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Mapa do Poder MT 2026

Conexão MT lança Mapa do Poder MT 2026 com patrimônio de 439 candidatos

O Conexão MT lançou o Mapa do Poder MT 2026, painel interativo com as declarações patrimoniais de 439 candidatos de Mato Grosso ao governo, Senado, Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados, com base no TSE e histórico desde 2006.

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Mapa do Poder MT 2026

O Conexão MT colocou no ar hoje (17), o Mapa do Poder MT 2026, painel interativo que reúne as declarações patrimoniais de 439 candidatos de Mato Grosso nas eleições deste ano. A ferramenta organiza os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em quatro ambientes de consulta e permite acompanhar a evolução dos bens de cada nome ao longo das eleições desde 2006. A pesquisa, a coleta, a organização e o desenvolvimento foram feitos pelo jornalista investigativo Rogério Florentino.

O uso do painel é gratuito, inclusive por outros veículos de imprensa, com a única exigência de crédito ao Conexão MT.

No painel do Governo do Estado estão 5 chapas e 10 nomes, entre candidatos a governador e a vice. O do Senado reúne 10 candidaturas e 30 pessoas, já que primeiros e segundos suplentes também entram na base. Para a Assembleia Legislativa são 264 candidatos. Na disputa pela Câmara dos Deputados, 135.

O que cada ficha mostra

Cada candidato ganhou uma ficha individual com o patrimônio declarado em 2026, a lista completa de bens, o histórico de declarações em eleições anteriores e a variação nominal e percentual entre uma candidatura e outra. Um comparador coloca de 2 a 10 nomes lado a lado, com patrimônio, histórico e concentração de bens. Há ainda uma tabela consolidada, que acompanha os filtros de função, partido e ordenação escolhidos pelo leitor e traz a situação de cada candidatura. Os valores aparecem em formato completo e em leitura simplificada.

Na tabela, cada linha reúne função, partido, número da candidatura, patrimônio de 2026, quantidade de bens, ano e cargo da candidatura anterior, patrimônio daquela disputa, variações nominal e percentual, concentração nos três maiores bens e situação da candidatura. A série histórica usada na comparação cobre duas décadas de eleições, de 2006 a 2024.

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Na abertura de cada painel, um bloco de indicadores resume a disputa: quantas pessoas estão na base, quantas têm patrimônio de 2026 disponível, a soma e a mediana dos patrimônios declarados, o maior patrimônio individual e, entre quem disputou eleições anteriores, o maior aumento e a maior redução nominal. No painel do governo, por exemplo, 5 dos 10 nomes têm patrimônio disponível nas duas eleições comparadas.

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No painel do governo, a soma do patrimônio individual do titular e do vice de cada chapa entrou como cálculo jornalístico: o valor não representa patrimônio comum da chapa.

Círculo azul para dado do TSE, losango dourado para cálculo da redação

O projeto distingue visualmente o que é dado bruto do que é leitura da redação. Blocos azuis, marcados com um círculo, reproduzem o que foi declarado ao TSE: valor do patrimônio, quantidade e descrição dos bens. Blocos dourados, com um losango, identificam os cálculos jornalísticos produzidos pelo Conexão MT a partir da base eleitoral — medianas, rankings, variações e a concentração do patrimônio nos três maiores bens de cada candidato.

As escolhas de tratamento estão descritas na nota metodológica publicada em cada painel. A comparação histórica usa a candidatura anterior mais recente localizada na série 2006–2024. Valores antigos aparecem em termos nominais, sem correção pela inflação. Quando não há registro de bens, o painel não converte a ausência em patrimônio zero.

Base pública

A declaração de bens é exigência do registro de candidatura prevista na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), e os dados ficam públicos nos sistemas de divulgação do TSE. O que o Mapa do Poder faz é reorganizar essa base para consulta direta do eleitor mato-grossense, sem exigir que ele navegue pelos sistemas da Justiça Eleitoral candidato por candidato. A fotografia usada na estreia do painel foi extraída da base eleitoral em 16 de agosto de 2026, às 12h30. Como a situação das candidaturas pode mudar ao longo do processo de registro, cada painel informa data e hora exatas da extração e exibe a situação de cada candidatura na tabela.

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Quem encontrar dado equivocado pode acionar a redação pelo WhatsApp. Segundo o portal, a informação é conferida na fonte e, se necessário, o painel é corrigido.

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O Mapa do Poder MT 2026 integra o especial Eleições 2026 do Conexão MT e está disponível em AQUI.

 

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CLIMA

Mato Grosso aprova plano de contingência em saúde para seca e estiagem

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plano de contingência seca

Homologado pela CIB-MT em agosto, documento escalona a resposta do SUS em cinco níveis e fixa gatilhos de queimadas, chuva e internações para acionar cada estágio

A Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT) homologou, em 6 de agosto de 2026, o Plano de Contingência para Emergência em Saúde Pública por Seca e Estiagem 2026. A Resolução CIB/MT nº 516 confirmou a aprovação feita em caráter de urgência pela Resolução Ad Referendum nº 69, de 24 de julho, e o plano elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) passou a valer para toda a rede pública durante a estação seca.

