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VÁRZEA GRANDE

Prefeitura informa que unidades escolares estão abastecidas e que nenhum atendimento aos estudantes será prejudicado

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A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) de Várzea Grande informa que um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito da pasta na noite desta quarta-feira (17). Apesar dos danos causados pela ocorrência, a Prefeitura garante que o funcionamento das unidades escolares não será afetado.

Assim que o incêndio foi identificado, equipes dos órgãos competentes foram acionadas para controlar as chamas e garantir a segurança da área. Paralelamente, a Secretaria iniciou um levantamento para avaliar os danos e adotar as medidas necessárias para a reposição dos materiais atingidos.

De acordo com a SMECEL, as escolas da rede municipal já estavam abastecidas com gêneros alimentícios suficientes para manter o fornecimento da merenda escolar pelos próximos dias, permitindo que a Secretaria organize a reposição dos estoques sem prejuízo aos estudantes.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, tranquilizou pais, responsáveis e servidores da educação, destacando que a prioridade da gestão é garantir a continuidade dos serviços oferecidos à população.

“Quero tranquilizar toda a comunidade escolar. Apesar do incêndio registrado no depósito da Secretaria, nossas unidades escolares seguem funcionando normalmente. As escolas estão abastecidas e nenhum aluno ficará sem merenda escolar. Nossa equipe já está trabalhando para adotar todas as medidas necessárias e garantir a reposição dos materiais atingidos. O mais importante neste momento é assegurar que nossos estudantes não sejam prejudicados e que o calendário escolar siga sem qualquer alteração”, afirmou.

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A secretária também destacou o empenho das equipes envolvidas no atendimento à ocorrência e na adoção das providências necessárias para minimizar os impactos do incidente.

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“Estamos acompanhando a situação de perto e mobilizando todos os setores necessários para restabelecer plenamente a estrutura afetada. As aulas estão mantidas e não existe qualquer possibilidade de suspensão das atividades escolares em razão desse ocorrido”, reforçou.

A Secretaria Municipal de Educação segue monitorando a situação e colaborando com os órgãos responsáveis pela apuração das causas do incêndio. Novas informações serão divulgadas oficialmente à medida que os levantamentos forem concluídos.

A Prefeitura de Várzea Grande reafirma seu compromisso com a educação e com a manutenção dos serviços prestados à população, assegurando que todas as providências necessárias estão sendo tomadas para garantir a continuidade do atendimento aos estudantes da rede municipal.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

DESTAQUE

Incêndio destrói barracão da Secretaria de Educação alugado pela Prefeitura de Várzea Grande

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Incêndio no barracão da Educação consumiu merenda, material didático e equipamentos em imóvel de 5.880 m² na Avenida Filinto Müller; causa será definida por laudos técnicos

Um incêndio de grandes proporções destruiu, na noite de quarta-feira (17), o barracão da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, na Avenida Filinto Müller, no bairro Jardim Marajoara. O imóvel de 5.880 m², alugado pela Prefeitura por R$ 4,03 milhões em contrato de cinco anos, abrigava o centro de distribuição de merenda escolar, o setor de patrimônio e a superintendência operacional da rede de ensino. A Prefeitura informou que não houve feridos e que as causas serão apuradas pelos órgãos competentes.

Perda total no centro de distribuição

As chamas tomaram o galpão no fim da noite de quarta-feira e consumiram quase tudo o que estava guardado. A secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, esteve no local e relatou perda total dos materiais: livros didáticos, merenda escolar, aparelhos de ar-condicionado, cadeiras, geladeiras, freezers, dois caminhões e itens de apoio às escolas. A secretária e a Prefeitura informaram que ninguém ficou ferido. Parte do material perdido seria destinada a escolas da rede e a uma creche prevista para inauguração.

O combate ao incêndio de grandes proporções mobilizou a Guarda Municipal, que chegou primeiro à Avenida Filinto Müller, e o Corpo de Bombeiros, com esforço para impedir que as chamas alcançassem imóveis vizinhos. A corporação divulgou uma galeria oficial com dez fotos da operação, mas não apresentou, até o fechamento da matéria, relatório técnico, balanço de danos ou conclusão sobre a origem das chamas. A secretária de Educação se emocionou ao ver a destruição no local.

