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Fim de suporte

WhatsApp para de funcionar em alguns celulares a partir de 8 de setembro;veja se o seu esta na lista

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whatsapp para de funcionar

Requisito mínimo sobe para o Android 6.0, e iPhones têm prazo próprio, em 30 de novembro

O WhatsApp deixa de funcionar em celulares com Android 5.0 e 5.1 a partir de 8 de setembro de 2026, quando o requisito mínimo do aplicativo passa a ser o Android 6.0. A regra vale igualmente para o WhatsApp Business, que divide a mesma base de código com o aplicativo comum. Quem usa iPhone tem outro prazo: 30 de novembro, data em que o piso sobe para o iOS 15.5.

A Meta registrou o novo requisito na Central de Ajuda do aplicativo e começou a exibir aviso dentro do próprio WhatsApp para donos de aparelhos fora da regra. O Android 5.0, batizado de Lollipop, chegou ao mercado em 2014 e não recebe correção de segurança do Google há anos. A versão 6.0, que passa a ser o piso, é de 2015.

O corte não olha para o modelo do celular. Olha para a versão do sistema instalada nele. Um aparelho comprado em 2014 que recebeu atualização oficial até o Android 6 continua funcionando depois de setembro. Outro, mais recente, que travou no 5.1 porque o fabricante encerrou o suporte, para de vez.

Isso enfraquece boa parte das listas de modelos condenados que circulam em grupos e sites desde abril. A empresa informa a versão mínima do sistema, não uma relação de aparelhos, e as listas nascem de cruzamentos feitos por terceiros. O Galaxy S5 e o Moto G de segunda geração aparecem em várias delas, apesar de terem recebido atualização oficial para o Android 6 em variantes vendidas no Brasil, entre 2016 e 2017.

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Como checar

No Android, o caminho é Configurações, depois Sobre o telefone e Informações do software. No iPhone, Ajustes, Geral e Sobre. Quem encontrar 5.0 ou 5.1 tem até 8 de setembro para procurar atualização de sistema em Configurações, Atualização de software. Não havendo versão nova disponível, a troca de aparelho é o único caminho.

Antes de trocar, vale salvar o histórico. O backup fica em Configurações, Conversas, Backup de conversas, com destino no Google Drive nos aparelhos Android e no iCloud nos iPhones. Sem isso, mensagens, fotos e áudios ficam presos no aparelho antigo.

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iPhone tem prazo próprio, em novembro, e por outro motivo

O prazo do lado da Apple é outro, e o efeito é bem menor. A partir de 30 de novembro, o mensageiro exige iOS 15.5 ou iPadOS 15.5, acima do piso atual de 15.1. Estão na faixa de risco o iPhone 6s, o 6s Plus, o SE de primeira geração, o 7 e o 7 Plus, além do iPad Air 2 e do iPad mini 4.

Nenhum deles perde o aplicativo. Todos alcançam o iOS 15.8.8, bem acima do exigido, e o problema se resolve em Ajustes, Geral, Atualização de Software. A diferença entre as duas datas está no tipo de corte. No Android, uma geração inteira de celulares sem caminho de atualização perde o aplicativo. No iOS, quem atualiza continua.

Quantos aparelhos isso alcança no Brasil

Os dados de uso ajudam a dimensionar o alcance da mudança. Medição do StatCounter Global Stats para julho de 2026 lista as seis versões de Android mais usadas em celulares no país. Aparecem a 16.0, com 24,9% de participação, a 15.0, com 21,99%, e a 13.0, com 15,16%. Vêm depois a 14.0, com 14,02%, a 12.0, com 7,53%, e a 11.0, com 6,07%. Nenhuma versão do Lollipop entra na lista. Todo o resto, do Android 5 ao 10, divide os 10,33% que sobram.

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Mesmo uma fatia pequena, porém, representa muita gente num país onde o aplicativo virou infraestrutura de comunicação. Pesquisa da Opinion Box de 2025, feita com 1.126 usuários adultos, mostrou que 97% acessam o WhatsApp pelo menos uma vez por dia e 61% abrem o aplicativo várias vezes ao longo do dia.

A concentração maior está em quem tem menos condição de trocar de aparelho. Celular parado no Android 5 costuma ser o de entrada, comprado por volta de 2015, mantido em uso por falta de dinheiro para substituir. Aparelhos dessa geração seguem comuns na Índia, no Brasil, no Paquistão e em partes do Sudeste Asiático e da África.

O golpe que vem junto

O golpe da falsa atualização já circula no país, e o prazo anunciado dá a ele um gancho novo. O modelo já em circulação é a mensagem que avisa sobre bloqueio iminente da conta e oferece link para uma atualização de emergência. O link leva a páginas que imitam a Google Play ou a App Store e instalam arquivo APK fora da loja oficial.

