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Barranco nega discriminação que barrou mulher negra e profissional de filmes adultos

Publicado em

da redação Rogério Florentino

 

O presidente do PT em Mato Grosso, deputado estadual Valdir Barranco, negou que a negativa em filiar a atriz pornô Ester Caroline Perralto, a “Tigresa Vip”, tenha sido motivada por discriminação por parte do partido. “Decisão pode ser revertida em instância superior.”

 

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Tigresa/Reprodução

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Barranco alega que Tigresa não respeitou a burocracia constante na filiação, e que “Geralmente, mesmo que seja online, a pessoa que quer construir uma caminhada, ela vai fazer um diálogo, porque eu não posso entrar chutando a porta da casa de ninguém”, disse.

Em evento do próprio PT na Capital, há duas semanas houve a divulgação de que a atriz seria pré candidata a deputada estadual, a legenda que historicamente defende os direitos das minorias cedeu a pressão que sofreu nas redes sociais e, após uma semana, decidiu pelo cancelamento da filiação.

 

 

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Segundo o advogado de Ester “Simplesmente foi tomada uma decisão arbitrária e covarde, que restringiu direitos dela enquanto cidadã, suspendendo uma filiação, sem justa causa ou cometimento de infração prevista no Estatuto ou na Legislação”.

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O advogado explicou que o PT usa um sistema virtual de filiação, onde o interessado preenche todos os dados solicitados, tem o pedido processado e o diretório é comunicado. Se após sete dias não houver impugnação, a pessoa é considerada filiada e recebe uma carteirinha, inclusive com número de inscrição no partido.

“E tudo isso aconteceu. Ela tem domicílio eleitoral, tem título, está em pleno gozo dos direitos políticos, não tem nenhuma causa de inelegibilidade, preenche todas as condições de elegibilidade. O processo tramitou normalmente, foi reconhecida a filiação e ela recebeu a carteirinha”, disse.

Tigresa é influencer digital, com um canal no Youtube com mais de 1 milhão de seguidores, ribeirinha, mulher negra, comerciante e corretora de imóveis.

 

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Sema embarga saneamento clandestino em Mirassol D’Oeste após despejo em córrego

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Saneamento clandestino em Mirassol D’Oeste
Agentes da Sema-MT inspecionam área de descarte irregular de esgoto que atingia o Córrego André, em Mirassol D’Oeste. Foto: Sema-MT/Divulgação.

Fiscalização identificou entrada de esgoto bruto e resíduos de limpa fossa em rede pluvial; provas de crimes ambientais serão enviadas ao Ministério Público e à Polícia Civil.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área em Mirassol D’Oeste por operação de sistema de saneamento clandestino na última sexta-feira (17). A medida ocorreu após fiscais identificarem escavações que permitiam o despejo de esgoto bruto e resíduos sólidos no sistema de drenagem pluvial, que deságua diretamente no Córrego André.

Segundo a Sema, o impacto ambiental da carga orgânica in natura causa degradação sistêmica no corpo hídrico. A contaminação gera reflexos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, o que coloca em risco a biodiversidade local e a saúde pública regional.

“A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, afirmou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia (TB-1). Ele confirmou que os documentos e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).

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Nesta quarta-feira (22), as equipes da Sema retornam ao município para realizar a coleta de amostras de água em diversos pontos do córrego para análise laboratorial. A ação foi motivada por uma requisição da Promotoria de Justiça da Comarca e contou com apoio da Polícia Militar Ambiental e da PM local.

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Além das sanções penais, o município deverá apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). O documento é uma exigência do órgão ambiental e do Ministério Público para tentar reabilitar o solo, a fauna e a flora atingidos pelo descarte irregular.

O monitoramento da área será mantido para garantir que o sistema clandestino permaneça inativo até que ocorra a regularização ambiental completa.

Órgãos Envolvidos na Operação
Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT)
Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT)
Polícia Militar Ambiental (1ª CIA Independente)
Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema)

 

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