POLÍTICA NACIONAL
Girão cobra julgamento no STF sobre aborto e critica indicação de Messias
O senador Eduardo Girão (NOVO-CE), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (27), cobrou a retomada do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.141 no Supremo Tribunal Federal (STF), que trata da suspensão da Resolução nº 2.378/2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo o parlamentar, é necessário que a Corte analise o tema de forma definitiva.
A resolução do CFM restringe a prática da assistolia fetal em gestações mais avançadas e foi suspensa por liminar do ministro Alexandre de Moraes. A ADPF questiona a validade da norma sob o argumento de que ela pode limitar hipóteses de aborto consideradas legais no Brasil, previstas no Código Penal e em decisões do próprio STF.
— A responsabilidade agora é toda do presidente Fachin em pautar a retomada do julgamento da ADPF 1.141 o quanto antes e, com isso, derrubar essa liminar monstruosa de Moraes que apoia o assassinato cruel de crianças com até nove meses de vida. Se isso não toca o coração e a alma de quem tem o mínimo compromisso com a vida, eu não sei mais o que é que vai tocar — disse.
Durante o discurso, Girão voltou a afirmar que é contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do STF. O senador alegou que o posicionamento de Messias evidencia alinhamento com decisões do governo federal e do STF em temas sensíveis, o que, segundo ele, compromete a independência esperada de um ministro da Corte.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Girão critica atuação da PF e aponta restrições à liberdade de expressão
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (29), a atuação de agentes da Polícia Federal em um episódio ocorrido durante agenda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Presidente Prudente (SP). Segundo o parlamentar, um morador exibiu, da varanda de seu apartamento, uma faixa com a palavra “ladrão” e teria sido orientado por policiais a retirá-la. O senador afirmou que o caso levanta questionamentos sobre os limites da atuação estatal e o direito à livre manifestação.
— Esse cidadão colocou uma faixa na varanda do seu apartamento, com uma única palavra: “ladrão”. Surpreendentemente, ele foi visitado por alguns policiais, que se identificaram como agentes da Polícia Federal, pedindo a retirada da faixa da varanda dele — afirmou.
O senador contestou a justificativa apresentada pela Polícia Federal, que, em nota, informou que atua de forma preventiva na proteção de autoridades e que a situação poderia, em tese, configurar crime contra a honra. Para o parlamentar, a medida caracteriza censura e afronta garantias constitucionais relacionadas à liberdade de expressão.
— O mais grave, nesse caso, é a exacerbação da censura por parte do regime ditatorial. Isso porque nossa Constituição assegura a plena garantia da liberdade de expressão em dois incisos do artigo 5º, cláusula pétrea, além do artigo 220 — disse.
Girão também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo parlamentares e afirmou que há intimidação a manifestações políticas. Ele mencionou casos recentes de investigações e intimações relacionadas a discursos feitos no exercício do mandato.
— Não existe artigo da nossa Constituição mais explícito do que o artigo 53: “deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer opiniões, palavras e votos”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
DESTAQUE5 dias agoBanco Central estabelece bloqueio de até 72 horas para transações atípicas no Pix
-
AGRONEGÓCIO6 dias agoMercosul-UE entra em vigor dia 1º, mas só parte do ganho aparece em 2026
-
BRASIL4 dias agoForça-tarefa de combate a preços abusivos de combustíveis soma 10 mil postos fiscalizados
-
DESTAQUE5 dias agoCepesca mantém defeso da Piracema em Mato Grosso de outubro a janeiro



