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Polícia

CAC com salário de R$ 18 mil alega 'falta de recursos' para fiança e ganha liberdade provisória em VG

Atirador desportivo preso em Várzea Grande com arma municiada fora da rota autorizada preencheu termo declarando salário de R$ 18 mil. Apesar disso, sua defesa alegou incapacidade financeira para reverter a fiança de R$ 5 mil arbitrada pelo delegado. A Justiça concedeu liberdade provisória e expediu o alvará de soltura sem deliberar sobre o valor.

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CAC preso em Várzea Grande
Arma de CAC foi apreendida com 13 munições durante blitz integrada na Avenida da FEB, em Várzea Grande, após desvio de rota.

Um homem de 36 anos, identificado como Eduardo Figueiredo dos Santos, foi preso em flagrante na madrugada do último sábado, 21 de fevereiro de 2026, por porte ilegal de arma de fogo.

A prisão ocorreu durante uma blitz integrada na Avenida da FEB, no bairro Manga, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O caso chamou a atenção por uma contradição registrada nos autos: enquanto o réu declarou à Polícia Civil ter um salário de R$ 18 mil, sua defesa, encabeçada pelo advogado Willian Coleta Duarte do escritório Romko & Ayoub Advogados, pediu a isenção da fiança de R$ 5 mil estipulada pelo delegado, alegando incapacidade financeira. Horas depois, a Justiça concedeu a soltura, sem pagamento de fiança.

Na sua decisão, o juiz da causa sequer deliberou sobre a fiança.

A abordagem e a versão do indiciado

Durante a blitz, por volta de 0h45min, os agentes pararam o veículo BMW 328i conduzido por Eduardo. O motorista recusou o teste do bafômetro e não apresentava sinais de embriaguez. Porém, ao ser informado de que seu carro seria apreendido, declarou ser Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e avisou possuir uma pistola Taurus G2C, calibre .38, municiada com 13 balas embaixo do assento. A guia de tráfego apresentada estava vencida desde 06/01/2026.

Em seu interrogatório à Polícia Civil, Eduardo afirmou que o porte ocorreu por “um desatento”. Disse que saiu do serviço às 18h e iria fazer “um teste de habitualidade” num estande de tiro. Como o local estava fechado, ele desviou a rota para lavar sua moto num barracão e desceu a Avenida da FEB para buscar a namorada, momento em que foi abordado.

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Questionado sobre a arma estar fora do trajeto e municiada, justificou: “Peguei ela no cofre. Do jeito que eu peguei ela no cofre com um desatento meu”.

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Ao preencher seus dados, declarou receber “R$ 18.000,00 (dezoito mil reais)” de salário. O delegado lavrou o flagrante e arbitrou fiança de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), anotando passagem anterior por direção perigosa.

Alvará sem deliberação sobre fiança

Na Justiça, a defesa do CAC protocolou um pedido de liberdade argumentando que “o Requerente não possui liquidez financeira para arcar com o valor estipulado sem prejuízo de seu sustento e de sua família”. O advogado tratou o desvio de rota com a arma municiada e a guia vencida como “um mero erro formal”.

No final da tarde de sábado (21), o Juiz Plantonista Gabriel da Silveira Matos homologou o flagrante, mas considerou que era “Imperioso conceder a liberdade”. O magistrado destacou que “o autuado não é reincidente e não responde a nenhuma ação penal”.

Curiosamente, embora o pedido da defesa fosse centrado na isenção do pagamento, o juiz ignorou completamente a questão financeira. A decisão judicial não traz qualquer deliberação ou sequer menciona a fiança de R$ 5 mil arbitrada pela polícia.

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Na prática, a cobrança foi anulada tacitamente quando o magistrado determinou: “CONCEDO A LIBERDADE PROVISÓRIA a EDUARDO FIGUEIREDO DOS SANTOS com as seguintes cautelares diversas da prisão: 1. Manter o endereço e o telefone atualizados. 2. Comparecer a todos os atos do processo. 3. Não se envolver em outros ilícitos. 4. Proibição de se ausentar da comarca”. O alvará de soltura foi expedido em seguida.

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O processo agora será distribuído ao Juízo competente.

O outro lado

A redação tentou entrar em contato no gabinete do juiz mas não obteve sucesso. O espaço esta aberto.

 

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VÁRZEA GRANDE

CEO inicia reforma de R$ 700 mil e renova 17 cadeiras odontológicas

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O Centro Especializado em Odontologia (CEO) de Várzea Grande inicia, nesta terça-feira (15), uma importante etapa de reforma da unidade. O investimento de aproximadamente R$ 700 mil, proveniente de emenda parlamentar do deputado Eliseu Nascimento, será destinado à melhoria da estrutura física do salão e à modernização dos espaços de atendimento.

Durante o período de obras, o CEO continuará funcionando normalmente, dentro do horário habitual, porém com redução de aproximadamente 50% no número de atendimentos. A medida é necessária porque a unidade não será totalmente fechada durante a execução dos serviços.

Entre as principais melhorias previstas estão a substituição das 17 cadeiras odontológicas, a troca do piso, a pintura interna e adequações nas salas de atendimento. Também será realizada a blindagem radiológica de uma das salas, preparando o espaço para receber o aparelho de raio-X panorâmico que está sendo adquirido pelo município.

A reforma também contempla adequações em outros ambientes, que ficarão preparados para receber novos investimentos e equipamentos na área de odontologia. Além da obra, a emenda prevê aproximadamente R$ 250 mil para a aquisição de equipamentos, ampliando a estrutura e a capacidade de atendimento do município.

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A superintendente de Obras da Secretaria Municipal de Saúde, Amandda Lé, explica que a execução foi planejada para permitir que a unidade continue funcionando durante os trabalhos. Como o atendimento não será totalmente interrompido, a previsão é de que a readequação seja concluída em aproximadamente cinco a seis meses.

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“É uma obra que foi planejada para acontecer de forma organizada, justamente para conseguirmos manter parte dos atendimentos enquanto os serviços são executados. Vamos fazer melhorias importantes na estrutura e deixar os ambientes preparados também para os novos equipamentos que estão chegando. Por isso, esse planejamento é fundamental para garantir uma execução segura e eficiente”, explicou Amandda.

Segundo o coordenador do Centro Especializado em Odontologia, Leandro Negrine, a reforma representa uma renovação importante para a unidade e foi planejada para ocorrer sem a necessidade de interromper completamente os serviços.

“A gente sabe que uma obra dentro de uma unidade que continua funcionando exige organização e alguns ajustes no atendimento, mas é uma mudança necessária. Vamos renovar as 17 cadeiras, melhorar o piso, a pintura e adequar as salas para receber novos equipamentos. É um investimento que vai deixar o CEO mais preparado para atender a população”, destacou.

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Para o secretário municipal de Saúde em exercício, Michael Alves, o investimento representa um avanço na estrutura da saúde bucal de Várzea Grande e abre espaço para novas melhorias.

“Estamos fazendo uma reforma importante, que vai melhorar as condições de trabalho dos profissionais e o atendimento oferecido à população. Além da estrutura física, estamos preparando o CEO para receber novos equipamentos e investimentos. É uma obra que faz parte de um planejamento desde o começo deste ano, para fortalecer cada vez mais a odontologia do município”, afirmou o secretário.

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Com a conclusão da reforma e a chegada dos novos equipamentos, a expectativa é de que o CEO tenha uma estrutura mais moderna, funcional e preparada para ampliar e qualificar os serviços oferecidos à população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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