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Do invisível ao prejuízo: monitoria de abate transforma controle de doenças respiratórias na suinocultura

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Doenças respiratórias continuam desafio sanitário e econômico

As doenças respiratórias seguem como um dos maiores entraves da suinocultura moderna, impactando tanto a saúde animal quanto os resultados econômicos. Apesar dos avanços em genética, nutrição e manejo, os prejuízos persistem, principalmente devido à elevada ocorrência de quadros subclínicos, em que perdas produtivas se acumulam sem sinais visíveis na granja.

Manifestações clínicas como tosse, febre e dispneia facilitam o diagnóstico em surtos agudos, mas a maior parte das perdas ocorre de forma silenciosa, reforçando a necessidade de monitoria contínua e análise de indicadores produtivos para avaliar o real status sanitário do rebanho.

Complexo respiratório suíno: agentes múltiplos e cenário dinâmico

O complexo respiratório suíno é multifatorial, envolvendo a interação de vírus e bactérias que variam entre granjas e ao longo do tempo. Entre os principais vírus estão o Influenza Suíno e o Circovírus Suíno tipo 2 (PCV2), enquanto as bactérias incluem Mycoplasma hyopneumoniae, Actinobacillus pleuropneumoniae, Pasteurella multocida, Glaesserella parasuis e Streptococcus suis.

Essa variabilidade exige atualização constante do diagnóstico. Assumir que os problemas respiratórios sempre decorrem do mesmo agente, baseado em históricos antigos, limita a eficácia das intervenções.

Monitoria de abate: do campo ao frigorífico

Animais aparentemente saudáveis podem apresentar lesões pulmonares significativas no abate, evidenciando prejuízos silenciosos ao longo do ciclo produtivo. Indicadores como ganho médio de peso diário (GMD), conversão alimentar, mortalidade e uso de antimicrobianos se tornam sinais indiretos da presença de doença respiratória.

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A análise passa a considerar o lote como unidade produtiva, e é no frigorífico que essa avaliação ganha consistência, permitindo observar diretamente as lesões e sua distribuição no grupo.

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Digitalização e análise de dados: ferramenta estratégica

A monitoria de lesões pulmonares ao abate é uma das práticas mais relevantes para diagnóstico sanitário. Com o uso de ferramentas digitais, como o Ceva Lung Program (CLP), os dados coletados no frigorífico são organizados e padronizados, agilizando análises e melhorando a comunicação entre equipes de produção.

A interpretação desses dados em níveis de risco orienta decisões sanitárias:

  • Situações graves demandam intervenções imediatas.
  • Cenários intermediários indicam necessidade de monitoramento contínuo.
  • Condições controladas confirmam a eficácia das estratégias adotadas.
  • Integração com dados produtivos e exames laboratoriais

Para máxima eficácia, a monitoria de abate deve ser integrada a dados produtivos, avaliações clínicas e exames laboratoriais, como PCR, sorologia e histopatologia. Essa abordagem amplia a capacidade de diagnóstico e permite intervenções mais precisas.

Impacto econômico das lesões subclínicas

Grande parte das perdas ocorre de forma silenciosa, afetando eficiência produtiva, uniformidade de lotes e custo por quilo produzido. Estudos indicam que:

  • Cada aumento de 1% na área de lesão pulmonar reduz o GMD em aproximadamente 1,8 g.
  • Animais com 10% de comprometimento pulmonar podem apresentar perda de até 18 g/dia.
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Prejuízos econômicos podem chegar a US$ 6,55 por animal em casos mais severos.

Gestão baseada em dados: diferencial competitivo

A evolução da suinocultura depende da capacidade de transformar dados em decisões estratégicas. A integração entre monitoria de frigorífico, indicadores produtivos e ferramentas digitais permite compreender os desafios sanitários com precisão, tornando a gestão mais eficiente e previsível.

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Mais do que uma mudança operacional, esse processo representa uma mudança de abordagem: avaliar sistematicamente, interpretar com critério e agir estrategicamente é essencial para manter a sanidade dos rebanhos e a sustentabilidade econômica da produção.

No cenário atual, enxergar o que antes passava despercebido é muitas vezes o diferencial entre perder e preservar rentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol gera economia bilionária e reduz impacto da alta da gasolina no Brasil

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O etanol voltou a desempenhar papel estratégico no mercado de combustíveis brasileiro em março de 2026, ajudando a conter os efeitos da alta da gasolina. Em um cenário de volatilidade no mercado internacional de petróleo, o biocombustível se manteve estável nas bombas, gerando uma economia superior a R$ 2,5 bilhões para os consumidores e para o país.

Etanol segura preços enquanto gasolina avança

Durante o mês de março, a gasolina registrou alta significativa, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. O preço médio passou de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro.

Em contraste, o etanol hidratado apresentou variação muito mais moderada, saindo de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro no mesmo período. Esse comportamento garantiu maior competitividade ao biocombustível frente à gasolina.

Na primeira semana de abril, a paridade entre os combustíveis ficou em 69,3%, abaixo do limite técnico de 73%, considerado o ponto de equilíbrio para vantagem econômica do etanol, reforçando sua atratividade para o consumidor.

Fatores estruturais explicam diferença de comportamento

A diferença no desempenho dos preços entre gasolina e etanol está ligada a fatores estruturais do mercado.

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Enquanto a gasolina foi pressionada por custos ao longo da cadeia, mesmo sem reajustes nas refinarias, o etanol permaneceu sustentado pela oferta doméstica e pelas expectativas de uma safra recorde em 2026.

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No nível do produtor, o preço do etanol apresentou leve recuo ao longo de março, passando de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro em São Paulo, contribuindo para a estabilidade nas bombas.

Redução das importações reforça impacto econômico

Além de aliviar os preços ao consumidor, o etanol também teve papel relevante na balança energética do país.

Sem a oferta do biocombustível, o Brasil teria necessidade de importar aproximadamente 2,3 bilhões de litros de gasolina apenas em março. Esse volume representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões.

Ao somar a economia direta nas bombas com o custo evitado das importações, o impacto total positivo ultrapassa R$ 2,5 bilhões no mês.

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Políticas públicas fortalecem o setor de biocombustíveis

O desempenho do etanol é resultado de uma estratégia de longo prazo no setor energético brasileiro. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas foram fundamentais para garantir a competitividade do biocombustível.

Entre as iniciativas destacadas estão:

  • Ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina;
  • Programa Combustível do Futuro;
  • Programa MOVER;
  • Fortalecimento do RenovaBio.
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Essas medidas contribuíram para o aumento da capacidade produtiva e para a consolidação de uma cadeia robusta no país.

Setor chega a 2026 com safra recorde e maior resiliência

De acordo com a avaliação da UNICA, o Brasil alcança 2026 com uma estrutura produtiva mais sólida e preparada para enfrentar cenários de instabilidade internacional.

O presidente-executivo da entidade, Evandro Gussi, destaca que a proteção ao consumidor é fruto de decisões estratégicas adotadas ao longo do tempo.

Segundo ele, a estabilidade do etanol frente à alta da gasolina demonstra a importância de políticas consistentes e de uma cadeia produtiva fortalecida, capaz de responder rapidamente a choques externos.

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Etanol se consolida como aliado do consumidor e da economia

O desempenho do etanol em março reforça seu papel como um dos principais instrumentos de equilíbrio no mercado de combustíveis brasileiro.

Além de oferecer alternativa mais econômica ao consumidor, o biocombustível contribui para reduzir a dependência de importações e mitigar os impactos da volatilidade do petróleo, consolidando-se como elemento-chave na estratégia energética nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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