Pesquisar
Close this search box.

CÂMARA MUNICIPAL DE VÁRZEA GRANDE

Câmara retoma poder e enfraquece gestão de Flávia Moretti

Perda de poder da prefeita Flávia Moretti após a Câmara Municipal de Várzea Grande revogar a Lei Municipal 3540/2010, retomando o controle sobre as concessões públicas.

Publicado em

perda de poder de Flávia Moretti
perda de poder de Flávia Moretti

A Câmara Municipal de Várzea Grande, portanto, retomou o controle sobre concessões públicas ao revogar, nesta terça-feira (7), a Lei Municipal 3540/2010. Essa legislação permitia à prefeita decidir sobre a concessão de serviços de coleta de lixo sem aprovação legislativa. Os vereadores aprovaram a medida com 16 votos favoráveis, enquanto cinco vereadores se abstiveram.

Câmara retoma controle sobre concessões de serviços públicos

Com a revogação, contudo, a Câmara liderada por Wanderley Cerqueira (MDB), aliado do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), assumiu maior influência sobre as decisões relacionadas à concessão de serviços. A prefeita precisará articular acordos políticos para levar adiante a proposta de modernizar a coleta de lixo e os serviços de reciclagem.

Flávia Moretti enfrenta perda de poder político

Segundo o secretário de Governo, Dito Lucas, a antecipação da votação surpreendeu a gestão municipal. Ele destacou que a Câmara poderia ter debatido o projeto nas sessões ordinárias de fevereiro, mas optou por incluí-lo em uma sessão extraordinária enviada pela gestão anterior.

Modernização da coleta de lixo em meio à crise

Entretanto, apesar da crise política, a Prefeitura de Várzea Grande avança com planos de modernização. O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) está em elaboração para incluir melhorias como coleta seletiva e reciclagem, além da geração de energia limpa a partir de resíduos sólidos.

Leia Também:  Bombeiros de MT lançam cartilha para regularização online de imóveis comerciais

Caminhos sustentáveis e desafios políticos

A Prefeitura busca transformar os resíduos em energia e modernizar os serviços públicos com alternativas sustentáveis. No entanto, a implementação dessas iniciativas depende de negociações entre a gestão e a Câmara, que agora detém maior poder de decisão.

Advertisement

Leia também:

Abelhas e sustentabilidade

COMENTE ABAIXO:

CÂMARA MUNICIPAL DE VÁRZEA GRANDE

Com pregão investigado, Wanderley Cerqueira revoga compra de tecnologia

Sob pressão do TCE, Câmara de Várzea Grande revoga Pregão Eletrônico 90006/2025 para compra de softwares. Gestão cita “medida de segurança”.

Published

on

Revogação licitação Câmara Várzea Grande
Sede do Legislativo de Várzea Grande: compra de software foi cancelada após notificação do Tribunal de Contas.

Sob a gestão de Wanderley Cerqueira, Legislativo de Várzea Grande cancela pregão de softwares após ser notificado pelo Tribunal de Contas.

A Câmara Municipal de Várzea Grande, sob a presidência do vereador Wanderley Cerqueira, decidiu cancelar um processo de compra pública voltado à tecnologia. A decisão, oficializada em 2 de janeiro de 2026, interrompe o Pregão Eletrônico nº 90006/2025. O ato administrativo ocorre após uma intervenção direta do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).

O objetivo inicial do certame era ambicioso. A Casa de Leis buscava contratar um “registro de preços para fornecimento de soluções tecnológicas integradas”. O pacote incluía licenças de software, implantação, treinamento e suporte técnico.

No entanto, a rotina administrativa mudou de curso. A 6ª Secretaria de Controle Externo do TCE instaurou uma Representação de Natureza Interna (nº 211.880-7/2025). O órgão fiscalizador enviou o Ofício nº 869/2025/GAB-AJ, onde sugeriu a suspensão imediata da disputa.

