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Soja: relatório do USDA mantém projeções e mercado brasileiro segue travado

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O mercado brasileiro de soja enfrentou mais uma semana de baixa liquidez, com poucos negócios realizados e preços pressionados. A combinação de oscilações externas, recuo do dólar e incertezas geopolíticas contribuiu para manter produtores e compradores afastados das negociações.

Mercado de soja no Brasil segue com baixa liquidez

Durante a semana, as cotações em Chicago apresentaram forte volatilidade, influenciadas principalmente pelo conflito no Oriente Médio e pelas variações nos preços do petróleo.

No Brasil, a queda do dólar contribuiu para um ambiente de cautela, reduzindo o interesse tanto de vendedores quanto de compradores. Como resultado, o mercado doméstico permaneceu travado, com pouca movimentação.

USDA mantém projeções para safra dos Estados Unidos

O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas mudanças em relação às estimativas anteriores.

Para a safra 2025/26, a produção norte-americana de soja foi mantida em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre.

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Os estoques finais também foram mantidos em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas), levemente acima da expectativa do mercado, que projetava 348 milhões de bushels.

O USDA indicou ainda:

  • Esmagamento em 2,610 bilhões de bushels (ante 2,575 bilhões em março);
  • Exportações em 1,540 bilhão de bushels (ante 1,575 bilhão no relatório anterior).
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Produção global e estoques têm ajustes pontuais

A safra mundial de soja para 2025/26 foi estimada em 427,41 milhões de toneladas, leve alta em relação à previsão de março (427,188 milhões). Para a temporada 2024/25, a estimativa ficou em 428,15 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais para 2025/26 foram projetados em 124,79 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado (125,5 milhões) e também inferiores ao número de março (125,31 milhões). Para 2024/25, os estoques foram estimados em 124,81 milhões de toneladas.

Brasil e Argentina mantêm protagonismo na produção

O USDA manteve a estimativa da safra brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para 2025/26, número levemente acima da expectativa do mercado (179,8 milhões).

Para a safra 2024/25, houve revisão para cima, passando de 171,5 milhões para 172,5 milhões de toneladas.

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Na Argentina, a produção para 2025/26 foi mantida em 48 milhões de toneladas, em linha com o relatório anterior e próxima da projeção do mercado (48,1 milhões). Para 2024/25, a estimativa permaneceu em 51,11 milhões de toneladas.

Importações da China seguem estáveis

As importações chinesas de soja foram mantidas pelo USDA em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e em 108 milhões para 2024/25, sem alterações em relação às projeções anteriores.

Comercialização da safra avança, mas segue abaixo da média

A comercialização da safra brasileira 2025/26 atingiu 48,1% da produção projetada até 2 de abril, segundo levantamento de Safras & Mercado. No relatório anterior, o índice era de 41%.

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Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (50,7%) e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 57%.

Considerando uma produção estimada em 177,722 milhões de toneladas, o volume já negociado soma 85,559 milhões de toneladas.

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Venda antecipada ainda é limitada

Para a safra 2026/27, a comercialização antecipada alcança 3,9% da produção projetada, equivalente a 6,921 milhões de toneladas, com base em uma estimativa de 178,836 milhões de toneladas.

O percentual está ligeiramente acima do observado no mesmo período do ano passado (3,7%), mas ainda bem abaixo da média histórica para o período, que é de 8,9%.

Cenário combina pressão externa e cautela interna

O atual cenário da soja reflete a combinação de fatores externos, como incertezas geopolíticas e oscilações cambiais, com elementos internos, como ritmo mais lento de comercialização.

Com isso, o mercado segue operando de forma cautelosa, à espera de novos direcionadores que possam destravar as negociações e dar maior sustentação aos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Congresso Abramilho 2026 discutirá geopolítica, custos e segurança alimentar em Brasília

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Evento será realizado em maio e reunirá lideranças do agronegócio em Brasília

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) promove, no dia 13 de maio, o 4º Congresso Abramilho, em Brasília (DF). O encontro será realizado no espaço Unique e reunirá representantes do setor produtivo, autoridades e especialistas para discutir os principais desafios do agronegócio diante de um cenário global instável.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela plataforma Sympla. O evento terá início às 8h e seguirá até o período do almoço.

Congresso abordará incertezas globais e competitividade do agro brasileiro

Com foco na proteção do agro frente às incertezas internacionais, o congresso se consolida como um dos principais fóruns estratégicos para as cadeias do milho e do sorgo no Brasil.

A proposta da programação é analisar como o país pode manter sua competitividade mesmo diante de desafios como conflitos geopolíticos, volatilidade econômica e aumento nos custos de produção.

Painel de abertura discutirá desafios e propostas para o setor

O primeiro painel, intitulado “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, reunirá lideranças do agronegócio e representantes institucionais.

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Entre os participantes previstos estão integrantes da Presidência da República, do Ministério da Agricultura (Mapa), da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), da Abramilho, da Aprosoja-MT e da CNA.

Segundo o diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, o objetivo é reunir tomadores de decisão para discutir soluções práticas. “Nosso foco é olhar para o que está tirando o sono do produtor, como os custos elevados de produção, e buscar alternativas diante de um cenário internacional delicado”, afirma.

Segurança alimentar e inovação ganham destaque no segundo painel

O segundo painel terá como tema “Inovação que alimenta o mundo: o futuro da segurança alimentar”, abordando a necessidade de ampliar a oferta de alimentos com qualidade e acesso global.

Especialistas brasileiros e internacionais discutirão o papel da biotecnologia e da inovação na produção agrícola, especialmente em países tropicais.

De acordo com a organização, o uso de tecnologia é fundamental para manter o crescimento sustentável das safras brasileiras.

Geopolítica e impactos no agro serão foco de debate estratégico

O terceiro painel, “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?”, analisará os efeitos dos conflitos internacionais sobre o agronegócio brasileiro.

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O debate incluirá temas como a volatilidade nos preços de fertilizantes e diesel, além de questões fitossanitárias e exigências de protocolos internacionais.

Participam especialistas do mercado, representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e empresários, com o objetivo de antecipar riscos e contribuir para a proteção das margens do produtor rural.

Inscrições são limitadas e já estão abertas

As vagas para o 4º Congresso Abramilho são limitadas. Os interessados devem se inscrever antecipadamente pela plataforma Sympla.

O evento reforça a importância do diálogo entre setor produtivo, governo e especialistas para enfrentar os desafios globais e fortalecer o agronegócio brasileiro.

Inscrições para o 4º Congresso Abramilho

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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