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Clima

Vento de até 60 km/h avança por MT e acende alerta para incêndios

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alerta de vendaval em Mato Grosso

Rajadas de até 60 km/h podem atingir diferentes regiões do estado; tempo firme ajuda a colheita, mas amplia riscos para lavouras, pastagens e os três biomas mato-grossenses.

O vento que colocou o oeste de Mato Grosso em alerta laranja no domingo perdeu intensidade nesta segunda-feira (20), mas ganhou alcance. O INMET rebaixou o aviso para amarelo e incluiu áreas do centro-sul, sudeste, sudoeste e norte do estado, com rajadas previstas entre 40 e 60 km/h.

A expansão ocorre sobre um território majoritariamente seco, com temperaturas próximas de 34°C e chuva restrita ao extremo noroeste. É essa combinação — vento, calor e vegetação em processo de ressecamento — que transforma um alerta classificado como de perigo potencial em uma preocupação concreta para cidades, propriedades rurais, redes elétricas e áreas naturais.

A engrenagem atmosférica é o Jato de Baixos Níveis, uma corrente de vento situada a cerca de 1,5 mil metros de altitude. Intensificado pela diferença de pressão entre uma baixa sobre a Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul, o sistema acelera o escoamento de ar sobre Mato Grosso.

Alerta perde força, mas alcança mais regiões

No domingo, o oeste de Mato Grosso estava sob aviso laranja de vendaval, faixa na qual o INMET trabalha com ventos entre 60 e 100 km/h. Nesta segunda-feira, o estado aparece na faixa amarela, com previsão de 40 a 60 km/h e baixo risco de queda de galhos.

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O rebaixamento não equivale ao fim do perigo. Rajadas nessa faixa ainda podem derrubar galhos, deslocar coberturas leves, afetar redes elétricas e tornar inseguras pulverizações agrícolas. Também favorecem a propagação rápida de qualquer foco de fogo em vegetação, pastagens ou palhadas já ressecadas.

As áreas indicadas no aviso incluem o centro-sul, sudeste, sudoeste e norte mato-grossenses. O recorte alcança a Grande Cuiabá e importantes corredores agropecuários, embora o aviso não signifique que todos os municípios registrarão a mesma velocidade de vento.

Grande Cuiabá: calor, secura e possibilidade de rajadas

Para Cuiabá e Várzea Grande, o quadro regional combina tempo firme, ausência de chuva significativa e possibilidade de rajadas. Para Mato Grosso, o INMET projeta máximas próximas de 34°C.

O boletim nacional não apresenta uma rajada municipal específica para as duas cidades. Por isso, a faixa de 40 a 60 km/h deve ser lida como o intervalo do aviso meteorológico, e não como uma medição já registrada ou uma promessa de que o limite superior será atingido em toda a região metropolitana.

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A chuva prevista no estado fica restrita ao extremo noroeste, na região de Colniza. No restante de Mato Grosso, prevalece o domínio da alta pressão, que dificulta a formação de nuvens profundas e mantém as tardes quentes.

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O mapa do risco dentro do estado

No oeste e sudoeste, incluindo a faixa próxima ao Pantanal e à fronteira, a principal ameaça é o vento sobre vegetação seca. A região saiu da faixa laranja, de 60 a 100 km/h, mas permanece sujeita a rajadas capazes de provocar danos pontuais e acelerar a propagação de eventuais incêndios.

No centro-sul, onde estão Cuiabá e Várzea Grande, o dia combina calor, tempo firme e possibilidade de vento forte. No sudeste, em municípios como Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Verde, as rajadas podem interferir em pulverizações, transporte e estruturas provisórias.

No médio-norte — eixo de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop — o tempo seco amplia a janela para colheita, mas reduz a umidade superficial do solo e da palhada. No norte e noroeste, a possibilidade de chuva isolada perto de Colniza não altera o quadro predominante de estiagem no restante da região.

No leste e nordeste, em direção ao Araguaia, a ausência de chuva mantém pastagens e vegetação sob pressão. Embora o aviso destacado nesta segunda-feira seja de vento, o ambiente seco continua favorável à desidratação da vegetação e ao aumento gradual do perigo de fogo.