O barracão funcionava como central logística da rede de ensino. O espaço, de grande porte, reunia câmara fria, cisterna de 50 mil litros, salas de estoque, setor de expedição, áreas administrativas e mezanino, estrutura usada para abastecer escolas e creches do município.

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Contrato de R$ 4 milhões e a questão do seguro

O barracão pertence a particulares e era alugado pela Prefeitura. O contrato identifica como proprietários do imóvel Davi Pintor, Valdecir Pintor e Elizio Pintor. A locação foi autorizada no início do ano, por contratação direta na modalidade de inexigibilidade, e o contrato, publicado no Diário Oficial do município em 6 de fevereiro de 2026, registra aluguel mensal de R$ 67.179,47, valor anual de R$ 806.153,64 e valor global de R$ 4.030.768,20 pelos cinco anos previstos, para o imóvel de 5.880 m² destinado à logística escolar. O espaço havia sido contratado para abrigar o centro de aquisição e distribuição de alimentação escolar, o setor de patrimônio e a superintendência operacional do sistema de ensino.

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Um dos proprietários, Davi Pintor, afirmou que o imóvel tinha estrutura de prevenção e combate a incêndio quando era ocupado por uma empresa privada, mas que não saberia dizer como esses equipamentos estavam depois que o espaço passou a ser administrado pelo poder público. Ele declarou que os donos não mantinham seguro contratado para o local, por estar alugado ao setor público, e que desconhecia eventual cobertura da Prefeitura. O imóvel tinha câmeras internas e externas e ficava em área atendida pelo programa Vigia Mais. Davi Pintor mencionou ainda que apenas a perícia poderia esclarecer o que ocorreu.

Pelas cláusulas do contrato, caberia ao locatário, no caso a Prefeitura, atualizar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB, e contratar seguro complementar contra incêndio, se fosse necessário. A confirmação completa desses pontos depende do acesso ao contrato integral e a seus anexos.

Causa em aberto e disputa na Câmara

A origem do fogo continua sem definição. A prefeita Flávia Moretti disse estar “com o coração cortado” com a destruição do barracão e pediu cautela: aguardaria os laudos da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Politec antes de apontar qualquer causa, com a prioridade de recuperar o que foi perdido. Há uma informação preliminar de que o fogo pode ter começado em um transformador, ainda não confirmada por perícia.

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Na Câmara Municipal, o caso dividiu os vereadores. O vereador Wender Madureira Filho cobrou investigação rigorosa e levantou a hipótese de “queima de arquivo”. O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, disse que o episódio gera dúvidas e citou uma suposta falta de liberação do Corpo de Bombeiros para o barracão, ponto sem comprovação documental. O líder do governo, Bruno Rios, classificou como prematuras as acusações de incêndio criminoso e pediu que a causa seja definida por perícia técnica.

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Proximidade com posto e incêndio anterior

O barracão fica ao lado de um posto de combustíveis, o que aumentou o risco durante o combate. Há relatos de que o fogo teria atingido o posto, mas não foi localizada confirmação oficial sobre danos ao estabelecimento. Os relatos da noite do incêndio divergem sobre o alcance das chamas até o posto, e a extensão de eventuais danos ainda depende de verificação oficial.

Não é o primeiro imóvel alugado pela Prefeitura a pegar fogo. Em outubro de 2025, um incêndio atingiu outro prédio locado pelo município, na Avenida Júlio Campos, que servia de depósito para três secretarias. Os dois episódios são distintos e ocorreram em endereços diferentes, ambos em imóveis alugados que o município usava para guardar bens públicos.

Os laudos técnicos devem esclarecer a causa do incêndio e a dimensão dos prejuízos. A Prefeitura faz o levantamento das perdas, sem estimativa de valor divulgada até o fechamento da matéria.

 

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