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Corrente de comércio brasileira atinge US$ 12 bilhões na 3ª semana de abril e reforça superávit da balança comercial

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Mercado Externo

A balança comercial brasileira manteve desempenho positivo na terceira semana de abril de 2026, impulsionada pelo avanço das exportações em relação às importações. No período, o país registrou superávit de US$ 878 milhões, com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 12 bilhões.

No acumulado do mês, os embarques ao exterior somam US$ 21,2 bilhões, enquanto as compras internacionais atingem US$ 13,7 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 7,5 bilhões e corrente total de US$ 34,9 bilhões.

Mercado Interno

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) mostram que o desempenho do comércio exterior reflete o ritmo da atividade econômica interna, com destaque para o agronegócio e os segmentos industriais.

Na comparação entre as médias diárias até a terceira semana de abril de 2026 e o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão. Já as importações tiveram alta mais moderada, de 2,7%, saindo de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

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Preços

O avanço das exportações reflete tanto o aumento de volumes embarcados quanto a sustentação de preços em importantes commodities, especialmente nos setores agropecuário, extrativo e de transformação.

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No acumulado até a terceira semana de abril, o desempenho por setor nas exportações foi o seguinte:

  • Agropecuária: alta de 16,1% (+US$ 63,95 milhões/dia)
  • Indústria extrativa: avanço de 29,9% (+US$ 105,12 milhões/dia)
  • Indústria de transformação: crescimento de 14,4% (+US$ 106,11 milhões/dia)
Indicadores

Os principais indicadores reforçam a consistência do comércio exterior brasileiro em 2026:

  • Corrente de comércio (ano): US$ 185,4 bilhões
  • Exportações (ano): US$ 103,6 bilhões
  • Importações (ano): US$ 81,86 bilhões
  • Saldo comercial (ano): US$ 21,7 bilhões

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de abril ficou em US$ 2,91 bilhões, com saldo médio diário de US$ 628,67 milhões, representando crescimento de 11,7% frente a abril de 2025.

Nas importações, houve:

  • Alta de 21,8% na indústria extrativa
  • Crescimento de 3,0% na indústria de transformação
  • Queda de 32,0% na agropecuária
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Análise

O desempenho da balança comercial brasileira em abril confirma uma tendência de fortalecimento do setor externo em 2026, com destaque para o papel do agronegócio e das commodities minerais na geração de divisas.

O crescimento mais acelerado das exportações em relação às importações amplia o superávit comercial e contribui para o equilíbrio das contas externas. Além disso, o avanço consistente da corrente de comércio indica maior integração do Brasil ao mercado global, mesmo em um cenário internacional ainda desafiador.

A continuidade desse ritmo dependerá do comportamento da demanda internacional, dos preços das commodities e do câmbio, fatores que seguem no radar dos agentes do agronegócio e da indústria exportadora.

Balança Comercial – 3° Semana de Abril/2026

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

IGC reduz safra global de trigo e milho 2026/27 e acende alerta para oferta mundial de grãos

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Mercado Externo

A safra mundial de grãos 2026/27 enfrenta revisão negativa em meio a um cenário de crescente instabilidade geopolítica. O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa de produção global em 3 milhões de toneladas, projetando agora um total de 2,414 bilhões de toneladas.

O principal fator por trás do ajuste é o impacto do conflito no Oriente Médio, que tem afetado diretamente o comércio global de insumos agrícolas, especialmente fertilizantes. A interrupção logística em rotas estratégicas elevou a incerteza sobre a capacidade produtiva em diversas regiões.

Apesar do corte, a produção global ainda deve ser a segunda maior já registrada, evidenciando a resiliência da oferta, embora sob pressão.

Mercado Interno

Para o Brasil, o cenário externo mais apertado tende a gerar reflexos importantes. A redução na oferta global pode aumentar a competitividade dos grãos brasileiros, especialmente milho, que possui forte participação nas exportações.

Por outro lado, o encarecimento e a possível escassez de fertilizantes seguem como ponto de atenção para produtores nacionais, podendo impactar custos de produção e decisões de plantio, principalmente na safra de verão 2026/27.

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Preços

A expectativa de menor produção global, combinada com consumo ainda superior à oferta, tende a sustentar os preços internacionais dos grãos.

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No caso do milho, a produção foi revisada para 1,3 bilhão de toneladas (-3 milhões), enquanto o trigo foi ajustado para 821 milhões de toneladas (-1 milhão). Esses cortes reforçam um viés de mercado mais firme, especialmente em momentos de maior volatilidade geopolítica.

Indicadores
  • Produção global de grãos 2026/27: 2,414 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Consumo global: 2,437 bilhões de toneladas (-3 mi t)
  • Déficit global: cerca de 23 milhões de toneladas
  • Produção de trigo: 821 milhões de toneladas
  • Produção de milho: 1,3 bilhão de toneladas

Mesmo com estoques elevados da safra 2025/26, o balanço global segue mais ajustado, indicando menor folga entre oferta e demanda.

Análise

O novo relatório do IGC reforça um ponto central para o mercado agrícola global: a crescente dependência de fatores geopolíticos na formação de preços e na definição da oferta.

A combinação entre custos elevados de fertilizantes, gargalos logísticos e incertezas no Hemisfério Sul pode limitar o potencial produtivo, mesmo diante de tecnologia e produtividade elevadas.

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Com consumo ainda acima da produção, o mercado deve operar em um ambiente de maior sensibilidade a riscos, o que pode gerar picos de volatilidade ao longo da temporada.

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Para o Brasil, o cenário abre oportunidades no mercado externo, mas exige cautela na gestão de custos e planejamento da próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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