Três biomas sob a mesma pressão

Em Mato Grosso, o vento encontra vegetação em processo de secagem. No Pantanal, o principal efeito imediato é a capacidade de uma rajada acelerar eventuais incêndios e transportar brasas para novas áreas. No Cerrado, a combinação de calor, baixa umidade e material vegetal seco aumenta a vulnerabilidade de margens de rodovias, terrenos urbanos e propriedades rurais.

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Na Amazônia mato-grossense, a possibilidade de chuva isolada no extremo noroeste não muda o sinal predominante de estiagem. O boletim sazonal do CPTEC/INPE identifica Mato Grosso entre as áreas críticas para maior pressão de incêndios entre julho e setembro.

Essa indicação descreve um ambiente mais favorável ao fogo, mas não confirma incêndios em andamento. A ocorrência depende de uma fonte de ignição, das condições locais da vegetação e da resposta das equipes de prevenção e combate.

Tempo seco ajuda a colheita — e cobra preço do solo

Nas lavouras, a ausência de chuva oferece uma janela importante para a colheita do milho segunda safra e do algodão. Máquinas conseguem operar por mais horas, o transporte enfrenta menos interrupções e cai o risco de umidade excessiva nos grãos e nas fibras.

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O ganho operacional, porém, vem acompanhado de novos riscos. Ventos fortes podem levantar poeira, espalhar fogo em palhadas, dificultar aplicações e aumentar a deriva de defensivos. Colheitadeiras e outros equipamentos precisam de manutenção rigorosa para evitar superaquecimento e faíscas em áreas com grande quantidade de material seco.

Para a soja, ainda em contexto de entressafra, a atenção se desloca para a reserva hídrica do solo antes da próxima semeadura. O quadro atual não permite antecipar perda de produtividade, mas aumenta a importância de acompanhar a regularização das primeiras chuvas, e não apenas o volume acumulado.

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Na pecuária, o calor e a falta de precipitação aceleram o ressecamento das pastagens. Disponibilidade de água, suplementação, lotação e aceiros passam a exigir acompanhamento mais próximo, sobretudo em propriedades dos biomas Pantanal e Cerrado.

El Niño amplia a preocupação para os próximos meses

O episódio desta semana ocorre sobre um pano de fundo climático que exige atenção. A NOAA informou em 9 de julho que o El Niño está estabelecido e deverá ganhar força até o fim do ano. A probabilidade de persistência até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte — começo do outono no Hemisfério Sul — é de 97%.

O centro norte-americano calcula ainda 81% de possibilidade de o fenômeno atingir categoria muito forte entre outubro e dezembro. O CPTEC/INPE também confirmou o El Niño. Para Mato Grosso, a leitura relevante é a perspectiva de temperatura acima da média, redução da chuva no centro-norte e maior pressão de incêndios entre julho e setembro.

A intensidade do El Niño não determina sozinha o tempo em Mato Grosso. Ela altera probabilidades em escala de meses. A chuva de uma cidade e o desempenho de uma safra também dependem do Atlântico, da circulação regional e da distribuição das precipitações ao longo do calendário agrícola.

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CLIMA

Chuva forte, vendaval de até 100 km/h e umidade de 20% atingem Mato Grosso

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alertas do INMET em Mato Grosso

Estado está dividido em três zonas de risco: noroeste tem alerta para chuva intensa, sudoeste pode registrar ventos perigosos e o centro-leste tem calor e ar seco

Três situações meteorológicas opostas e potencialmente perigosas atingem Mato Grosso nesta sexta-feira, 17 de julho. Enquanto o noroeste do estado está sob alerta para chuva intensa e trovoadas, o sudoeste pode registrar ventos entre 60 e 100 quilômetros por hora. No centro-leste, a umidade relativa do ar pode cair para 20% durante a tarde.

