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Barbudo defende pena de morte e castração química

O deputado Nelson Barbudo defende medidas rigorosas como pena de morte e castração química para estupradores.

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Pena de morte e castração química
Pena de morte e castração química

O deputado federal Nelson Barbudo (PL) reacendeu o debate sobre a reforma do Código Penal durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, na quarta-feira (22). Barbudo defendeu punições mais severas, como a pena de morte, a prisão perpétua e a castração química para estupradores, e criticou a influência de facções criminosas no Congresso. Ele também expressou indignação com a falta de ações concretas para modernizar o Código Penal, classificando-o como “ultrapassado” e inadequado para os crimes contemporâneos.

Reforma Urgente do Código Penal

Barbudo defende veementemente a necessidade de uma reforma do Código Penal, considerando-o “ultrapassado” e datado de 1940. Segundo ele, a legislação atual é inadequada para lidar com os desafios dos crimes modernos. O deputado afirmou que sente “horror” e “vergonha” com a inércia do Congresso em relação ao tema.

“Eu sou totalmente favorável à mudança e fico horrorizado porque a Câmara e o Senado não fazem isso”, disse. Para ele, uma reforma penal poderia ser realizada em um curto prazo. “Se dependesse de mim, em seis meses, estaríamos com um novo código para modernizar as penas, para que os advogados não enxuguem gelo, para que a Polícia Militar não enxugue gelo.”

Pena de Morte e Prisão Perpétua

O deputado também se posicionou a favor da pena de morte e da prisão perpétua, citando o exemplo dos Estados Unidos como modelo. Para Barbudo, essas medidas seriam uma resposta justa a crimes graves, reforçando a ideia de punições mais rígidas.

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“Eu sou favorável à pena de morte como nos Estados Unidos”, declarou.

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Castração Química para Estupradores

Outro ponto defendido por Barbudo é a castração química de estupradores condenados. Ele considera a medida um “alívio para a sociedade” e uma forma de justiça para as vítimas. Durante a entrevista, o deputado criticou o governo federal por sinalizar o veto ao projeto, argumentando que a decisão vai contra a “vontade popular”.

“A castração química seria o alívio da sociedade. Não é perseguição, é justiça”, afirmou. Barbudo também questionou a postura do governo federal: “O governo está do lado da vítima ou do algoz? Pelo que estão mostrando, eles estão do lado do criminoso. Por que não? É uma decisão do povo.”

Possível Influência do Crime Organizado no Congresso

Barbudo levantou suspeitas sobre a possível influência do crime organizado no Congresso Nacional, sugerindo que essa seria uma das razões para a falta de avanços na reforma do Código Penal. Ele mencionou que não faria acusações diretas, mas apontou que “em todos os lugares, há gente que faz parte”.

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“Não estou aqui dando nomes. Mas sabemos que, em todos os lugares, há gente que faz parte”, afirmou. O deputado acrescentou: “E lá com certeza também tem gente que faz parte e está lá por causa das facções. Eu acho que deve ser por isso.”

Crítica ao Governo Federal

Além das questões relacionadas à reforma penal, Barbudo teceu duras críticas ao governo federal. Ele acusou o governo de “estar do lado do criminoso” e não respeitar a vontade do povo ao vetar projetos como a castração química. O deputado também criticou a restrição ao uso de armas por policiais e as “saidinhas” concedidas a presos.

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Outro ponto de insatisfação foi a recomendação do Ministério da Saúde de restringir a realização de mamografias pelo SUS para mulheres acima dos 50 anos. Para Barbudo, essa medida prejudica a população e evidencia a desconexão do governo com as demandas da sociedade.

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Polícia Militar eleva prisões por tráfico e flagrantes em MT

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prisões policia militar mato grosso

Dados de janeiro a maio de 2026 mostram alta de 32,3% nas detenções ligadas a entorpecentes em relação ao mesmo período do ano anterior

A Polícia Militar de Mato Grosso aumentou em 14,5% o total de prisões em flagrante de janeiro a maio de 2026, na comparação com igual período do ano passado. O volume de ocorrências convertidas em detenções imediatas subiu de 4.539 para 5.199 registros.

O incremento nas detenções, que inclui a retirada de 1.497 foragidos das ruas e a apreensão de 6,5 toneladas de drogas, reflete a intensificação das operações diárias da corporação e a atuação conjunta com a Secretaria de Segurança Pública sob as diretrizes do Programa Tolerância Zero.

De acordo com o levantamento produzido pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe-MT), as forças de segurança conduziram 16.874 pessoas para averiguações durante o atendimento de ocorrências nos cinco primeiros meses de 2026. A partir desse montante de abordagens, a corporação efetuou as 5.199 prisões em flagrante.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, vincula a elevação nas estatísticas de detenção ao aumento no número de operações da PM e à integração com outras forças estaduais. Essa estratégia resultou na ampliação do efetivo policial e da estrutura de segurança mobilizada nas vias públicas de todo o estado.

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“Isso significa que a Polícia Militar está cada vez mais com presença forte nas ruas, atendendo a todos os tipos de chamados de ocorrência e denúncias feitas por nossa população. Tudo isso leva a um grande número de abordagens e retirada de criminosos das ruas por seus crimes, para que tenham os devidos procedimentos feitos na Justiça”, afirma o comandante-geral.

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Tráfico de drogas puxa índices

A tipificação penal com maior variação percentual no período analisado foi o tráfico de drogas. As prisões relacionadas a esse crime cresceram 32,3% no estado.

O número de suspeitos detidos por envolvimento com entorpecentes saltou de 1.541 ocorrências, registradas entre janeiro e maio de 2025, para 2.038 prisões no mesmo intervalo de 2026. Paralelamente às detenções, o balanço da Polícia Militar aponta o confisco de mais de 6,5 toneladas de drogas em toda a extensão do território mato-grossense apenas nos primeiros cinco meses deste ano.

O cruzamento dos dados da Spoe-MT evidencia que a repressão ao tráfico de entorpecentes responde por uma parcela significativa do volume total de prisões em flagrante efetuadas pela corporação militar no período.

Execução de mandados judiciais

Além dos flagrantes em abordagens rotineiras e chamados, as estatísticas oficiais registram crescimento na captura de indivíduos procurados pelo sistema de Justiça. As prisões de criminosos foragidos e de alvos com mandados de prisão em aberto somaram 1.497 efetivações nos primeiros cinco meses de 2026.

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O desempenho representa um aumento de 11,5% em relação à marca contabilizada no mesmo recorte temporal de 2025, quando a corporação havia efetuado a prisão de 1.343 pessoas nessa condição judicial.

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Continuidade do Programa Tolerância Zero

A manutenção das ações ostensivas e do cumprimento de mandados está prevista no planejamento estratégico da corporação para os próximos meses, com foco no enfrentamento direto ao crime organizado.

“A Polícia Militar continuará realizando essas operações diárias, feitas por nós ou com as integradas com a Secretaria de Segurança Pública, respondendo ao Programa Tolerância Zero combatendo a criminalidade e as facções, pois isso é possível por sermos uma unidade equipada, fortalecida e reconhecida pela população, dando resposta ao crime e proporcionando mais segurança aos nossos cidadãos de bem”, complementa o coronel Fernando.

As forças policiais mantêm o cronograma de operações integradas nas ruas, sem data para encerramento das abordagens intensificadas previstas pelo programa estadual de segurança.

 

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