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Mistério em Várzea Grande

Mistério em Várzea Grande: Polícia Civil Prende Suspeitos de Envolvimento no Desaparecimento de Morador

A Polícia Civil prendeu suspeitos em Várzea Grande ligados ao desaparecimento de Caio César Selasco Cebalhos, ocorrido em novembro. A Operação Ocultacce continua para localizar outros envolvidos.

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Desaparecimento em Várzea Grande
Polícia Civil prende suspeitos ligados ao desaparecimento de morador em Várzea Grande.

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou uma operação na última sexta-feira (25/04) que pode trazer respostas para o angustiante desaparecimento de Caio César Selasco Cebalhos, morador de Várzea Grande. Dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra indivíduos suspeitos de integrarem um grupo criminoso ligado a sequestro, tortura, homicídio e ocultação de cadáver.

Prisões em unidades prisionais

A ação policial, que contou com a participação da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), cumpriu as ordens judiciais em duas unidades prisionais distintas. Um dos mandados foi executado na Cadeia Pública de Cáceres, com o apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) da mesma cidade. O outro suspeito foi localizado e preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ambos já se encontravam detidos por outros crimes.

O desaparecimento que intriga

O caso Caio César Selasco Cebalhos se arrasta desde o dia 11 de novembro do ano anterior. Naquela data, ele pediu à esposa para ser deixado em uma panificadora em Várzea Grande, com a intenção de se encontrar com alguém para resolver pendências. Desde então, seu paradeiro permanece um mistério, gerando grande apreensão em familiares e amigos.

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Operação ocultacce continua

As investigações, que integram a Operação Ocultacce, não param por aí. A polícia segue em busca de outros dois homens que teriam participado do crime e que, neste momento, são considerados foragidos. A expectativa é que novas informações e possíveis localizações possam surgir a partir das prisões realizadas.

A Polícia Civil demonstra, com esta ação, o seu compromisso em elucidar crimes graves e dar uma resposta à sociedade, especialmente em casos de desaparecimento que causam grande comoção. A continuidade das investigações é crucial para que todos os envolvidos sejam responsabilizados e o mistério em torno do desaparecimento de Caio César Selasco Cebalhos seja finalmente desvendado.

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Operação mira assessora de gabinete de desembargador do TJMT em esquema de venda de decisões

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"Falsa Vantagem" PJCMT

“Falsa Vantagem” cumpre cinco mandados em Cuiabá contra grupo investigado por extorsão, exploração de prestígio, estelionato, corrupção e organização criminosa; entre os alvos estão um advogado e uma servidora do Tribunal de Justiça

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Falsa Vantagem, que investiga um grupo suspeito de cobrar por influência em decisões judiciais. No centro da apuração está a cobrança de R$ 150 mil, em espécie, que teria sido paga por familiares de um condenado sob a promessa de anular a sentença — o que não se concretizou.

Foram cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. A ação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Segundo as investigações, o grupo teria procurado os familiares do condenado afirmando ter acesso à servidora responsável pelas decisões. O pagamento em espécie, ainda conforme a polícia, teria servido para dificultar o rastreamento dos valores. A medida resultou apenas na redução da pena, e não em sua anulação, como fora prometido. Insatisfeito, o beneficiário passou a exigir a devolução do dinheiro, circunstância que também é objeto da investigação.

O delegado responsável, Marlon Luz, afirmou que as buscas tinham como objetivo apreender celulares, computadores e documentos para esclarecer como a prática funcionava, há quanto tempo o grupo atuava e se havia outras vítimas. Os investigados são apurados por cinco crimes, entre eles extorsão e exploração de prestígio. A ação integra a Operação Pharus, parte do planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro do Programa Tolerância Zero.

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Servidora do TJMT entre os alvos

Os mandados atingiram pessoas com vínculos diretos com o funcionamento da Justiça. Segundo a Polícia Civil, estão entre os alvos um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora pública do Poder Judiciário. A apuração identificou o advogado pelas iniciais A.R.G. e a servidora (M.A.P.A.) como assessora de um gabinete de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O release oficial não detalha a lotação dela, e o Tribunal não havia confirmado a informação até o fechamento da matéria.

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A presença de uma funcionária do próprio Judiciário na lista de investigados é um dos pontos centrais do caso. A suposta capacidade de interferir em decisões — o que sustentava a promessa vendida às vítimas — dependia, segundo a versão da polícia, desse acesso interno. É isso que a investigação pretende esclarecer com o material apreendido.

A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, acompanhou o cumprimento das buscas nos endereços de profissionais da advocacia, por meio do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, e informou que o caso pode ser encaminhado ao Tribunal de Ética e Disciplina.

Segundo caso do tipo em menos de quatro meses

A Falsa Vantagem não é a primeira ação do gênero no estado neste ano. Em março, a Polícia Civil deflagrou a Operação Smoke, com modus operandi praticamente igual: um grupo abordava familiares de presos e prometia decisões favoráveis mediante pagamento — prática conhecida como “venda de fumaça”. Naquele caso, foram cumpridas 15 ordens judiciais contra dois advogados e um bacharel em Direito.

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As duas operações têm como base o mesmo tipo de fraude: a oferta de um resultado na Justiça que, na prática, ninguém tem como entregar. As vítimas costumam ser familiares de presos.

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Há ainda outras investigações recentes sobre o Judiciário mato-grossense. Em junho, a Operação Gemini, conduzida pela Polícia Federal, passou a apurar suposta venda de sentenças no TJMT, com um desembargador entre os investigados. São apurações distintas, mas que tratam de um mesmo problema: a tentativa de comprar decisões judiciais.

A Polícia Civil informou que a Operação Falsa Vantagem segue em andamento. Os próximos passos dependem da análise do material apreendido, que pode levar à identificação de outros envolvidos e de novas vítimas. Até o fechamento da matéria, não havia registro de prisões.

 

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