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Mobilidade

Entenda o novo “Move Aplicativos” para taxistas e motoristas de app

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Medida Provisória estabelece prazo de até 72 meses e exige critérios de sustentabilidade; linha inclui condições diferenciadas para mulheres

O governo federal liberou R$ 30 bilhões para financiar a compra de veículos novos por motoristas de aplicativos e taxistas, por meio da Medida Provisória nº 1.359.

A iniciativa, batizada de Move Aplicativos e vinculada ao programa Move Brasil, atua com taxas de juros inferiores às de mercado para renovar a frota de transporte privado remunerado. A medida impõe critérios de sustentabilidade, exigindo modelos elétricos, híbridos, flex ou movidos a etanol, e define o teto de R$ 150 mil por automóvel financiado.

O acesso ao crédito depende do cumprimento de parâmetros de tempo de serviço, regularidade fiscal e adequação ambiental do veículo, com foco em profissionais que utilizam o automóvel como principal ferramenta de trabalho diária.

Regras de acesso e limites do financiamento veicular

Os recursos da União disponibilizados nesta terça-feira (19), por meio de publicação no Diário Oficial da União, garantem o suporte financeiro do programa. O Conselho Monetário Nacional (CMN) define as condições finais das operações, como a estipulação exata das taxas de juros aplicadas, a fixação de períodos de carência e a regulação dos prazos.

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O modelo estruturado permite o parcelamento em até 72 meses. Cada beneficiário tem a permissão de contratar o financiamento para apenas um único veículo. A regra se estende às cooperativas de táxi, que operam com o limite de um automóvel por cooperado registrado.

O texto da Medida Provisória estabelece uma janela temporal estrita para a execução da linha de crédito. Os financiamentos precisam ser contratados no prazo máximo de 120 dias, contados a partir da data de publicação do documento no Diário Oficial.

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Critérios ambientais e incentivos para mulheres

A sustentabilidade ambiental atua como filtro de elegibilidade para os veículos financiados com os R$ 30 bilhões do programa. Os profissionais não podem adquirir modelos movidos exclusivamente a gasolina convencional ou diesel. O escopo restringe-se a automóveis de matriz energética mais limpa ou de transição, englobando carros flex, híbridos, puramente elétricos ou veículos movidos exclusivamente a etanol.

O desenho da política pública insere recortes sociais nas concessões financeiras. A Medida Provisória determina a aplicação de condições diferenciadas para mulheres motoristas e taxistas. Esse grupo tem acesso a taxas de juros menores e prazos mais favoráveis na negociação com os bancos. O programa autoriza também a inclusão de itens de segurança veicular no escopo do valor financiado.

Exigências da Receita, validação digital e montadoras

O processo de habilitação ao crédito opera de forma digital por meio de uma plataforma eletrônica. O profissional interessado assina uma autorização para o compartilhamento de seus dados, permitindo a análise de perfil.

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Para os motoristas de aplicativo, a exigência base é a comprovação de atividade mínima. O trabalhador precisa manter um cadastro ativo na plataforma de corridas há pelo menos 12 meses, somado à comprovação de realização de viagens durante este período. As próprias plataformas de transporte digital executam a confirmação do cumprimento destes critérios.

No caso dos taxistas, a aprovação depende de regularidade cadastral e fiscal. O cruzamento das informações ocorre diretamente com as bases de dados da Receita Federal. O usuário recebe a resposta informando se atende aos requisitos e, em caso positivo, fica liberado para buscar a contratação junto às instituições financeiras habilitadas.

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços atua na ponta corporativa do programa. A pasta habilita previamente os veículos elegíveis de até R$ 150 mil e tem autorização para exigir contrapartidas das montadoras, o que inclui o estabelecimento de descontos mínimos praticados pela indústria para a participação na iniciativa.

Como é feita a validação dos dados

A aprovação do usuário no programa Move Aplicativos segue fluxos distintos a depender da categoria profissional. O processo, integralmente digital, exige autorização de compartilhamento de dados. Para motoristas de aplicativo, as empresas detentoras dos softwares de mobilidade auditam os registros internos e atestam se o parceiro possui os 12 meses exigidos de cadastro ativo e as corridas mínimas. Para os taxistas, o sistema conecta-se ao banco de dados da Receita Federal, que certifica a situação fiscal e cadastral do permissionário. Somente após essa validação dupla, o sinal verde é emitido para as instituições bancárias.

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Fiscalização apreende 26 quilos de pescado e armas em Cuiabá

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Ação da Sema e da Polícia Militar na região do distrito de Nossa Senhora da Guia também resulta na condução de suspeito à delegacia.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e a Polícia Militar apreenderam 26,2 quilos de peixes irregulares nesta terça-feira (19) em Cuiabá. O flagrante ocorreu em um estabelecimento na zona rural do distrito Nossa Senhora da Guia.

A operação evidencia a manutenção de práticas de pesca predatória nas margens do Rio Cuiabá, combinadas a outras infrações. A localização conjunta do pescado ilegal e de armamento de fogo no mesmo local indica a sobreposição de crimes ambientais e posse irregular de armas na região.

Espécies recolhidas e armamento

Os fiscais localizaram os 26,2 quilos de peixes armazenados em um freezer dentro do estabelecimento comercial. O órgão ambiental relata a presença de cinco espécies específicas entre o material apreendido: dourado, piraputanga, pintado, barbado e jurupensém.

Durante a inspeção do local, as equipes também encontraram armamento. O registro aponta a apreensão de duas espingardas e 26 munições, que estavam em posse do responsável pelo local.

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O suspeito detido no estabelecimento seguiu para a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema). Ele responde administrativamente e criminalmente por armazenamento de pescado ilegal e por posse irregular de arma de fogo, conforme o escopo da legislação ambiental e penal.

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Patrulhamento preventivo e ações anteriores

A apreensão integra a estratégia da Coordenação de Fiscalização da Sema voltada ao monitoramento contínuo da calha do rio. As equipes executam patrulhamento rotineiro e preventivo com foco direto em pousadas, pesqueiros e estabelecimentos comerciais fixados às margens do Rio Cuiabá.

O flagrante de terça-feira sucede uma ação similar deflagrada na semana anterior. Na segunda-feira (11), o órgão ambiental, operando com o apoio de policiais do 10º Batalhão da Polícia Militar, interceptou equipamentos de pesca predatória na região das Três Pedras, no distrito de Baús, também localizado no curso do Rio Cuiabá.

Nesta incursão do dia 11, os agentes recolheram redes e uma tarrafa. O acionamento das equipes ocorreu após o monitoramento de redes sociais, que registraram a circulação de um vídeo. As imagens exibiam uma embarcação carregada com diversos peixes capturados na região, o que motivou o deslocamento da força-tarefa para o distrito.

Canais de denúncia e tramitação

A estruturação da fiscalização depende do fluxo de informações sobre infrações. A Sema orienta que a pesca ilegal e outras tipificações de crimes ambientais cheguem à Ouvidoria Setorial do órgão.

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O contato com a ouvidoria ocorre por canais telefônicos, por meio dos números 3613-7398 e 98153-0255. O segundo número funciona também como canal de recepção de mensagens por WhatsApp. O órgão disponibiliza o endereço eletrônico [email protected] e o atendimento presencial nas unidades regionais da secretaria.

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Ocorrências de crime ambiental em andamento também acionam a competência da Polícia Militar. O registro pode ser feito diretamente pelo canal de emergência 190. Os trâmites cabíveis em relação ao material apreendido e ao suspeito conduzido nesta terça-feira seguem sob a jurisdição da Dema.

 

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