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A regra de segurança é simples. O WhatsApp não manda mensagem privada pedindo atualização, e atualização legítima só sai da Google Play e da App Store. Quem instala APK de terceiro para tentar burlar o requisito mínimo entrega o aparelho, e junto com ele o acesso ao aplicativo bancário e à lista de contatos.

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O corte pesa também sobre o comércio. Entra na conta o aparelho antigo que muita loja pequena mantém dedicado só ao atendimento, com o número divulgado na fachada e no perfil da rede social. Esse celular de balcão, que ninguém troca porque cumpre uma única função, é justamente o candidato a ter ficado no Android 5.

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Perder o número de atendimento às vésperas do Natal é prejuízo comercial antes de ser problema técnico. A migração exige backup, aparelho compatível e restauração da conta, procedimento que leva tempo e costuma ser adiado até o dia em que o aplicativo não abre mais.

As duas datas anunciadas até o fechamento da matéria são 8 de setembro, para o Android, e 30 de novembro, para iPhone e iPad. A revisão dos sistemas compatíveis é feita uma vez por ano pela empresa, o que coloca o próximo corte na agenda de 2027.

 

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Janja pede bloqueio de rede social, Nikolas critica, AGU anuncia ação para tirar a plataforma do ar

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Apelo da primeira-dama foi feito durante a sanção de lei que endurece penas para crimes sexuais digitais contra crianças; até o fechamento da matéria, não havia ordem judicial de suspensão

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, defendeu nesta quinta-feira (6) que o Discord seja retirado do ar no Brasil. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de sanção do projeto de lei 3066/2025, que endurece a punição de crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados no ambiente digital.

“A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, afirmou. Em seguida, cobrou uma via jurídica para viabilizar a medida: “A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a proposta nas redes sociais, ironizando o que classificou como preferência do governo por banir redes sociais em vez de resolver problemas como o uso de celulares em presídios.

O pedido tem origem na morte de uma adolescente de 13 anos em Naviraí, no interior de Mato Grosso do Sul, no dia 22 de julho. O caso deu nome à Operação Lívia, apresentada na terça-feira (4) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e conduzida pela Polícia Civil sul-mato-grossense, com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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Logo depois da fala da primeira-dama, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que acionaria a Justiça. Disse que pediria ao Ministério da Justiça o envio formal das informações reunidas na operação para embasar uma ação civil pública contra a plataforma, “pedindo a imediata responsabilização e a retirada de sua utilização pela sociedade brasileira”. Segundo o ministro, a empresa não demonstra compromisso com a legislação brasileira nem adota mecanismos suficientes de proteção a crianças e adolescentes.

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O anúncio não equivale a um pedido de bloqueio já formulado. Depois de protocolada a ação, caberá ao Judiciário decidir se responsabiliza a empresa e se determina a suspensão do serviço no país. Nenhuma ordem de bloqueio havia sido determinada até o fechamento desta matéria.

A operação

A investigação identificou uma organização de atuação nacional que localizava adolescentes em situação de vulnerabilidade emocional em plataformas digitais, estabelecia vínculos de confiança e passava a exercer controle psicológico progressivo sobre as vítimas. O grupo é apontado como responsável por submetê-las a desafios extremos, violência contra animais e automutilação.

Foram alvos cinco adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e um homem de 18. Os mandados foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, Ceará, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. Os adolescentes foram apreendidos.

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O Ministério da Justiça sustenta que o Discord descumpriu o ECA Digital ao não interromper a transmissão ao vivo, não remover o conteúdo de imediato e não comunicar as autoridades. A pasta anunciou que pedirá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, órgão encarregado de aplicar a norma, a abertura de investigação contra o Discord e o Telegram.

A lei sancionada

O texto assinado por Lula amplia as penas para produção, reprodução, venda, armazenamento e adulteração de conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive quando produzido com uso de inteligência artificial ou deepfake. Parte dessas condutas passa ao rol dos crimes hediondos.

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O presidente afirmou na cerimônia que a liberdade de expressão “tem limite” e não pode ser confundida com violência.

Precedentes

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A discussão reabre o debate sobre proporcionalidade na suspensão de plataformas inteiras, que o país já enfrentou com o bloqueio do Telegram, em 2022, e o do X, em 2024. Em maio de 2025, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) acionou o Ministério Público Federal para pedir a suspensão do Discord, então motivado pelo uso da plataforma para a prática de crimes virtuais. A plataforma segue operando no país.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento emocional ou pensando em tirar a própria vida, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188. O atendimento também é feito por chat e e-mail no site cvv.org.br, com sigilo garantido.

Em situação de emergência, ligue para o SAMU (192) ou vá à unidade de pronto-atendimento mais próxima. O acompanhamento continuado em saúde mental é oferecido pelo SUS nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nas unidades básicas de saúde do município.

 

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