No mesmo dia, diferentes municípios mato-grossenses ficam sujeitos a riscos distintos. Nas áreas de chuva, há possibilidade de descargas elétricas e interrupções nas atividades agrícolas. No sudoeste, as rajadas podem derrubar árvores, destelhar imóveis e danificar plantações. Já no centro-leste, o ar seco aumenta a preocupação com queimadas, problemas respiratórios e perda de umidade do solo.

As temperaturas máximas podem alcançar aproximadamente 34°C em Mato Grosso. Para julho, a previsão climática indica valores acima da média histórica em todo o estado, com desvios superiores a 2°C no noroeste e no sudoeste.

Vendaval pode alcançar 100 km/h em cidades de Mato Grosso

O aviso laranja de vendaval emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia alcança áreas do Sudoeste, Centro-Sul e Norte Mato-grossense. Os ventos podem variar entre 60 e 100 quilômetros por hora, com risco de queda de árvores, destelhamentos e danos em edificações, plantações, galpões, silos e redes de energia.

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Na faixa do Sudoeste Mato-grossense citada pelo aviso estão Araputanga, Barra do Bugres, Conquista d’Oeste, Denise, Figueirópolis d’Oeste, Glória d’Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari d’Oeste, Mirassol d’Oeste, Nova Lacerda, Nova Olímpia, Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos Quatro Marcos, Tangará da Serra, Vale de São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade. A regionalização utilizada pelo alerta segue as antigas mesorregiões do IBGE.

As rajadas podem atingir estruturas vulneráveis, derrubar galhos e árvores, comprometer o fornecimento de energia e dificultar a circulação de caminhões e máquinas agrícolas. O vento também pode acelerar a propagação de incêndios em pastagens, palhadas e áreas de vegetação seca.

Noroeste tem chuva intensa e trovoadas

No noroeste de Mato Grosso, o tempo fica mais instável, com previsão de chuva e trovoadas. A região está incluída em aviso amarelo de perigo potencial para chuvas intensas.

Também podem ocorrer precipitações isoladas no norte, no centro e no sudoeste do estado. A chuva, entretanto, não deve atingir todo o território mato-grossense de maneira uniforme.

A instabilidade está ligada ao calor e à umidade provenientes da Amazônia. Nas áreas onde as nuvens se desenvolverem com maior intensidade, podem ocorrer raios, vento e pancadas concentradas em curtos períodos.

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A precipitação pode reduzir temporariamente a poeira, a temperatura e o risco de fogo. No entanto, o efeito tende a ser localizado e insuficiente para interromper o avanço da estação seca no estado.

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A chuva no noroeste também não representa o retorno antecipado da estação chuvosa. Grande parte de Mato Grosso continuará sob tempo seco, especialmente nas regiões central, leste e sudeste.

Baixa umidade atinge centro-leste do estado

No centro-leste de Mato Grosso, a situação é oposta. A região está sob aviso amarelo para baixa umidade relativa do ar, com índices previstos entre 20% e 30% durante as horas mais quentes.

No sábado, o leste do estado também pode registrar névoa seca. O fenômeno ocorre quando partículas de poeira, fumaça e outros poluentes permanecem suspensas na atmosfera, reduzindo a visibilidade e prejudicando a qualidade do ar.

A Organização Mundial da Saúde considera mais confortável para o organismo humano uma umidade acima de 40%. Quando o índice cai para perto de 20%, aumentam o ressecamento das vias respiratórias, a irritação nos olhos e na pele e o desconforto para pessoas com rinite, asma e outras doenças respiratórias.

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O ar seco também amplia a inflamabilidade da vegetação, das pastagens e da palhada acumulada após a colheita.

Temperaturas ficam acima da média em julho

Além dos eventos de curto prazo, julho deve ficar mais quente que a média em Mato Grosso.

O prognóstico mensal do INMET indica que o noroeste e o sudoeste podem registrar temperaturas superiores a 2°C acima da média histórica do mês. Nas demais áreas do estado, os desvios positivos podem chegar a aproximadamente 1,5°C.

