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Transparência

O peso do PAR: Sinop investiga empresa por suspeita em pagamentos

Prefeito de Sinop instaura Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) para investigar “possível pagamento” envolvendo a empresa D Sperotto; apuração terá prazo de 180 dias.

Publicado em

Fachada Prefeitura de SINOP
Gestão de Roberto Dorner determinou abertura de processo com prazo de seis meses para apuração.

Medida instaura PAR, instrumento jurídico mais severo previsto para apurar atos lesivos à administração; investigação terá prazo de 180 dias.

A Prefeitura de Sinop endureceu o jogo na fiscalização de seus contratos nesta semana. O prefeito Roberto Dorner assinou, na terça-feira (2), a Portaria nº 1868/2025, que determina a abertura imediata de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) contra a empresa D Sperotto e Cia Ltda. A medida, publicada no Diário Oficial de Contas desta quarta-feira (3), coloca em cheque movimentações financeiras que, segundo o documento oficial, exigem apuração rigorosa.

Diferente de sindicâncias comuns ou processos disciplinares de rotina, o PAR é o rito específico utilizado quando há suspeita de atos que atentam contra o patrimônio público, muitas vezes servindo de base para a aplicação da Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013). A decisão do Executivo aponta para a necessidade de esclarecer o que a portaria classifica, de forma genérica, como um “possível pagamento envolvendo a pessoa jurídica”.

Esse procedimento é sigiloso.

O documento oficial é econômico nos detalhes sobre o valor ou a natureza exata desse repasse financeiro, mas a escolha do instrumento jurídico sinaliza gravidade. Não se trata apenas de verificar se um serviço foi mal prestado, mas de investigar a integridade das transações entre a empresa e o cofre municipal.

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O rastro do processo

A decisão de Dorner não surgiu de um estalo repentino. A portaria deixa claro que a instauração do processo atende a uma demanda interna técnica e jurídica. O texto cita expressamente o “Ofício nº 382/2025/PGM/CPP da Coordenadoria de Processo Administrativo – CPA” como a origem da denúncia.

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Isso significa que a Procuradoria Geral do Município (PGM) já analisou o caso preliminarmente. Houve um filtro anterior. Os técnicos da pasta identificaram elementos suficientes para recomendar ao prefeito que a investigação fosse elevada ao nível de responsabilização, tirando o caso da esfera de gestão contratual simples e levando para a esfera punitiva.

Prazo estendido e CNPJ na mira

Outro indício da complexidade do caso é o tempo concedido para a apuração. Enquanto processos administrativos mais simples costumam ter prazos de 30 a 60 dias, a comissão responsável por este caso terá “o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para a conclusão dos trabalhos”. O período, equivalente a seis meses, ainda pode ser prorrogado se a equipe de investigação julgar necessário.

A empresa alvo, identificada no documento como D Sperotto e Cia Ltda (inscrita no “CNPJ nº 22.961.011/0001-70”), ficará sob escrutínio durante todo esse semestre. O objetivo central, segundo o artigo 1º da portaria, é “apurar possível pagamento” que a envolve. A redação ambígua abre leque para duas hipóteses principais: ou a prefeitura realizou um pagamento que agora considera suspeito, ou houve alguma transação da empresa que maculou a relação com o ente público.

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Para entender melhor: O que é um PAR?

O Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) é uma ferramenta poderosa na mão do gestor público. Ele existe para apurar a responsabilidade de pessoas jurídicas (empresas) pela prática de atos lesivos contra a administração pública.

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Diferente de um processo comum que pode resultar apenas em multa por atraso de obra, o PAR investiga condutas que podem envolver fraudes em licitações, pagamentos indevidos ou atos de corrupção. As sanções, ao final, podem ser pesadas, incluindo multas elevadas sobre o faturamento da empresa e até a declaração de inidoneidade, o que proíbe a companhia de contratar com o poder público.

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VÁRZEA GRANDE

Unidade de Saúde do Ouro Verde fica temporariamente sem energia elétrica

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que a Unidade de Saúde Celina Batista Dantas, localizada no bairro Ouro Verde, está temporariamente sem energia elétrica devido ao rompimento de um cabo de energia na região.

De acordo com a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, a previsão é de que o serviço seja restabelecido por volta das 17h desta terça-feira (8).

Enquanto o problema não for solucionado, a Secretaria orienta os moradores que necessitarem de atendimento a procurarem outra unidade de saúde da rede municipal.

A Secretaria reforça que acompanha a situação junto à concessionária e que o atendimento na unidade será normalizado assim que o fornecimento de energia elétrica for restabelecido.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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