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privatização da gestão da saúde

Diamantino abre portas para gestão privada de hospitais e UPAs ao regulamentar terceirização da saúde

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Nova legislação, sancionada nesta quinta-feira (2), permite que Organizações Sociais (OSS) assumam o controle de serviços essenciais, incluindo o hospital municipal. Lei prevê mecanismos de controle e cláusulas para barrar nepotismo, mas também autoriza contratações emergenciais de até um ano sem licitação, acendendo um alerta sobre a fiscalização de futuros contratos milionários.

Uma profunda transformação no modelo de gestão da saúde pública de Diamantino foi oficializada com a sanção da Lei Ordinária nº 1.702/2025. A nova legislação institui e regulamenta o programa de Organizações Sociais da Saúde (OSS), abrindo um caminho legal para que entidades privadas, sem fins lucrativos, assumam a administração de praticamente toda a rede de atendimento do município. A medida, que promete modernizar e dar mais agilidade aos serviços, também impõe um desafio de fiscalização sem precedentes para o poder público.

O escopo da lei é abrangente e alcança o coração do sistema de saúde local. A partir de agora, a prefeitura está autorizada a transferir, por meio de “contratos de gestão”, o gerenciamento de unidades vitais como o “Hospital integrado com o Pronto Atendimento Municipal”, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e até mesmo o transporte sanitário de urgência e emergência.

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Para se qualificar, as entidades interessadas deverão comprovar experiência na área da saúde e não poderão ter em seus quadros diretivos pessoas condenadas por improbidade administrativa ou crimes contra o patrimônio público. Em um movimento visto como uma tentativa de “blindagem” contra o apadrinhamento político, a lei proíbe expressamente que os conselhos de administração das OSS sejam compostos por cônjuges ou parentes de até terceiro grau do prefeito, vice-prefeito, secretários, vereadores e outras autoridades.

Apesar das salvaguardas, um dos pontos mais críticos da nova legislação reside na flexibilização das contratações. O artigo 20 permite que, em situações de “calamidade pública, emergência, urgência ou risco de paralisação”, a prefeitura contrate uma OSS de forma direta, dispensando o chamamento público, por um período de até um ano. Essa brecha, embora justificada para momentos de crise, cria uma zona de vulnerabilidade que exigirá vigilância redobrada dos órgãos de controle para evitar o uso indevido de recursos.

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A fiscalização dos contratos ficará a cargo de uma “Comissão de Avaliação e Fiscalização”, que será responsável por analisar relatórios de desempenho e o cumprimento das metas pactuadas. A lei garante ao município um poder de fogo significativo: caso uma OSS falhe em suas obrigações, colocando em risco a continuidade do serviço, a prefeitura poderá decretar uma intervenção na unidade, assumindo sua gestão por até 180 dias.

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Outro ponto sensível é a situação dos servidores públicos. A legislação permite que funcionários do quadro municipal sejam cedidos para trabalhar nas unidades geridas pelas OSS, com seus salários ainda sendo pagos pelos cofres públicos.

A nova era da saúde em Diamantino, portanto, nasce sob um duplo signo: o da promessa de eficiência, trazida por um modelo de gestão mais flexível, e o do risco, inerente à delegação de um serviço público essencial a entidades privadas, o que demandará uma capacidade de fiscalização robusta e transparente por parte da administração municipal e da sociedade.

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Brad Pitt relata ter prosopagnosia, entenda a doença

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prosopagnosia

Ator afirma sofrer de prosopagnosia desde 2013, transtorno neurológico que afeta até 2,5% da população e causa isolamento social

O ator Brad Pitt declara sofrer de prosopagnosia, um distúrbio neurológico que impede o reconhecimento de rostos. Aos 60 anos, o artista relata os sintomas da condição, também conhecida como cegueira facial, desde o ano de 2013, mas permanece sem confirmação clínica oficial registrada em fontes públicas.

A visibilidade do caso expõe um transtorno subdiagnosticado que afeta as relações sociais e a saúde mental dos pacientes. A cegueira facial gera mal-entendidos constantes, pois os indivíduos enxergam normalmente e possuem a memória geral preservada, mas o cérebro falha em processar a identidade visual. Na prática, a pessoa vê olhos, nariz e boca, mas não consegue ligar a imagem a um nome ou história, fazendo com que pareçam antipáticos ou distantes.