O peso da estrutura manual

Antes da intervenção do tribunal, a Câmara justificava a compra pela necessidade urgente de modernização. O documento de revogação admite as dificuldades operacionais atuais.

Advertisement

Segundo o texto oficial, o processo licitatório nasceu dos “desafios significativos enfrentados pela Câmara Municipal de Várzea Grande – MT, decorrentes da utilização de sistemas fragmentados e processos em grande parte manuais”.

A administração pretendia automatizar fluxos legislativos, jurídicos e administrativos. Porém, o alerta do controle externo obrigou o gestor a reavaliar o momento e a segurança jurídica da contratação.

Leia Também:  Mercosul-UE entra em vigor dia 1º, mas só parte do ganho aparece em 2026

A lógica da revogação

Diante do fato novo trazido pelo TCE, a presidência optou pela revogação total, e não apenas pela suspensão temporária. A medida baseia-se no artigo 71 da Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).

O texto da decisão enfatiza que a administração pública deve prezar por princípios como moralidade, eficiência e economicidade. O documento destaca que a ação serve “como medida de prevenção e segurança”.

Para fundamentar o recuo, a decisão cita o “poder de autotutela”. Isso permite ao gestor anular ou revogar seus próprios atos quando eles não atendem mais ao interesse público ou apresentam riscos legais.

Advertisement

O que diz a doutrina

A decisão administrativa recorre a especialistas para sustentar o cancelamento. O texto oficial transcreve, na íntegra, o ensinamento do jurista Marçal Justen Filho sobre o tema.

De acordo com o documento:

“A revogação consiste no desfazimento do ato porque reputado inconveniente e inadequado à satisfação do interesse público. A revogação se funda em juízo que apura a conveniência do ato relativamente ao interesse público… Após, praticado o ato, a administração verifica que o interesse público poderia ser melhor satisfeito por outra via. Promoverá então o desfazimento do ato anterior… Ao determinar a instauração da licitação, a Administração realiza juízo de conveniência acerca do futuro contrato (….) Nesse sentido, a lei determina que a revogação dependerá da ocorrência de fato superveniente devidamente comprovado. Isso indica a inviabilização de renovação do mesmo juízo de conveniência exteriorizado anteriormente”.

Próximos passos

Advertisement

Com a assinatura do documento em 2 de janeiro, o processo nº 32/2025 está encerrado nesta modalidade. A decisão final do presidente Wanderley Cerqueira é clara ao determinar o fim do certame.

Leia Também:  Escolas estaduais de MT fazem mutirão para garantir isenção no Enem 2026 a alunos do 3º ano

Ele registrou: “DECIDO pela REVOGAÇÃO DO PREGÃO ELETRÔNICO N№ 90006/2025, nos termos do inciso II do art. 71 da Lei nº 14.133/2021”.

Agora, a Câmara deverá aguardar o desfecho da análise do TCE ou reformular o termo de referência para uma futura tentativa de modernização, caso as pendências apontadas pela corte de contas sejam resolvidas.

Entenda os Termos

  • Pregão Eletrônico: Modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, onde vence quem oferece o menor preço.

  • Revogação: Cancelamento de uma licitação por motivos de conveniência e oportunidade (não necessariamente por ilegalidade, mas por perda de interesse ou mudança de cenário).

  • TCE (Tribunal de Contas do Estado): Órgão responsável por fiscalizar o uso do dinheiro público e que pode suspender compras suspeitas ou mal planejadas.

Leia também:

Advertisement

Combustíveis 2026: Por que o preço subiu e quem realmente assinou a conta

Disparos no Réveillon levam polícia a arsenal de empresário em Várzea Grande; veja vídeo

Emendas na ALMT: “caixa-preta” de R$ 226 milhões e deputados com “nota vermelha”

Alta Floresta 2026: A opulência da “fachada” e o abandono social no orçamento que prioriza o voto

Educação ambiental climática ganha força no brasil sob pressão de extremos

Advertisement
COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA