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Polícia desarticula grupo que clonava anúncios de veículos em Mato Grosso e Goiás

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Operação Interpositus PC MT

Operação Interpositus cumpre 16 mandados judiciais em Cuiabá e Várzea Grande contra associação criminosa acusada de estelionato na internet

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (19 de maio de 2026), a Operação Interpositus para o cumprimento de 16 mandados judiciais voltados a desarticular uma associação criminosa especializada em golpes eletrônicos. As ordens foram executadas nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, em suporte operacional à Polícia Civil do Estado de Goiás, focando em alvos investigados por fraudes financeiras na internet.

O avanço dos crimes patrimoniais praticados em ambientes digitais tem mobilizado forças policiais de diferentes unidades da Federação para reprimir esquemas interestaduais. A ação conjunta entre as instituições de Mato Grosso e Goiás buscou interromper a atuação de agenciadores que utilizavam plataformas digitais para lesar compradores de veículos, centralizando o cumprimento das medidas cautelares na região metropolitana de Cuiabá.

A ofensiva estratégica mobilizou equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que atuaram em parceria com o Grupo Especial de Investigações Computacionais (GEIC) de Trindade, subordinado à 16ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Goiás. De acordo com as informações oficiais do caso, a cooperação técnica e de campo permitiu a localização simultânea dos investigados nas duas maiores cidades mato-grossenses.

Investigação aponta prejuízo de R$ 130 mil em golpe do falso intermediário

A apuração que resultou na Operação Interpositus teve início no município de Trindade (GO), onde uma vítima foi lesada ao tentar adquirir um caminhão pela internet. Conforme os dados documentados pela polícia goiana e mato-grossense, o prejuízo financeiro direto suportado pelo comprador alcançou aproximadamente R$ 130 mil.

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Os criminosos utilizavam a tática do “falso intermediário” para controlar o fluxo de informações entre as duas pontas do negócio legítimo. O grupo clonou um anúncio verdadeiro de venda do veículo e o republicou com um valor inferior em uma plataforma digital diferente da original. A partir desse anúncio fraudulento, os estelionatários passaram a mediar as conversas com o comprador interessado e com o proprietário real do caminhão, impedindo que ambos soubessem da existência da interferência de terceiros na negociação.

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Sob o pretexto de finalizar as etapas burocráticas e concluir a venda do caminhão, os integrantes da associação criminosa induziram a vítima a efetuar sucessivas transferências bancárias. Os valores foram direcionados para contas correntes de terceiros indicadas pelos golpistas. A fraude entre as partes envolvidas só foi formalmente identificada no momento em que o comprador e o verdadeiro proprietário se encontraram para efetivar a transferência física e documental do veículo.

Justiça decreta oito prisões temporárias e oito buscas e apreensões

O conjunto de evidências e provas de autoria colhidas durante a fase de monitoramento e quebra de sigilos subsidiou os pedidos de medidas cautelares junto ao Poder Judiciário. Ao todo, os agentes cumpriram oito mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra os alvos identificados em Cuiabá e Várzea Grande, totalizando as 16 ordens determinadas.

Os suspeitos presos e os materiais apreendidos passam a passar por análises que integram o inquérito policial para apurar os crimes de associação criminosa e estelionato por meio eletrônico. A polícia avalia que a identificação dos titulares das contas bancárias que receberam as transferências de R$ 130 mil é um passo para rastrear o destino final do montante e verificar a ramificação do grupo em outros estados.

A articulação interestadual entre a Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá e a 16ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Goiás busca mapear se o mesmo anúncio clonado do caminhão foi utilizado para lesar outras vítimas em território nacional. Os mandados de busca visam recolher dispositivos eletroeletrônicos, como computadores e telefones celulares, utilizados na manutenção dos perfis falsos nas plataformas de vendas.

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Integração policial mira repressão a fraudes financeiras interestaduais

A deflagração da Operação Interpositus é apontada pelas corporações como uma demonstração do compromisso das Polícias Civis de Mato Grosso e de Goiás no combate a crimes patrimoniais cometidos por meios digitais. As autoridades destacam que as fraudes eletrônicas interestaduais demandam compartilhamento ágil de informações, uma vez que os criminosos operam de forma remota para atingir alvos localizados a centenas de quilômetros de distância das contas bancárias receptoras.

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Os desdobramentos da operação preveem o interrogatório dos oito detidos temporariamente e o processamento de todos os objetos arrecadados nas buscas em Cuiabá e Várzea Grande. O encerramento do inquérito e o envio das conclusões ao Ministério Público e ao Judiciário devem ocorrer nos prazos legais estabelecidos para investigações com réus presos. O material apurado pela Polícia Civil de Mato Grosso será compartilhado integralmente com o GEIC de Trindade para subsidiar a ação penal em Goiás.

