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Unimed nega terapia a criança autista, mas Justiça impõe cobertura

Justiça obriga Unimed a custear tratamento de criança autista após negativa de cobertura.

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Unimed nega terapia a criança autista
Unimed nega terapia a criança autista

Unimed nega terapia a criança autista: a 9ª Vara Cível de Cuiabá concedeu liminar determinando que a Unimed forneça tratamento imediato a uma criança diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). O plano de saúde havia negado cobertura para terapias essenciais ao desenvolvimento da menor. Caso a operadora descumpra a ordem judicial, haverá bloqueio de valores via SISBAJUD para garantir o tratamento da criança.

O pai, J. A. F., moveu a ação em favor de sua filha, I. F. A. F., uma menor de 1 ano e 9 meses, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista, nível de suporte 2 (CID-10 F84.0). Desde janeiro de 2024, ele tentou contato com a Unimed, seguindo os protocolos necessários para conseguir um profissional médico especializado, mas sem sucesso​.

Além disso, o pai busca garantir que a operadora de saúde cumpra suas obrigações contratuais e forneça as terapias multidisciplinares indicadas pelos especialistas. O pedido inclui também indenização por danos morais, fundamentado no argumento de que a falha na prestação do serviço abala diretamente o estado psicológico da criança, causando grande aflição e angústia​.

O caso

A ação tramita perante a 9ª Vara Cível de Cuiabá e foi ajuizada em 18 de janeiro de 2025, com pedido de tutela de urgência para assegurar a continuidade do tratamento de I. F. A. F.. A família argumenta que a Unimed se recusou a autorizar os procedimentos necessários, mesmo após a apresentação de laudos médicos que comprovam a necessidade do tratamento.

O juiz responsável analisou a urgência do pedido, concedeu a liminar e ordenou que a operadora de saúde fornecesse a assistência de imediato.

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A Negativa da Unimed e seus impactos

De acordo com o processo, J. A. F. tentou obter a liberação para consultas com especialistas e sessões de terapias multidisciplinares para sua filha, mas não conseguiu. A negativa persistiu mesmo após a apresentação de um laudo psiquiátrico que atesta que a criança necessita de acompanhamento especializado com psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e neuropediatras​.

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Segundo a petição inicial:

“O genitor tentou contato com a Unimed desde janeiro de 2024, seguindo os protocolos exigidos para conseguir profissional médico conforme prescrição, sem nenhum sucesso”​.

Diante da recusa, o pai precisou recorrer a consultas particulares para garantir o tratamento, acumulando despesas que comprometeram o orçamento familiar. Ele afirma que a operadora de saúde descumpriu suas obrigações contratuais e que a negativa prejudicou o desenvolvimento da criança.

O Sofrimento da criança e o pedido de indenização

A defesa da família solicitou a concessão de justiça gratuita, alegando que não possui condições financeiras para arcar com os custos do processo. O pedido foi deferido, permitindo que a ação prossiga sem encargos para os autores.

Além da cobertura do tratamento, o pai pede indenização de R$ 60.000,00 por danos morais. Ele argumenta que a Unimed atrasou a assistência médica essencial e causou sofrimento.

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Na petição inicial, foi relatado que:

“A criança apresenta crises severas de irritabilidade, automutilação, agressividade, atraso na fala e insônia”​.

Além disso, o laudo médico anexado ao processo concluiu que:

“O problema atrapalha sua fala, causando rouquidão e episódios de engasgo”​.

O dano moral, conforme argumentado pelo pai na ação, decorre da frustração e sofrimento causados pela tentativa incansável de buscar tratamento adequado para a filha, sem êxito​.

Decisão liminar e consequências para a Unimed

O juiz fundamentou a decisão no artigo 300 do Novo Código de Processo Civil. Ele determinou que a Unimed autorize e custeie integralmente o tratamento médico da menor. A operadora deverá cobrir as sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, neuropediatras e terapeutas ocupacionais, conforme indicado no laudo médico ID 181049145.

A decisão judicial ressaltou a gravidade da condição da criança e a necessidade de um tratamento imediato:

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“A criança apresenta crises severas de irritabilidade, automutilação, agressividade, atraso na fala e insônia, o que motivou consulta particular com a psiquiatra Dra. M. de O. (CRM xxxxx-MT). A profissional diagnosticou a menor com Transtorno do Espectro Autista, Nível de Suporte 2 (CID 10 F84.0), recomendando tratamento urgente com psicólogos, terapeutas e fonoaudiólogos, além de introduzir medicação”​. Os dados da médica foi omitido pelo jornalista.

Portanto, a Justiça deu à Unimed o prazo de 5 dias para cumprir a determinação em clínica conveniada ou particular. Caso não cumpra a decisão dentro do período estipulado, a Justiça autorizou o bloqueio de valores via SISBAJUD, garantindo que os montantes necessários ao tratamento sejam assegurados judicialmente​.

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CONSUMIDOR

Greve da Caixa continua após rejeição da proposta final do banco

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Cartazes vermelhos de bancários anunciam a greve da Caixa na porta de vidro de agência fechada no Distrito Federal

Plano de saúde dos empregados concentra o impasse, e a Caixa avalia recorrer à Justiça do Trabalho por meio de dissídio coletivo

Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional iniciada na quinta-feira (10). Até o fechamento desta reportagem, a greve da Caixa seguia por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais tentavam retomar as negociações. O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h de sexta-feira (11). O texto apresentado pela instituição previa mudanças no modelo de custeio do plano de saúde e nas regras de coparticipação.

Caixa avalia dissídio coletivo

Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada. O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento pelo qual a Justiça do Trabalho estabelece condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

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Como a greve da Caixa começou

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado aquele texto.

Em São Paulo, no Paraná e em outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.

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O que a Caixa ofereceu

A proposta rejeitada tinha validade até sexta-feira (11). Ela reunia um prêmio de R$ 3 mil por empregado e o pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do próprio prêmio.

No plano de saúde, o banco oferecia elevar de 6,5% para 8% o limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa, antecipar a parcela da empresa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030 e pagar valores relativos ao PAMS a partir de 2027. O pacote incluía ainda R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027 e a criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

As regras propostas para o Saúde Caixa

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. A contribuição dos empregados ficaria entre 2,3% e 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária, com cobrança por dependente entre R$ 480 e R$ 660, a depender da idade. O teto anual de coparticipação subiria de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar, com limite de 9% para o grupo familiar e piso de R$ 50 por beneficiário.

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A proposta previa também a cobrança de 13 mensalidades, o aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto, a isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina e o recadastramento anual obrigatório.

Titulares que atualmente estão fora do plano teriam uma janela de 90 dias para aderir. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.

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Atendimento durante a paralisação

A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos enquanto durar a greve: o aplicativo Caixa, o internet banking, o WhatsApp Caixa, o Caixa Tem e os aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS. Também seguem disponíveis os caixas eletrônicos, a rede Banco24Horas, as lotéricas e os correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Banco do Brasil

A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11). A paralisação permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento.

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Os próximos desdobramentos dependem da decisão da Caixa sobre o ingresso do dissídio coletivo na Justiça do Trabalho e da tentativa das entidades sindicais de retomar as negociações. Enquanto isso, a greve segue por tempo indeterminado.

 

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