Em entrevista à revista GQ em 2022, reproduzida por redes como ABC News, Pitt afirmou que “ninguém acredita” em seus relatos sobre a dificuldade de identificar fisionomias. O ator explicou que “não consegue captar um rosto” e relatou o temor de ser percebido como egocêntrico ou desrespeitoso pelas pessoas que encontra. As declarações retomam o que ele já havia dito à revista Esquire em 2013, quando mencionou a intenção de realizar testes neurológicos.

Até 22 de maio de 2026, não há registro em órgãos de saúde, laudos médicos ou comunicados oficiais que comprovem a realização de exames formais, como o Cambridge Face Memory Test, por parte do ator. As informações mais recentes publicadas por veículos como VT.co, LadBible e Pakistan Today reiteram o caráter auto-relatado do quadro, descrito como estável e sem apontar agravamento neurológico.

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Distúrbio afeta área específica do cérebro

A prosopagnosia não está relacionada a problemas de visão, mas a alterações anatômicas e funcionais no cérebro. Revisões médicas indicam que a condição está ligada a falhas no lobo occípito-temporal, especificamente no giro fusiforme, mais frequentemente no hemisfério direito, região responsável pela rede de processamento facial.

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O distúrbio divide-se em duas categorias principais: a desenvolvimental (ou congênita), presente desde a infância sem lesão visível, e a adquirida, resultante de lesões cerebrais causadas por acidente vascular cerebral (AVC), traumatismos, tumores ou doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Estudos epidemiológicos apontam que as formas desenvolvimentais podem atingir entre 2% e 2,5% da população. O número, contudo, é alvo de debate na comunidade científica, pois parte da literatura questiona se todos esses indivíduos possuem o transtorno clínico ou apenas uma baixa habilidade natural para reconhecer rostos.

Um estudo publicado pela Brain Communications (Mayo Clinic) em 2024 analisou 336 pacientes diagnosticados com prosopagnosia ao longo de 23 anos de atendimentos em uma clínica de neurologia. Os dados mostram que apenas cerca de 3% (10 pacientes) apresentavam a forma desenvolvimental. A esmagadora maioria, cerca de 97% (326 pacientes), possuía a forma adquirida do distúrbio. Dentro deste grupo majoritário, 72% dos diagnósticos estavam associados a doenças neurodegenerativas e 28% a causas não degenerativas, como infartos e epilepsia.

Isolamento social e impacto psicossocial

As consequências do transtorno afetam diretamente o convívio em sociedade e a estabilidade emocional. Diretrizes do sistema de saúde britânico (NHS) e da Cleveland Clinic detalham que os pacientes não reconhecem desconhecidos, conhecidos, familiares próximos ou, em casos severos, a própria imagem refletida no espelho.

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A incapacidade de identificação gera um ambiente de gafes e tensões. Indivíduos relatam vergonha ao não reconhecer colegas e tendem a evitar eventos coletivos. A literatura médica associa o quadro ao desenvolvimento de ansiedade social e depressão.

No caso de crianças, a condição traz implicações para a segurança, com relatos de medo intenso de separação dos pais e dificuldades severas de adaptação no ambiente escolar, uma vez que colegas e professores parecem estranhos diariamente.

A literatura médica aponta variantes funcionais do transtorno, divididas entre formas apperceptivas e associativas. Na forma apperceptiva, o paciente tem dificuldade de discriminar feições e perceber a estrutura do rosto. Na forma associativa, a percepção facial ocorre, mas o cérebro bloqueia a associação daquela imagem à identidade da pessoa.

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Ausência de cura e estratégias de compensação

O tratamento para a prosopagnosia depende da causa base. A literatura confirma que não existe cura direta para o distúrbio. O manejo clínico baseia-se em reabilitação e desenvolvimento de táticas compensatórias para a convivência social.

As diretrizes médicas recomendam que os pacientes utilizem pistas não faciais para identificar as pessoas ao redor. Isso inclui a memorização do tom de voz, do estilo de cabelo, do modo de andar e do uso de adereços frequentes, como óculos ou chapéus. O suporte psicológico é indicado para lidar com as consequências emocionais do isolamento.

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O caso clínico de Brad Pitt permanece como uma suspeita não verificada. Nenhum órgão oficial de saúde, como o National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS) ou a Organização Mundial da Saúde (OMS), publica documentação vinculando o ator à condição, mantendo as informações restritas ao auto-relato do artista sobre sua dificuldade crônica com rostos humanos.

 

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