Tribunal de Justiça de MT
Com desempenho exemplar, TJMT é destaque nacional na análise de medidas protetivas de urgência
O tempo médio de apenas um dia para análise das Medidas Protetivas de Urgência colocou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre os destaques nacionais. Durante reunião técnica conduzida pela juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, Suzana Massako Hirama Loreto de Oliveira, o desempenho do Judiciário mato-grossense foi elogiado como “exemplar”, com cerca de 80% dos pedidos sendo decididos no mesmo dia.
O encontro, realizado nesta terça-feira (28) de forma virtual, integrou uma série de reuniões técnicas promovidas pelo CNJ com tribunais de todo o país. O objetivo é aprimorar a resposta judicial às medidas protetivas, reduzir o tempo de apreciação e identificar boas práticas que possam ser replicadas nacionalmente.
Boas práticas
Representando o TJMT, a juíza Maria Mazarelo Farias Pinto apresentou o modelo adotado pelo Tribunal, destacando a organização dos fluxos e a priorização dos casos. Segundo ela, há um manual padronizado que orienta desde o recebimento do pedido até a decisão judicial. “A lógica é simples: transformar o pedido feito na delegacia em decisão judicial em até 48 horas”, explicou.
A magistrada destacou que, em algumas unidades, como de Rondonópolis, os pedidos chegam a ser analisados em até duas horas. Entre os fatores que contribuem para esse resultado estão a priorização imediata das demandas, a atuação integrada entre instituições e o uso de sistemas de monitoramento.
Desafios operacionais exigem atenção
Apesar dos avanços, a juíza apontou obstáculos que ainda impactam o tempo de resposta, como o aumento no volume de pedidos, limitações na integração entre sistemas e a sobrecarga de demandas aos servidores.
“É sobre-humano. A sobrecarga sobre os recursos humanos impacta diretamente o tempo de decisão”, afirmou, ao destacar também dificuldades logísticas para o cumprimento das medidas.
Outro ponto sensível é a divergência de dados entre os registros da Polícia Civil e do Judiciário, o que pode gerar inconsistências nos relatórios enviados ao CNJ. Para enfrentar isso, o Tribunal tem investido na qualificação dos registros e na padronização dos dados.
Fortalecimento da rede de proteção
Entre as iniciativas destacadas está a criação de um banco de dados próprio de medidas protetivas, integrado ao sistema nacional, que permite traçar os perfis de agressores e aprimorar a tomada de decisão judicial.
Além disso, o TJMT tem fortalecido a articulação com a rede de proteção às vítimas, incluindo ações com órgãos de segurança, assistência social e projetos voltados à prevenção da violência.
A desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora da Cemulher-MT, ingressou na reunião um pouco antes do final e reforçou o compromisso institucional com o enfrentamento à violência contra a mulher, destacando a dedicação dos magistrados. “Os juízes deixam de dormir, de comer, para capacitar a rede e garantir que as medidas sejam efetivamente cumpridas”, afirmou.
A magistrada também mencionou a ampliação da estrutura no estado, com previsão de novas varas especializadas e delegacias, além da expansão das redes de enfrentamento, já presentes em grande parte dos municípios.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
Tribunal de Justiça de MT
Processo seletivo abre vagas para psicólogo em comarca de Peixoto de Azevedo
A Comarca de Peixoto de Azevedo abriu processo seletivo para credenciamento de profissionais da área de Psicologia. A medida amplia a oferta de apoio técnico especializado a magistrados e servidores, contribuindo para a qualidade dos serviços prestados à população.
O edital foi publicado pelo juiz de Direito e diretor do Foro da comarca, Guilherme Leite Roriz, e estabelece as regras para participação, etapas do processo e critérios de classificação dos candidatos.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do endereço eletrônico disponibilizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no período de 4 a 29 de maio de 2026, incluindo fins de semana e feriados. Não há cobrança de taxa, e cada candidato pode realizar apenas uma inscrição, sendo obrigatório o envio de toda a documentação exigida em formato digital.
Para participar, é necessário ter formação superior em Psicologia, com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação e registro no respectivo conselho profissional, além de atender a requisitos como idade mínima de 21 anos, ausência de antecedentes criminais e regularidade no exercício profissional.
O processo seletivo será composto por etapas que incluem inscrição, análise documental e divulgação dos candidatos habilitados. A avaliação será feita com base nos documentos apresentados, considerando critérios como experiência profissional e formação acadêmica.
A pontuação leva em conta o tempo de serviço público e experiência na área, além de títulos acadêmicos como especialização, mestrado e doutorado. Também podem ser considerados cursos e participação em eventos na área de atuação, conforme regras estabelecidas no edital.
Os profissionais credenciados formarão cadastro de reserva e poderão ser convocados conforme a necessidade da comarca. A atuação envolve atividades técnicas de Psicologia voltadas ao suporte das demandas judiciais e administrativas.
O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) desta terça-feira (28 de abril), nas páginas 33 e 67.
Autor: Adellisses Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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