O aquecimento aumenta a evaporação e acelera a perda de água armazenada no solo. Como consequência, pastagens, pequenas represas, bebedouros e áreas agrícolas ficam mais pressionados ao longo da estação seca.

As máximas previstas para esta sexta-feira podem alcançar cerca de 34°C. O calor, o vento e a baixa umidade juntos favorecem a rápida propagação de incêndios.

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Cuiabá e Várzea Grande podem ter calor e chuva isolada

O boletim nacional não cita Cuiabá e Várzea Grande nominalmente nos alertas regionais. A faixa central de Mato Grosso, porém, apresenta possibilidade de chuva isolada, ao mesmo tempo em que permanece sujeita a calor e redução da umidade durante a tarde.

Na Baixada Cuiabana, a ocorrência de chuva pode variar significativamente entre bairros e municípios próximos. Mesmo onde houver precipitação, o volume pode ser pequeno e insuficiente para alterar o padrão seco predominante.

A região metropolitana também precisa acompanhar a formação de fumaça provocada por queimadas urbanas, incêndios em terrenos e focos de fogo em áreas rurais próximas.

Clima afeta colheita do milho e do algodão

O tempo previsto produz efeitos diferentes sobre as principais regiões agrícolas de Mato Grosso.

Na maior parte do estado, o tempo seco favorece a maturação e a colheita do milho segunda safra. A ausência de chuva reduz paralisações e facilita a entrada de máquinas e o transporte dos grãos.

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No noroeste e no norte, entretanto, as pancadas podem interromper temporariamente a colheita, elevar a umidade dos grãos e piorar as condições de estradas rurais não pavimentadas.

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A situação é semelhante para o algodão. O tempo seco favorece a abertura dos capulhos e a colheita da fibra, mas a chuva localizada pode elevar a umidade, aumentar impurezas e exigir reprogramação das operações.

No sudoeste, o vendaval amplia o risco de danos em galpões, armazéns, silos, redes elétricas e estruturas usadas para recebimento e beneficiamento da produção.

As rajadas também podem dificultar a circulação de máquinas e caminhões, além de tornar inseguras pulverizações e outras operações agrícolas.

Palhada seca aumenta risco de incêndios

Nas áreas sem chuva, as temperaturas elevadas, a baixa umidade e o vento aumentam o risco de incêndios em lavouras maduras e áreas recém-colhidas.

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Palhada de milho e algodão, capim seco, poeira e resíduos acumulados em máquinas formam material altamente inflamável.

Colheitadeiras, tratores e caminhões podem iniciar focos de incêndio por falhas elétricas, superaquecimento, atrito de peças metálicas ou acúmulo de resíduos próximos ao motor.

O vento previsto para o sudoeste pode fazer com que pequenos focos avancem rapidamente sobre lavouras, pastagens, cercas, galpões e áreas de vegetação nativa.

Pastagens e pecuária sofrem com avanço da seca

No centro-leste, no sudeste e em áreas do Cerrado, a redução da umidade acelera o ressecamento das pastagens.

A perda de qualidade do capim pode aumentar a necessidade de suplementação alimentar e elevar os custos da pecuária. Também cresce a demanda por água, especialmente em propriedades com grande concentração de animais.

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O calor pode provocar estresse térmico no rebanho, principalmente quando há pouca sombra, longos deslocamentos ou manejo durante as horas mais quentes.

Pequenas represas, córregos e reservatórios devem ser monitorados porque a evaporação aumenta com temperaturas elevadas, baixa umidade e vento.

El Niño aumenta incerteza para a próxima safra

A preparação da safra de soja 2026/2027 ocorre com o El Niño em fortalecimento.

A NOAA estima que o fenômeno tem 81% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026, período decisivo para o plantio e o desenvolvimento inicial da soja em Mato Grosso.

O El Niño altera a circulação atmosférica e torna mais provável a distribuição irregular das chuvas no centro-norte do Brasil. Sozinho, ele não define quanto vai chover em cada município.

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Produtores, cooperativas e empresas do setor devem acompanhar o início das chuvas entre setembro e novembro antes de definir as melhores janelas de semeadura.

 

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