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MPC fez alertas sobre saúde e educação

Licitação de R$ 6,9 mi: Tangará prevê shows e camarins em 2026

Prefeitura de Tangará da Serra abre licitação de R$ 6,9 milhões para eventos em 2026. Edital contrasta com parecer do MPC que aponta déficit na educação, saúde e previdência.

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licitação eventos Tangará 6,9 milhões
prefeitura prevê R$ 6,9 mi em estruturas em meio a alertas do MPC (Foto: Ilustrativa/Arquivo)

Edital prevê estrutura para “shows nacionais” e camarins vip, contrastando com alertas do MPC (Ministério Público de Contas) sobre saúde e educação

 

A Prefeitura de Tangará da Serra abriu um processo licitatório robusto para garantir a realização de festas e solenidades ao longo de 2026, ano marcado por eleições gerais. O edital do Pregão Eletrônico nº 006/2026 projeta um gasto estimado de R$ 6.901.813,46 (seis milhões, novecentos e um mil reais) em estruturas para eventos.

O certame adota o Sistema de Registro de Preços (SRP). Na prática, esse modelo funciona como um “cartão de crédito” pré-aprovado: a gestão municipal não é obrigada a gastar os quase R$ 7 milhões de uma vez, mas deixa os valores e fornecedores travados para acionar conforme a conveniência política e administrativa durante a validade da ata, que é de 12 meses.

A “lista de compras” da prefeitura

A análise técnica do Termo de Referência, anexo ao edital, revela que a licitação busca cobrir desde itens básicos até luxos de grandes produções. O objetivo é atender demandas de todas as secretarias, do Gabinete do Prefeito à Cultura.

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Entre os 67 itens licitados, chamam a atenção:

  • Camarim com buffet e pizza: O Lote 24 descreve a contratação de “serviço de catering” para camarins de artistas. O cardápio exigido pela prefeitura inclui tábua de frios, salgados variados e até “pizza (mínimo 02 sabores)”, totalizando uma previsão de gastos de R$ 56 mil com alimentação de artistas e staff.
  • Cobertura de mídia: A prefeitura planeja gastar pesado com a imagem dos eventos. Somados, os lotes para filmagem, transmissão ao vivo (streaming) e fotografia (Lotes 11 e 12) ultrapassam R$ 699 mil.
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Contraste: festa x realidade social

Enquanto a administração projeta gastar quase R$ 7 milhões com estrutura de festas, pareceres recentes do Ministério Público de Contas (MPC-MT), referentes ao julgamento das contas de governo de 2024, expõem gargalos sensíveis na gestão municipal.

O órgão fiscalizador apontou que a prefeitura descumpriu o mínimo constitucional de 25% de investimento em Educação, aplicando apenas 24,71% da receita de impostos na área. Na Saúde, o cenário também é de alerta: o MPC classificou como “alta” a transmissão de arboviroses (Dengue e Chikungunya) e a mortalidade no trânsito, além de identificar uma taxa “muito alta” de detecção de hanseníase em menores de 15 anos. Na área ambiental, Tangará da Serra figurou como a 9ª cidade que mais desmatou em Mato Grosso no período analisado.

O MPC também revelou fragilidades na saúde financeira de longo prazo do município. Os auditores identificaram o descumprimento da meta de resultado primário estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e alertaram para um “agravamento” no déficit atuarial do SERRAPREV (instituto de previdência municipal), o que pode comprometer o pagamento de futuras aposentadorias. Além disso, o parecer cobrou medidas urgentes para que a prefeitura atinja 100% dos requisitos de transparência pública, indicando lacunas atuais no acesso à informação pelo cidadão.

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Cronograma e disputa

A sessão pública que definirá se os preços finais da estrutura de eventos ficarão abaixo do teto de R$ 6,9 milhões ocorrerá no dia 06 de fevereiro de 2026, às 08:00 horas (horário de Brasília). A disputa será virtual através da plataforma Licitanet.

O que é o “carona” no registro de preços?

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Uma ata de R$ 6,9 milhões é atrativa não só para Tangará. No Sistema de Registro de Preços, outros órgãos públicos (estaduais ou de municípios vizinhos) podem pedir “carona” na ata. Isso significa que eles podem usar a licitação feita por Tangará para contratar a mesma empresa, pelos mesmos preços, sem fazer uma licitação própria, o que amplia o alcance político e econômico do contrato inicial.

 

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CUIABÁ

Vereadora reafirma posicionamento à favor da vida

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Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar 
Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (23), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) fez um pronunciamento marcado por convicção, emoção e clareza de princípios ao reafirmar seu posicionamento contrário ao aborto.
Em sua fala, a parlamentar destacou que sua atuação no Legislativo é guiada por valores inegociáveis e pela defesa da vida desde a sua concepção.
“Eu não abro mão daquilo em que acredito. Minha voz é pela vida”, afirmou ao se posicionar de forma firme diante do tema debatido em plenário.
Michelly ressaltou que entende a sensibilidade do assunto, mas reforçou que seu compromisso é com aquilo que acredita ser o correto.
“Estamos aqui para representar a população, mas também para ter coragem de defender princípios, mesmo quando são temas difíceis”, pontuou.
A vereadora também trouxe à tona sua fé e seus valores como base de suas decisões, destacando que sua postura reflete não apenas uma posição política, mas um propósito de vida. “Defender a vida é, para mim, uma missão”, declarou.
Ao final, Michelly reafirmou que seguirá conduzindo seu mandato com coerência, responsabilidade e firmeza, especialmente em pautas que envolvem valores fundamentais da sociedade.
ENTENDA
O posicionamento ocorreu após a assinatura de uma moção de repúdio, assinada por vereadores e encaminhada ao Senado Federal, contra a nomeação de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.
Registros apontam que, como chefe da Advocacia-Geral da União, ele representou o governo em ações no Supremo Tribunal Federal e defendeu posições jurídicas ligadas a direitos fundamentais e políticas públicas, incluindo casos que envolvem direitos reprodutivos.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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