O documento de 57 páginas organiza a atuação de vigilância e atenção à saúde diante dos efeitos da seca, da estiagem, das queimadas e dos incêndios florestais. O objetivo declarado é mitigar impactos, reduzir surtos, preservar a qualidade da água para consumo humano e proteger populações vulneráveis, com atenção a comunidades indígenas e rurais.

A aprovação em regime de urgência tem base no regimento interno da CIB-MT, que autoriza resolução ad referendum diante de catástrofes e situações críticas. O ato leva as assinaturas do presidente da comissão, Juliano Silva Melo, e do presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS/MT), Marco Antônio Norberto Felipe.

Escala de cinco níveis de resposta – do verde ao roxo

A estratégia central do plano é uma escala de cinco níveis de resposta, do nível zero (normalidade, cor verde) ao nível IV (crise, cor roxa), passando por mobilização (amarela), alerta (laranja) e situação de emergência (vermelha). Cada nível tem indicadores objetivos de acionamento e uma lista de atividades obrigatórias para as áreas de vigilância ambiental, epidemiológica, sanitária e de saúde do trabalhador, além do laboratório central, da imunização, da atenção primária e da rede hospitalar.

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Os focos de calor funcionam como um dos principais gatilhos. Menos de 100 focos por semana caracterizam normalidade. Entre 100 e 180, o estado entra em mobilização. Entre 180 e 240, em alerta. Entre 240 e 500, configura-se situação de emergência. Acima de 500 focos semanais, crise.

A precipitação acumulada em 30 dias segue lógica parecida: igual ou acima de 80% da média histórica indica normalidade, e abaixo de 20% indica crise. O plano também monitora o nível de mananciais medido pela Defesa Civil, o número de municípios com decreto ativo de emergência por estiagem e o acesso de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas à água potável.

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Os serviços de saúde entram na régua. Aumento de 10% a 19% nas internações por doenças respiratórias aciona a mobilização. De 20% a 29%, o alerta. A partir de 30%, configura-se situação de emergência, estágio que também considera a existência de 6 ou mais municípios com rodízio ou uso exclusivo de caminhão-pipa. No nível de crise, o indicador é a ocupação total de leitos com necessidade de transferências por internações respiratórias, cenário que o documento descreve como “colapso generalizado no fornecimento de água, energia e assistência à saúde”.

O peso das queimadas no cenário de risco

O cenário de risco que sustenta o plano se apoia em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Brasil registrou 278.299 focos de incêndio entre janeiro e dezembro de 2024, o maior número desde 2010. Mato Grosso foi o segundo estado mais afetado, com 50.551 focos (18,2% do total nacional), atrás apenas do Pará, com 56.070 (20,1%).

Somente em setembro de 2024 foram 19.964 focos de calor no território mato-grossense. Desse total, 14.760 se concentraram em 36 municípios: 25,53% das cidades responderam por 74% das ocorrências.

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Entre 2015 e 2024, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres registrou 1.389 ocorrências em Mato Grosso. Os eventos climatológicos representaram 67,46% do total, e os incêndios florestais, sozinhos, responderam por 56,95% dos registros, à frente das chuvas intensas, com 17,64%.

O que a seca faz com a saúde

A baixa umidade, a poeira e a fumaça agravam doenças respiratórias como rinite, asma, bronquite, sinusite e pneumonia. A escassez de água compromete higiene e saneamento e eleva o risco de doenças diarreicas agudas e hepatites A e E. O armazenamento de água em recipientes no nível do solo favorece criadouros do Aedes aegypti, mantendo a transmissão de dengue, chikungunya e zika mesmo no período seco. O documento lista ainda desnutrição, doenças de pele e transtornos psicológicos como ansiedade, estresse e depressão.

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A relação entre fumaça e internação já foi medida na região. Estudo liderado por Eliane Ignotti, pesquisadora da Universidade do Estado de Mato Grosso, publicado em 2010 na Revista de Saúde Pública, analisou as microrregiões da Amazônia brasileira, território mato-grossense incluído: a cada ponto percentual de aumento no indicador de exposição ao material particulado fino das queimadas, a taxa de internação de idosos por doenças respiratórias subiu 10%, e a de crianças, 8%.

O monitoramento epidemiológico de 2024 registrou um pico de doenças diarreicas agudas entre as semanas epidemiológicas 33 e 36, durante o período seco, quando os casos ultrapassaram o limite superior esperado. As internações por todas as causas também tenderam a subir entre maio e setembro em 2023 e 2024.

Sala de situação, COE e o papel dos municípios

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O plano estabelece o fluxo de comunicação de desastres: a referência técnica de vigilância do município afetado deve preencher formulário nacional do programa VIGIDESASTRES preferencialmente em até 48 horas após o evento, sempre que houver danos humanos, unidades de saúde afetadas ou comprometimento de serviços essenciais.

A ativação de sala de situação ou de um Centro de Operações de Emergência (COE) será solicitada pelo Comitê de Monitoramento de Emergência, coordenado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), e decidida pelo secretário adjunto de Vigilância e Atenção à Saúde. Entre as ações previstas estão a distribuição de hipoclorito de sódio a 2,5% para tratamento de água, a intensificação do programa VIGIAGUA sobre fontes alternativas como caminhões-pipa e cisternas, e a autorização para hospitais cofinanciados executarem urgência e emergência pelos valores do programa Fila Zero.

 

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