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AGRONEGÓCIO

Milho safrinha entra em fase sensível sob chuva irregular em Mato Grosso

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Lavoura de milho safrinha em Mato Grosso durante período de chuva irregular e atenção agroclimática

Lavouras de segunda safra avançam para floração, enchimento de grãos e maturação; INMET prevê chuva esparsa no Centro-Oeste entre 18 e 25 de maio, enquanto Conab aponta que novas precipitações serão decisivas para confirmar produtividade

Mato Grosso entra na última metade de maio com a segunda safra de milho em uma fase decisiva. O Estado, principal polo nacional da safrinha, combina lavouras em estágios sensíveis do ciclo, previsão de chuva irregular e esparsa, avanço gradual do período seco e atenção crescente para um cenário climático de médio prazo marcado pela provável formação de El Niño. A leitura dos boletins oficiais, no entanto, exige cuidado: até agora, os dados da Conab ainda apontam desenvolvimento satisfatório das lavouras mato-grossenses, mas a própria companhia informa que a redução das precipitações após o início de abril já afetou o potencial produtivo em áreas de Mato Grosso e que as chuvas futuras serão decisivas para confirmar ou não as produtividades estimadas.

A previsão mais recente do INMET para o período de 18 a 25 de maio de 2026 indica, no Centro-Oeste, chuvas irregulares e esparsas, com acumulados inferiores a 70 milímetros na semana. As áreas com maior potencial de precipitação ficam entre a divisa de Mato Grosso do Sul com Paraná e São Paulo, além de setores entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em Goiás e no Distrito Federal, predomina tempo estável, com baixa probabilidade de chuva.

A safrinha em Mato Grosso está em uma janela em que a distribuição da chuva pode pesar mais do que a média estadual. Pancadas localizadas podem beneficiar uma região e deixar outra sem reposição suficiente de umidade no solo. Esse ponto é decisivo porque parte das lavouras já avança para floração, enchimento de grãos e maturação, fases em que restrição hídrica pode afetar formação, peso e qualidade dos grãos.

Conab vê bom desenvolvimento, mas faz alerta sobre chuvas futuras

O 8º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos 2025/26, publicado pela Conab em maio, estima a produção nacional de milho segunda safra em 108,455 milhões de toneladas. O volume é 4,2% menor que o do ciclo anterior, apesar de a área cultivada ter crescido 2,1%, para 17,790 milhões de hectares. A produtividade média nacional está estimada em 6.096 kg por hectare, queda de 6,2% ante a safra passada.

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O relatório informa que o plantio nacional do milho segunda safra foi finalizado no fim de abril. A maior parte das lavouras teve boas condições de desenvolvimento até o início daquele mês, mas, depois disso, a redução nas precipitações afetou o potencial produtivo em áreas de Mato Grosso e Paraná e, principalmente, em Minas Gerais e Goiás. A Conab afirma ainda que, apesar dos eventos climáticos desfavoráveis, as produtividades estimadas seguem próximas às da última safra, mas que as precipitações futuras serão decisivas para confirmar ou não essas projeções.

A avaliação da Conab para Mato Grosso ainda é positiva. A companhia informa que as lavouras apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório, sem registros relevantes de pressão de pragas ou doenças. Segundo o relatório, o bom desempenho é sustentado pela adoção de tecnologia de alto nível e pelo plantio majoritariamente dentro da janela climática recomendada. A Conab menciona, inclusive, perspectiva de recordes de produtividade no Estado, considerando o cenário favorável observado até o momento do levantamento.

Por que maio é uma fase sensível

O quadro de estágios da Conab mostra por que a irregularidade da chuva precisa ser acompanhada com atenção em Mato Grosso. No Norte Mato-grossense, que aparece como a principal mesorregião produtora no quadro de referência da Conab, as lavouras entram em maio entre enchimento de grãos e maturação. Em junho, avançam para maturação e colheita.

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Nas demais mesorregiões mato-grossenses listadas pela Conab, como Nordeste Mato-grossense, Sudoeste Mato-grossense, Centro-Sul Mato-grossense e Sudeste Mato-grossense, maio aparece com lavouras entre floração, enchimento de grãos e maturação. Essas fases são críticas porque a planta precisa de água em quantidade suficiente para sustentar a definição do potencial produtivo e o enchimento dos grãos.

O peso de Mato Grosso na safrinha nacional também aparece no quadro da Conab. Entre as mesorregiões produtoras listadas para milho segunda safra, o Norte Mato-grossense representa 35,44% da produção de referência, seguido pelo Nordeste Mato-grossense, com 9,15%, e pelo Sudeste Mato-grossense, com 6,39%. O Sudoeste e o Centro-Sul Mato-grossense aparecem com participações menores, de 0,45% e 0,73%, respectivamente.

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Chuva irregular não significa alívio uniforme

O INMET prevê que o Centro-Oeste terá chuva irregular e esparsa entre 18 e 25 de maio, sem acumulados generalizados elevados. Para Mato Grosso, o texto oficial aponta maior chance de precipitação em setores na transição entre MT e Mato Grosso do Sul, e não em todo o Estado.

