, para 10 de abril de 2025, data em que a regra entra oficialmente em vigor.

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Oposição no Congresso

Nem todo mundo concorda com a nova medida. No dia 19 de março, o Senado aprovou um Projeto de Decreto Legislativo que tenta derrubar a exigência de visto, mas o texto ainda precisa ser votado na Câmara dos Deputados para ter validade. Durante a votação no Senado, o governo não fez grande esforço para impedir o avanço do projeto. Apenas os líderes governistas Randolfe Rodrigues (PT-AP), no Congresso, e Jaques Wagner (PT-BA), no Senado, se posicionaram contra. Para os aliados do governo, o valor do visto é baixo e não deve afastar os turistas.

Como tirar o visto para entrar no Brasil?

O processo para obter o visto é bem simples e pode ser feito totalmente online, por meio de um sistema eletrônico que está funcionando desde 2023. O custo é de US$ 80,90, o que equivale a cerca de R$ 488,64. Confira o passo a passo:

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  1. Acesse o site da VFS Global e crie um cadastro.
  2. Preencha o formulário disponível na plataforma.
  3. Envie uma cópia digital do seu passaporte e uma foto recente.
  4. Pague a taxa de US$ 80,90.
  5. Aguarde um e-mail com o status do pedido: aprovado, recusado ou com pedido de documentos extras.
  6. Se aprovado, você receberá o eVisa em formato PDF por e-mail.
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Não é necessário apresentar passagem aérea, comprovante de renda ou fazer entrevista. Para menores de idade, é preciso incluir uma cópia da certidão de nascimento e uma autorização dos responsáveis legais, com firma reconhecida em cartório.

O que esperar dessa mudança?

A exigência de visto pode trazer mais equilíbrio nas relações entre o Brasil e os três países, mas também levanta debates sobre o impacto no turismo. Enquanto o governo acredita que a medida não vai afastar visitantes, o Congresso ainda discute se a isenção de vistos não seria mais vantajosa para atrair turistas. Por enquanto, quem planeja viajar ao Brasil vindo dos EUA, Canadá ou Austrália já deve se preparar para incluir o visto no planejamento da viagem.

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Eclipse com “lua de sangue” poderá ser visto em Mato Grosso

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O céu de agosto reserva dois eclipses, e apenas um deles interessa a quem vai olhar para cima em Mato Grosso. O eclipse solar total do dia 12 fica restrito ao hemisfério norte, sem qualquer visibilidade no Brasil. Já o eclipse lunar da virada de 27 para 28 de agosto será observável de todo o território nacional, a olho nu, sem equipamento e sem precisar sair da cidade.

Em Cuiabá e nas demais cidades do estado, a fase interessante começa às 22h33 do dia 27, quando a sombra da Terra passa a avançar visivelmente sobre o disco lunar. O ponto máximo ocorre às 0h12 do dia 28, já na madrugada de sexta-feira. Os horários seguem o fuso de Mato Grosso, uma hora atrás de Brasília, onde o mesmo instante marca 23h33 e 1h12. A fase parcial se estende por cerca de três horas e 18 minutos.

Tecnicamente, o fenômeno é um eclipse parcial. Na prática, chega perto do limite. Os cálculos da Nasa apontam magnitude umbral de 0,930, o que significa que 93% do diâmetro da Lua entrará na umbra, a parte central e mais escura da sombra terrestre. A porção encoberta não desaparece: ganha um tom avermelhado, resultado da luz solar que atravessa a atmosfera da Terra e é desviada para a superfície lunar.

“Este eclipse será apenas parcial, mas será quase total, já que 93% da Lua vai entrar na sombra escura da Terra”, afirmou a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, em entrevista divulgada pela instituição.

A posição da Lua no céu favorece o observador brasileiro. No momento de maior cobertura, o satélite estará alto, o que dispensa a busca por mirantes, morros ou horizontes abertos. Um quintal, uma varanda ou uma rua com pouca iluminação artificial bastam. A duração longa também dá margem a nuvens passageiras sem que a observação se perca.

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Por que a Lua fica vermelha

Dentro da umbra, a Lua não fica no escuro absoluto. Ela continua recebendo luz do Sol, só que filtrada pela atmosfera da Terra. O ar espalha os tons azuis e deixa passar os avermelhados — o mesmo processo que tinge o céu no fim da tarde. Essa luz vermelha é desviada pela borda da atmosfera terrestre e vai parar na superfície lunar, o que dá ao disco eclipsado a cor de cobre.

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A intensidade do tom varia. Quanto mais poeira, fumaça e nuvem houver na atmosfera no momento do eclipse, mais escura fica a Lua. Em anos de grandes erupções vulcânicas, o disco chega a quase sumir da vista.

O eclipse lunar só acontece na Lua cheia, quando Sol, Terra e Lua se alinham nessa ordem. Como a órbita lunar é inclinada cerca de cinco graus em relação ao plano da órbita terrestre, o alinhamento perfeito não se repete todo mês — daí a raridade relativa do fenômeno.

A sombra projetada pela Terra tem duas camadas. A penumbra é uma sombra branda, que escurece a Lua de forma quase imperceptível. A umbra é a região central, onde a luz solar direta fica bloqueada. O eclipse penumbral costuma passar despercebido; o parcial e o total acontecem quando a Lua penetra a umbra.

Segundo o Observatório Nacional, este será o último eclipse lunar de grande magnitude visível de todo o país até o fim da década. Os previstos para 2027 são penumbrais. Em 2028, os dois parciais terão coberturas bem menores, inferiores a 3% e a 33%.

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O eclipse do Sol, e por que ele não chega aqui

O fenômeno do dia 12 é de outra natureza. Nele, a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol e projeta uma sombra estreita sobre a superfície do planeta. Só quem está dentro dessa faixa vê o Sol completamente encoberto.

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A trajetória começa no extremo norte da Sibéria, na Rússia, cruza o Oceano Ártico, passa pela Groenlândia e pela Islândia e atinge a Europa continental no fim da tarde. Na Espanha, a faixa de totalidade se estende da costa norte — com Oviedo, A Coruña e Bilbao — até as Ilhas Baleares, e uma pequena área de Portugal também é alcançada. No ponto de maior eclipse, em águas internacionais, a totalidade dura pouco mais de dois minutos.

Fora dessa faixa, o Sol aparece apenas parcialmente coberto. É o caso da França, de boa parte da Europa, do norte da África e de trechos da América do Norte. O Brasil fica fora de qualquer uma das duas condições.

O eclipse solar total resulta de uma coincidência geométrica. O Sol tem diâmetro cerca de 400 vezes maior que o da Lua, mas está aproximadamente 400 vezes mais distante. Os dois discos, vistos da Terra, acabam com tamanho aparente semelhante.

Proteção só é exigida no eclipse solar

A diferença de segurança entre os dois fenômenos é absoluta. O eclipse lunar não oferece risco algum: pode ser acompanhado a olho nu, com binóculo ou telescópio, do começo ao fim.

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Já o eclipse solar exige filtro certificado pela norma ISO 12312-2 ou máscara de solda com vidro número 14. Óculos escuros comuns, chapas de raio X, filmes fotográficos, vidros escurecidos e telas de celular não protegem a retina. A exposição direta sem filtro adequado pode causar lesão permanente na visão.

Quem quiser acompanhar o eclipse solar de longe encontra transmissões ao vivo. A Agência Espacial Europeia exibe o fenômeno em seu canal no YouTube, e o Observatório Nacional também transmite os dois eventos gratuitamente pela mesma plataforma.

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