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CÂMARA FEDERAL

Deputado Federal diz que daria pix para jornalista poder investigá-lo

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Depois de grande polêmica, o Deputado Federal Abílio Brunini (PL/MT) negou ao conexaomt ter oferecido dinheiro a um jornalista por conta de investigação postada no Twitter sobre gastos de campanha do candidato.

Em resposta ao jornalista, Abilinho disse que tinha pensado em enviar um pix ao profissional para que ele pudesse continuar com o bom trabalho, mas teria desistido para que as pessoas não pensassem que se tratava de uma compra “ou coisa assim”. Leia todo conteúdo da resposta:

Muito boa as investigações contudo cabe alguns esclarecimentos. A nota do computador são de ilhas de edição. Pois não tive condições para contratar grandes agências. Wellynton encerrou a empresa para trabalhar na câmara, exigência do poder legislativo. Um vereador viu o trabalho dele é o contatou. Silvio trabalhou comigo na câmara, depois perdi a eleição de prefeito em 2020, ele foi pra iniciativa privada, prestou serviço na minha campanha e convidei ele denovo pra equipe em 2022. Como eu fui eleito com apoio na internet, a comunicação sempre foi o ponto alto da campanha. O vídeo da madrasta não deu nenhuma denúncia ou ação, porque minha madrasta tinha sido nomeada pela Assembleia Legislativa em 2013 e eu fui eleito vereador em 2016, assumindo em 2017. Nada a ver comigo. A Miriam trabalha no interior do estado de Mato Grosso e cuida/coordena mais de 40 municípios. Pensei até em contribuir com o pix, para continuar acompanhando sua investigação, pois outras pessoas podem ter as mesmas dúvidas e isso me ajuda a verificar e apresentar respostas. Mas não farei o pix para não parecer que estou tentando comprá-lo ou coisa assim.

Entenda

O jornalista investigativo Diego Feijó de Abreu (@diegodeabreu) publicou em seu Twitter um fio (sequencia de posts sobre um determinado assunto) onde descreve supostas inconsistências nos gastos de campanha do Deputado Abilinho. Abilinho gastou R$ 26.000 mil reais com locação de “computadores para edição” utilizando a empresa de Welytton Cesar Cabral Mazzer Herrera ME.

Além disso, o Deputado gastou R$ 32.000,00 na contratação da empresa individual de Silvio Weesley Mendes Xavier, ex-funcionário do seu gabinete na Câmara Municipal de Cuiabá, e que hoje ocupa cargo na Câmara Federal.

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Leia toda publicação de Feijó aqui:

 

O outro lado:

A redação do conexaomt entrou em contato com a Deputado Abilinho que negou ter oferecido dinheiro para que o jornalista deixasse de continuar com seu trabalho:

Observando como você falou pode parecer, mas a intenção era contribuir com a fiscalização, pra me fiscalizar mesmo.

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CÂMARA FEDERAL

Nikolas Ferreira aciona MP contra Acadêmicos de Niterói após desfile com ala de “conservadores em lata”

O deputado Nikolas Ferreira e a OAB-RJ apontam intolerância religiosa na ala “Neoconservadores em conserva” do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Sapucaí. A escola defende a liberdade artística.

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Ala "Neoconservadores em conserva" motivou representação no MP por suposta intolerância religiosa; escola nega e alega perseguição.
Ala "Neoconservadores em conserva" motivou representação no MP por suposta intolerância religiosa; escola nega e alega perseguição.. Imagem:Presidência da República.

Deputado e OAB-RJ apontam intolerância religiosa em enredo que homenageou Lula na Sapucaí; escola alega perseguição política e defende liberdade artística.

 

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou, nesta quarta-feira (18), que protocolará uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra Wallace Alves Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói. O parlamentar acusa a agremiação de intolerância religiosa durante o desfile realizado no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí, que teve como enredo uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ponto central da controvérsia é a ala batizada de “Neoconservadores em conserva”. Segundo o deputado, a alegoria, que fantasiava foliões como latas de sardinha, retratou cristãos e conservadores “como se fossem algo a ser descartado”. Para Ferreira, a encenação “ultrapassou o limite da crítica política e entrou no terreno perigoso do preconceito religioso”.

A representação deve ser formalizada nesta quinta-feira (19), com base na Lei 7.716/89, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e na Constituição Federal. “Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, afirmou o deputado em nota à imprensa.

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OAB-RJ endossa críticas

A movimentação jurídica ganhou reforço institucional na última terça-feira (17), quando a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) emitiu uma nota de repúdio. A entidade classificou o episódio como “intolerância religiosa”, argumentando que a apresentação feriu “o direito fundamental de liberdade religiosa” e configurou “afronta direta à ordem constitucional”.

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A Frente Parlamentar Católica também se manifestou, alinhando-se ao discurso de que a sátira ofendeu a fé cristã ao ridicularizar publicamente o grupo religioso em uma transmissão de alcance internacional.

A defesa da escola

A Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, defende-se sob o argumento da autonomia artística. Em nota, a agremiação afirmou ser vítima de “tentativa de interferência direta na nossa autonomia artística”, citando pedidos anteriores para mudança de enredo e questionamentos sobre o samba. A escola sustenta que as ações buscam “enquadrar e silenciar” sua liberdade de criação no carnaval.

Contexto político e verbas públicas

Além da questão religiosa, o desfile é alvo de disputa eleitoral. Opositores classificaram a apresentação como um “desfile-comício em rede nacional” financiado com dinheiro público. Reportagens indicam que a escola teria recebido repasses da Prefeitura de Niterói, com valores citados em torno de R$ 4 milhões em contextos gerais da cidade para o carnaval, e especificamente cerca de R$ 1 milhão para este desfile segundo algumas fontes.

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Nikolas Ferreira informou que, caso o presidente Lula registre candidatura oficial, pretende ingressar também com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia negado pedidos prévios para barrar o desfile, considerando-o, a princípio, uma manifestação cultural.

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