Esse padrão é importante para o milho porque a cultura não responde apenas ao acumulado total da semana. Em lavouras em floração e enchimento de grãos, o problema é a falta de água no momento certo e no talhão certo. Uma chuva de bom volume em uma região pode não compensar dias de calor, vento e evapotranspiração em outra área onde a chuva falha ou chega tarde.

O próprio INMET já havia alertado, em abril, que o desenvolvimento do milho segunda safra no Centro-Oeste avançava em um cenário de irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas. O instituto explicou que o monitoramento agrometeorológico considera precipitação, evapotranspiração e balanço hídrico do solo para avaliar impactos sobre as culturas.

Naquele boletim, o INMET também destacava que, em fases como floração e enchimento de grãos, a redução da disponibilidade hídrica pode afetar diretamente a formação e o peso dos grãos. Embora a análise de maior risco naquele texto estivesse concentrada em Goiás e Mato Grosso do Sul, a explicação agronômica vale para qualquer área de milho em estágio reprodutivo sob chuva irregular.

Temperatura e umidade entram no radar

A Conab informa que, para o trimestre maio-junho-julho, as temperaturas médias do ar devem permanecer próximas ou acima da média histórica em grande parte do país. No recorte de Mato Grosso, o relatório cita valores superiores a 25°C no norte do Estado, enquanto áreas do sul de Mato Grosso podem registrar temperaturas mais amenas, inferiores a 22°C, especialmente em episódios de massas de ar frio.

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O INMET também já havia apontado, em boletim agroclimático de abril, possibilidade de temperaturas máximas acima de 34°C em áreas do nordeste e do sul de Mato Grosso ao longo das semanas seguintes. O mesmo informe associava calor e irregularidade das chuvas à redução dos estoques de água no solo, recomendando acompanhamento contínuo das condições de umidade para subsidiar decisões de manejo.

No campo, esse cruzamento é decisivo. Temperatura alta acelera a evapotranspiração, reduz o tempo em que a umidade fica disponível no solo e pode aumentar o estresse das plantas em áreas onde as precipitações forem mal distribuídas. Para lavouras em enchimento de grãos, a combinação entre calor, baixa umidade no solo e ausência de chuva suficiente pode reduzir o peso final do grão.

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El Niño: contexto de médio prazo

A nota técnica brasileira assinada por INPE, INMET, Funceme e Censipam também aponta alta probabilidade, superior a 80%, de configuração do El Niño ao longo do segundo semestre de 2026. O documento alerta para impactos potenciais em abastecimento de água, segurança alimentar, geração de energia, mobilidade, saúde pública e atividades produtivas.

A nota técnica afirma que o Centro-Oeste não apresenta correlação elevada com episódios de El Niño ou La Niña. Ainda assim, aponta tendência de temperaturas mais elevadas durante o período, especialmente na primavera e no verão, com destaque para Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. No fim do inverno e na primavera, esse aquecimento tende a reduzir a umidade relativa do ar e elevar o risco de queimadas.

Neste cenário o El Niño deve ser entendido como um fator de planejamento para os próximos meses, especialmente por sua possível influência sobre calor, umidade, risco de fogo e irregularidade de chuvas.

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O que está em jogo para o agro

A safrinha é decisiva para Mato Grosso porque sustenta uma cadeia que vai muito além da lavoura. O milho abastece pecuária, suinocultura, avicultura, etanol de milho, armazenagem, transporte, exportações e arrecadação. Uma mudança relevante de produtividade no Estado pode mexer com preços, fretes, margem do produtor e disponibilidade de matéria-prima para a indústria.

A Conab ainda projeta cenário favorável para Mato Grosso, mas a margem de segurança depende da continuidade das condições mínimas de umidade durante o fechamento do ciclo. No Norte Mato-grossense, parte importante das lavouras já caminha para maturação e colheita. Em outras regiões, ainda há áreas em floração e enchimento de grãos. Essa diferença explica por que a mesma chuva pode ser suficiente para um talhão e insuficiente para outro.

Para o produtor, a pergunta prática é simples: a chuva prevista chegará às áreas que ainda precisam de água para completar o enchimento de grãos? O que os dados oficiais mostram é que a safra segue com bom potencial, mas entrou em uma fase em que o clima dos próximos dias pode definir o resultado final em áreas mais sensíveis.

Resumo visual

Metodologia

A reportagem cruzou dados oficiais e técnicos disponíveis até 19/05/2026. Foram consultados o 8º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos da Conab, a previsão semanal do INMET para 18 a 25 de maio, boletins agroclimáticos do INMET/Sisdagro, a discussão diagnóstica da NOAA/CPC sobre El Niño, a nota técnica brasileira de INPE, INMET, Funceme e Censipam e o boletim de riscos geo-hidrológicos do Cemaden de 19 de maio. As informações foram separadas entre previsão meteorológica, estimativa de safra, estágio fenológico e risco climático de médio prazo.

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