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Frente fria muda tempo e interfere no ritmo de colheita e plantio no País

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A chegada de uma frente fria nesta segunda-feira (27.04) altera o padrão climático em boa parte do Brasil e impacta diretamente o andamento das atividades no campo. Enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam chuva e queda de temperatura, o Norte e o Nordeste seguem sob calor e alta umidade, mantendo o regime típico de pancadas.

No Centro-Sul, onde se concentra a colheita da soja e o avanço da safrinha de milho, a instabilidade pode atrasar operações. Segundo análises meteorológicas, a chuva se espalha do Rio Grande do Sul até São Paulo, com volumes mais intensos no Paraná, Santa Catarina e sul paulista. A colheita da soja, já na reta final, pode sofrer interrupções pontuais, enquanto o milho de segunda safra, em fase de desenvolvimento, tende a se beneficiar da umidade adicional, desde que não haja excesso.

No Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, a mudança ocorre após um período de tempo mais seco, favorecendo a recuperação da umidade do solo. Isso é positivo para culturas como café e cana-de-açúcar, que entram em fases importantes de desenvolvimento, mas pode dificultar o avanço da colheita em áreas onde ainda há soja no campo.

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No Centro-Oeste, principal região produtora de grãos, o tempo começa a mudar de forma mais gradual. A colheita da soja já está praticamente concluída, e o foco está no milho safrinha. A chegada de chuvas em parte de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás ajuda a manter o potencial produtivo, mas o excesso pode elevar o risco fitossanitário e dificultar tratos culturais.

Já no Sul, o impacto é mais direto. A formação de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul intensifica as chuvas, com risco de temporais, rajadas de vento e queda acentuada de temperatura. A umidade elevada pode prejudicar colheitas em andamento e afetar culturas de inverno em fase inicial de preparo.

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No Norte e no Nordeste, o cenário é diferente. A região segue com padrão quente e úmido, com pancadas frequentes. No Matopiba, áreas produtoras de algodão e milho segunda safra mantêm boas condições hídricas, embora a irregularidade das chuvas ainda exija atenção.

De acordo com a Climatempo, o Brasil entra em um período de transição climática, com maior contraste entre regiões. Na prática, o momento exige atenção redobrada do produtor, que precisa ajustar o ritmo de colheita e manejo diante de um cenário mais instável.

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Fonte: Pensar Agro

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Goiás investe em inteligência climática e amplia previsões meteorológicas para até três meses

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Goiás reforça inteligência climática com novos boletins meteorológicos

O Governo de Goiás investiu R$ 1 milhão na estruturação de um sistema de inteligência climática e lançou novos boletins meteorológicos diários e mensais produzidos pelo Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (Cempa-Cerrado). A iniciativa amplia a capacidade de análise e previsão do clima no estado e fortalece o uso de dados para decisões estratégicas.

O projeto é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), integrando diferentes fontes de informação para qualificar o monitoramento ambiental.

Previsões ampliadas chegam a até três meses

Com a nova estrutura, Goiás passa a contar com previsões meteorológicas em diferentes horizontes temporais. O Cempa-Cerrado oferece agora:

  • Previsões sub-sazonais, com alcance de até quatro semanas
  • Previsões sazonais, com projeção de até três meses

Esse nível de detalhamento ainda não estava disponível em sistemas operacionais no estado e representa um avanço importante para o planejamento em setores como agricultura, recursos hídricos, energia e infraestrutura.

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Os boletins da Região Metropolitana de Goiânia já estão disponíveis no site: cempa.ufg.br/p/boletins-meteorologicos.

Monitoramento da qualidade do ar será ampliado

Outro destaque do projeto é a criação de uma rede estruturada de monitoramento da qualidade do ar. A previsão é de:

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  • 92 boletins semanais a partir do terceiro mês
  • 240 boletins diários a partir do 12º mês

A iniciativa busca suprir a falta de dados atualizados e apoiar políticas públicas ambientais, com impactos diretos na saúde da população e na gestão urbana.

Governo destaca uso estratégico de dados climáticos

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, afirma que o investimento fortalece a tomada de decisão baseada em dados.

Segundo ele, setores estratégicos da economia goiana dependem diretamente das condições climáticas, o que torna a informação meteorológica um fator decisivo para planejamento e redução de riscos.

Previsões são customizadas para a realidade do Cerrado

O meteorologista do Cempa-Cerrado e professor da UFG, Angel Chovert, destaca que o diferencial do sistema está na adaptação dos modelos ao contexto regional.

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As previsões utilizam modelos de alta resolução ajustados ao Centro-Oeste, combinando dados de satélites, radares e estações meteorológicas com análise especializada de meteorologistas.

Cempa-Cerrado consolida núcleo de inteligência climática

O Cempa-Cerrado atua como um centro de inteligência climática voltado à análise de médio e longo prazo, diferente dos sistemas de alertas imediatos.

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O objetivo é apoiar:

  • Produtores rurais
  • Cooperativas
  • Gestores públicos
  • Instituições de ensino e pesquisa

O centro é resultado de parceria entre a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Governo de Goiás.

Projeto CLIMA+GO fortalece planejamento e prevenção

A iniciativa integra o projeto CLIMA+GO, que busca estruturar uma infraestrutura pública permanente de inteligência climática no estado.

A expectativa é ampliar a previsibilidade econômica, fortalecer o planejamento territorial e aumentar a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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